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Vamos ajudar um anjo?

Família da Aninha organiza rifa em prol do bem-estar da menina

958848ed2ef1190d25fb821279ac4e2a.jpg Foto: Arquivo Pessoal

Um exemplo de vida, que dá importantes lições aos pomerodenses há 12 anos. Ana Luísa, ou simplesmente Aninha, é portadora de Síndrome de Williams e enfrenta diversas dificuldades físicas. Porém, para a menina, isso nunca foi empecilho para ver somente o melhor da vida, alegrando-se com cada pequena coisa.
A vida da pequena guerreira sempre foi repleta de batalhas a serem vencidas e, mais uma vez, Aninha e sua família têm desafios à sua frente. 

Desde 2014, de acordo com a mãe, Luciana Alves dos Santos, a Aninha começou a se queixar com mais frequência de dor nas pernas e de fraqueza. No ano seguinte, a menina teve uma queda dentro do quarto, mas não souberam o porquê de ter acontecido e o problema continuou, pois um série de dificuldades relacionadas a atendimentos foram enfrentadas.

Neste ano, a menina foi diagnosticada, por meio de uma ressonância magnética, com um ângulo de 152º da coxa valga, no fêmur, cuja correção é somente por meio de cirurgia. O normal, seria ter um ângulo de 120º. Aninha também possui um pseudocisto, que tem uma inflamação, que requer fisioterapia de 30 sessões com retorno para o dia 20 de setembro.

“Os médicos começaram me explicando que a única solução é a cirurgia, ela terá que substituir parte do fêmur esquerdo com uma prótese. É uma cirurgia muito grande, de 12 a 16 horas, invasiva, que ia impossibilitar ela de fazer qualquer atividade por, no mínimo, nove a 12 meses. Por conta da rejeição, fragilidade dos ossos dela, o médico foi sincero em ponderar que a cirurgia é de risco”, conta Luciana.

Ela também comenta que a opção foi por cuidados paliativos, como a cadeira de rodas e remédios para dor, para marcar a cirurgia depois que Aninha terminar o Ensino Fundamental, em 2021. “A Aninha está no 8º ano, então vamos tentar permitir que ela termine esta etapa, tenha essa conquista e fique feliz com isso, pois a parte emocional conta muito na recuperação”, ressalta a mãe.

Um dos cuidados que pode ajudar na qualidade de vida de Aninha é a hidroterapia, que está sendo feita com a ajuda da Escola Olavo Bilac, onde a menina estuda, além de continuar com a Ecoterapia. 

“A cadeira de rodas que a Aninha está utilizando agora é de um empréstimo de três meses. Depois disso, já teremos que ter comprado uma nova para ela, que custa cerca de R$ 1,5 mil. Também, para utilizar a cadeira de rodas, precisamos trocar de carro, para um veículo que tivesse espaço para as adequações da cadeira de rodas, além de precisarmos adaptar algumas partes da casa. Por isso, realizaremos uma rifa, em prol do bem-estar da Aninha”, conta Luciana.

A família, hoje, vive apenas com a renda do pai, já que não contam mais com o auxílio do Governo Federal e Luciana não pode trabalhar, já que Aninha precisa de cuidados constantes.

Para a rifa, já possuem como prêmios dois jogos de jantar e dois travesseiros da Altenburg e estão buscando outras premiações para a ação beneficente. “A Aninha é esperança, é força, é alegria. Por isso pedimos que, quem puder, nos ajude a poder oferecer esse conforto a ela, para que continue a transmitir alegria para o mundo”, finaliza Luciana.

 



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Créditos: Arquivo Pessoal
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