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Uma expedição em tração 4x4

Pomerodenses se aventuram em viagem com Jeep até Minas Gerais e contam as histórias que passaram pelo estado mineiro

a1883382d48e5553c21e6fcd5dfb1b62.jpg Foto: Arquivo pessoal

Realizar uma viagem, conhecer novos lugares e culturas, é um programa muito desejado pelos amantes do turismo ou para aqueles que encontram em uma expedição, uma maneira de descansar, se divertir com os amigos e aproveitar ao máximo o que um local pode oferecer. E um pomerodense teve a ideia de seguir um caminho pelas estradas brasileiras, saindo de Pomerode com o destino à Estrada Real, em Minas Gerais, onde se concentra um grande acervo histórico e artístico do nosso país.

 

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Eduardo da Rosa comprou o Jeep no ano de 2014, pois era um sonho que queria realizar, já que andava muito com o seu pai, pelo interior do Rio Grande do Sul. Hoje, o veículo é um xodó para Rosa. E a ideia de viajar com o carro de tração 4x4, surgiu de uma conversa entre amigos, após uma viagem saindo de Pomerode com direção até o Chuí, no Rio Grande do Sul. Mas, ele e seus companheiros queriam mais adrenalina e mais emoção para uma próxima expedição. Foi aí que o nome da Estrada Real acabou sendo pauta da conversa e resolveram saber mais sobre o local.

“Nos debruçamos sobre mapas, planejamos e optamos pelo chamado ‘caminho velho’ que liga a cidade de Paraty (RJ) a Ouro Preto (MG). Ao todo, foram 2.830km de viagem, sendo, aproximadamente, 380km pelas antigas estradas, onde passava o carregamento de ouro do Brasil Império, destinado a Portugal”, relata Rosa.

 

Ao todo, foram 2.830km de viagem, sendo, aproximadamente, 380km pelas antigas estradas, onde passava o carregamento de ouro do Brasil Império, destinado a Portugal

 

Viajar com um Jeep pode não ser uma tarefa tão fácil quanto parece. Por mais que seja um carro robusto e tenha a força da tração 4x4, é um veículo que acaba tenho problemas com um pouco mais de facilidade, pelos terrenos que passam e, também, de acordo com o ano de produção de cada veículo. Segundo o pomerodense, viagens longas, como essa, não são comuns para esse modelo, mas, devido ao fácil reparo, ele comenta que não encontrou dificuldades durante o trajeto.

“Eu já sabia das dificuldades que uma viagem dessa poderia nos reservar. Fiz uma boa revisão, em Pomerode, e fui com a coragem na bagagem. Mas, caso ele ficasse no caminho, nada que um arame, chave de fenda, alicate e fita isolante, possa resolver e fazer no carro andar”, comenta.

Na viagem, os pomerodenses passaram por fazendas que existem desde a época do transporte de ouro, o clima diferente da região, a gastronomia e, é claro, a paisagem que Centro Histórico de Minais Gerais oferece ao visitante. Rosa destacou, principalmente, a importância de se ter um companheiro na viagem, para dar um suporte ao veículo. Marcos Cesar da Silva, faz parte do Jeep Clube de Pomerode e acompanhou o amigo com a sua Troller. Ele nos conta que ter uma companhia durante uma expedição dessas é algo indispensável para um Jipeiro.

 

(Foto: Arquivo pessoal)

“Willys é um Jeep, e só por isso, não vou dizer em dificuldades, mas sim, aventuras. Um dos lemas do Jipeiro é nunca entrar em uma aventura sozinho, tudo pode acontecer quando você está pilotando um Jeep”, acrescenta Silva.

 

Sobre o Jeep Willys

O Willys MB foi um automóvel utilitário leve 4x4 produzido durante a Segunda Guerra Mundial pela Willys Overland e pela Ford. 

Foram produzidas, de 1941 a 1945, um total de aproximadamente 647.925 unidades, que, em sua maioria, foram a versão Willys MB (produzida pela Willys) e o Ford GPW (produzida pela Ford). Foi utilizado por todos os aliados na guerra, atuando, tanto na Europa, quanto no Pacífico. No Brasil, o seu último ano de produção foi 1983.

 

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