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Uma artilheira predestinada

Quatro vezes campeã municipal e oito vezes artilheira, Maria Tatieli Fernandes Mariano, figurou, mais uma vez, neste posto.

4999b1d488810bfe0bd6bba067bb91d8.JPG Foto: Arquivo / Jornal de Pomerode

Em matéria de Futebol Feminino em nossa cidade, um nome, com certeza, é sempre lembrado. Quatro vezes campeã municipal e oito vezes artilheira, a ala direita Maria Tatieli Fernandes Mariano, de 25 anos, figurou, mais uma vez, neste posto. E sua relação com o time de Testo Alto iniciou num ano bastante emblemático para a equipe. “Comecei a jogar com o Porath em 2012, naquela final histórica, do pênalti ‘espírita’. Aquela, inclusive, eu considero a mais difícil de todas, pois tivemos que jogar o tempo normal, prorrogação e, ainda, bater pênaltis. Foi muito cansativo, mas sempre vale a pena. Tanto que eu já havia jogado o Municipal por outros times, mas campeã, fui apenas com o Porath”, destaca.

 

Comecei a jogar com o Porath em 2012, naquela final histórica, do pênalti ‘espírita’. Aquela, inclusive, eu considero a mais difícil de todas, pois tivemos que jogar o tempo normal, prorrogação e, ainda, bater pênaltis. Foi muito cansativo, mas sempre vale a pena.

 

Mesmo não sendo a mais difícil, segundo Maria, esta decisão ficará marcada para sempre, pelo fato do gol do título ter saído a três segundo do fim. “Na hora, eu nem acreditei que tinha dado a vitória ao meu time, pois alguns minutos antes, eu senti uma cãibra muito forte, quando fui substituída e achei que não iria conseguir voltar. Mas retornei e conseguimos a vitória. É um sentimento inexplicável”, ressalta, acrescentando a força da equipe no futebol pomerodense. “Alcançamos uma marca que, dificilmente, outra equipe conseguirá. Valeu todo o esforço, todo o sacrifício, todas as vezes que saímos de casa e deixamos para trás a família, o namorado, a namorada. Tudo em nome de um objetivo: treinar e ser campeãs”.

Todo esse engajamento se dá por um sentimento presente na vida da atleta. “O futebol representa paixão e amizade, afinal, fiz muitos amigos nessa minha vida dentro dos campos e quadras. Desde pequena, sou apaixonada por esse esporte. Meus pais jogavam futebol e, toda vez que eles iam treinar, me levavam junto. Por isso, o futebol nasceu comigo e continua no meu sangue”, enfatiza.

 

Atleta já foi oito vezes artilheira da competição municipal (Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode)

Contudo, a jogadora diz que, mesmo com a campanha midiática em torno do Futebol Feminino, ele precisa ser ainda mais valorizado, principalmente, em nossa cidade. “Desde quando iniciou o Campeonato Municipal só existem quatro ou cinco times. Além disso, eu participava do time do Floresta, com treinamentos bissemanais, visando a participação em campeonatos, como Olesc e Joguinhos Abertos. Hoje em dia, infelizmente, não existe mais esse projeto, somente o Moleque Bom de Bola, do professor Lula, que se dedica bastante para a modalidade”. Neste contexto, Maria também fala de outra questão que aflige Futebol Feminino. “Sim, existe muito preconceito ainda, pois competições masculinas, são disputadas várias durante o ano, e femininas, somente o Municipal de Futsal. Por isso, queria pedir mais apoio à Funpeel para o Futebol Feminino na cidade. Que promovam mais campeonatos e que nos vejam com os mesmos olhos que veem o Futebol Masculino”, conclui.

 

Veja a matéria das finais e as fotos, clicando AQUI.



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