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Um pequeno grande legado

Um homem forte, trabalhador, sempre de bem com a vida e de sorriso fácil. Esta é a imagem que ficará.

10723aaf4ea2e84bbc5a6450460fec6b.jpg Foto: -Antoninho tinha grande identificação com o FlorestaDivulgação

Um homem forte, trabalhador, sempre de bem com a vida e de sorriso fácil. Esta é a imagem que ficará, para sempre, na memória de seus amigos e de todos aqueles que o queriam muito bem. Estamos falando de Antonio Costa, mais conhecido como “Antoninho” e “Pitoco”, que nos deixou na madrugada do dia 29 de agosto, por volta das 4h. O ex-jogador tinha 83 anos e faleceu em decorrência do Mal de Alzheimer, que se manifestou, de maneira mais severa, nos seus últimos três meses de vida.

Nascido em Gaspar, no dia 15 de setembro de 1935, Pitoco veio a Pomerode por volta dos 20 anos e nunca mais saiu. Mas não por vontade própria, como relata a viúva, Hanelora Costa. “Naquela época, ele jogava pelo Tupi e iria disputar um amistoso, na cidade de Curitiba, cujo ônibus passava por aqui e realizava uma parada. Nesta parada, ele foi convidado para jogar pelo Floresta, contra o Carlos Renaux, de Brusque. E como o time da casa acabou ganhando o jogo, convenceram-no a ficar na cidade”, conta.

 

O jogador fez parte dos anos áureos do Verdão, virando, inclusive, figurinha de um álbum de futebol (Foto: Reprodução)

Desde então, ele se tornou jogador e, após, treinador do Floresta, time pelo qual tinha um grande carinho e identificação, apesar de ter atuado, também por Botafogo e pelo Weege. Fora do futebol, jogava Bolão e chegou se ser presidente do Clube Pomerode C.R.E.

E um acontecimento, aos 12 anos de idade, que poderia ter se tornado algo negativo em sua vida, acabou virando a sua “marca registrada”. “Uma semana antes da sua Primeira Eucaristia, foi realizada uma festa de igreja, na localidade onde morava. E, naquele dia, um homem iria soltar um foguete, que acabou ‘falhando’. Assim que ele jogou fora, o Antoninho foi ajuntar e o artefato explodiu na sua mão direita. Depois desse acidente, muitos achavam que ele não conseguiria realizar as tarefas cotidianas. Se fosse outra pessoa, tenho certeza de que não teria ido trabalhar, tanto que o médico chegou a cogitar a amputação da sua mão, na época, mas a mãe dele não deixou. E isso acabou se tornando um dos apelidos dele e nunca o impediu de fazer qualquer coisa”, enfatiza Hanelora.

 

Depois desse acidente, muitos achavam que ele não conseguiria realizar as tarefas cotidianas. Se fosse outra pessoa, tenho certeza de que não teria ido trabalhar, tanto que o médico chegou a cogitar a amputação da sua mão, na época, mas a mãe dele não deixou.

 

Além da esposa, Costa deixou três filhos, Marcos, Margarete e Arlete, além de um genro, uma nora, seis netos, um bisneto e inúmeros amigos que fez ao longo destas mais de oito décadas, principalmente, na Associação Esportiva Floresta, onde foi homenageado pelos seus feitos, durante as comemorações dos 70 anos do clube, em abril deste ano.

 

O Botafogo também esteve presente na sua vida esportiva (Foto: Reprodução)

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