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Um legado imensurável ao esporte

Ser reconhecido pelo seu valor é algo que todas as pessoas almejam, principalmente, dentro do setor esportivo.

4190c51c8af387249b648ce2b2f5497f.jpg Foto: -Filho exibe, com orgulho, a memória fotográfica do seu paiBob Gonçalves / Jornal de Pomerode

Ser reconhecido pelo seu valor é algo que todas as pessoas almejam. Principalmente dentro do setor esportivo, onde diversas questões não muito lícitas, por muitas vezes, são utilizadas para a obtenção de vantagens. Felizmente, Pomerode teve o privilégio de ter um atleta totalmente contra este tipo de subterfúgio. Estamos falando de Ademir da Silva, que na manhã do dia 24 de julho nos deixou, entrando para a história do futebol pomerodense.

Ele estava internado na UTI do Hospital Santa Isabel, em Blumenau, desde o dia 05 de julho, em virtude de dois AVC’s, um sofrido em casa, e outro, quando já estava internado. Silva estava em coma induzido e teve morte cerebral um dia antes. Deixou a esposa, Úrsula, os três filhos, Sarita, Natacha e Anderson, além de dois netos. “Ele sempre foi uma pessoa muito tranquila e incentivou muito os filhos a duas coisas: praticar esportes e estudar. Para ele, o esporte e o estudo eram os caminhos para uma vida profissional plena”, destaca o filho, Anderson da Silva.

 

Ele sempre foi uma pessoa muito tranquila e incentivou muito os filhos a duas coisas: praticar esportes e estudar. Para ele, o esporte e o estudo eram os caminhos para uma vida profissional plena.

 

Uma das principais qualidades do pai era ser muito correto, o que era muito admirado por todas as pessoas que conviviam com ele. “Tudo o que era de ruim relacionado ao esporte, ele desaprovava, como a violência, as ‘malandragens’, os jogadores mercenários. Ele nunca tentou ludibriar ninguém, até porque, se fosse assim, preferia perder. Jamais ele iria ganhar trapaceando, por isso, sempre foi muito contra esse tipo de coisa. Tanto é que a maior parte da sua vida esportiva, mesmo sendo um atleta acima da média, sempre jogou gratuitamente ou pelo justo, nada muito exorbitante. Era um dos atletas que mais rendia e um dos que menos recebia”, ressalta.

Ademir da Silva vivia o esporte em sua plenitude, tanto que a sua maior diversão era poder jogar bola, estar com os amigos, tomar uma cerveja depois dos jogos e confraternizar. “Meu pai chegou a se profissionalizar, pelo Palmeiras, de Blumenau. Tanto que, na época, ele teve uma oportunidade em se transferir para o Juventude (RS). Mas por se tratar de um clube mediano, o salário seria o equivalente a trabalhar em uma empresa, por isso, optou por ficar”, diz Anderson.

O filho, inclusive, teve o prazer de jogar com o pai, quando atuaram por Caramuru e Floresta. “Foi no ano de 1993, quando jogamos, juntos, a Taça Pomerode, quando o ‘Bugre’ foi campeão. Eu era um dos mais jovens da competição e ele estava prestes a se aposentar. Mas no ano seguinte, ainda jogamos pelo Floresta, quando ele deixou os gramados e virou presidente do clube”.

 

Silva (à esquerda) foi homenageado na festa de 70 anos da agremiação, em abril de 2019 (Foto: Bob Gonçalves / Jornal de Pomerode)

O excelente jogador também era um pai dedicado e um amante da família, tanto que conseguiu trazer para perto de si as pessoas que mais amava, inclusive, em sua despedida. “Nos dias dos seus aniversários, ele gostava de ver a família reunida. E foi exatamente isso que aconteceu no dia do seu velório, quando completaria 68 anos. Inclusive, pude rever muitos amigos que ele fez pelo esporte e vi o quanto todos tinham um carinho especial por ele”, frisa o filho, orgulhoso.

Um momento especial na vida de Ademir da Silva aconteceu este ano, na homenagem aos 70 anos da Associação Esportiva Floresta, no mês de abril. “Ele sempre deu valor aos clubes que reconhecem os seus atletas, principalmente, do passado. Por isso, quando foi homenageado pelo Floresta, ficou extremamente feliz, tanto que chegou a comentar esse fato durante meses. Por isso, faço minhas as palavras do meu pai: não esqueçam do passado do futebol pomerodense, que é muito bonito e rico. E reconhecer, prestigiar e agradecer estes atletas, é primordial. Muito obrigado”, finaliza.

 

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