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Um hábito que transborda conhecimento

Morador de Pomerode, amante da leitura, vai à Biblioteca Municipal com frequência e tem a literatura como um hobby

3a595e38865d9f2a238882dc9a662b58.jpg Foto: Raphael Carrasco/JP

Ler. O verbo, de apenas três letras, pode ser pequeno, mas o significado que ele tem é gigantesco. A leitura pode ser feita de diversas formas, tanto para o divertimento com as histórias em quadrinhos, ficção, romance e outros, quanto para a educação, em forma de história, ciências e outras áreas do conhecimento. 

Claro que, por si só, a leitura já é uma forma de absorção do conhecimento, haja visto que, por meio dela, passamos a ter um domínio maior da língua portuguesa. E, neste 12 de outubro, além de ser celebrado o dia de Nossa Senhora de Aparecida e, também, o popular Dia das Crianças, é datado, neste mesmo dia, o Dia da Leitura. E, nada melhor do que contar uma história de um personagem que é um amante da leitura, para falar um pouco desse amor indescritível pelos livros.

Há 15 anos, Wagner Fehr frequenta a Biblioteca Municipal de Pomerode. Natural de São Paulo, Fehr sempre teve um gosto mais do que especial pela leitura, mas não teve a oportunidade de frequentar uma faculdade. Porém, isso não foi motivo para que ele deixasse o conhecimento de lado.

“Eu sempre gostei de ler. Creio que, para ir atrás e absorver o conhecimento, não há barreiras que impeçam a leitura. Por mais que não tive uma oportunidade de poder cursar o Ensino Superior, busquei nos livros uma maneira de saber mais sobre o nosso mundo, sociedade como um todo, além de ter um conhecimento maior da nossa língua portuguesa.”, comenta. 

Um dos primeiros livros que leu em sua vida, foi “A Revolução dos Bichos”, obra de George Orwell, que foi presente de uma vizinha. Depois disso, começou a ler com mais frequência, e seu segundo livro foi “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxsley.

“A partir daí, comecei a conhecer o mundo, pela leitura. Admirável Mundo Novo é tão atual que é algo que pode ser lido por qualquer geração. Hoje em dia, eu me encanto até com o que eu não gosto, pois a leitura me desafia. E, ela me permite nuances de conhecimento que eu não tenho. Eu leio de tudo um pouco, desde ciência, história, filosofia, tudo tem o seu espaço”, comenta.

A Bibliotecária Viviane Regina Balk Herrmann comenta que as visitas de Fehr, à Biblioteca Municipal, são frequentes e ela considera o paulistano um exemplo para outras gerações.

“Ele vem praticamente toda a semana aqui, na Biblioteca. Conhece todos os cantos e as prateleiras. Isso é algo que mostra o valor que a leitura tem e isso me deixa super gratificada, afinal, temos que valorizar a nossa literatura, nas mais diversas formas dela. Com certeza, ele é um exemplo muito bonito para qualquer geração”, enaltece a bibliotecária.

 

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A Biblioteca Municipal 

Há 51 anos, os pomerodenses podiam comemorar a mais nova conquista da cidade: a sua própria Biblioteca Municipal, um marco para uma cidade de pequeno porte, como Pomerode. Foi durante a gestão do prefeito Ralf Knaesel que essa conquista foi alcançada, em 1968.
O acervo, inicialmente, era singelo, com livros de coleções da literatura brasileira, enciclopédias e doações, mas o simples fato de os cidadãos poderem recorrer à sua própria biblioteca em busca da leitura, já era de grande valia.
Então, no dia 28 de junho de 1968, através da Lei 159, era criada a Biblioteca Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, uma homenagem ao ex-presidente da república. A primeira a assumir as funções de bibliotecária foi Inge Hackbart Weber, em 1972. Depois dela, outras 11 pessoas auxiliaram na organização, catalogação, preservação e classificação do acervo, ao longo dos anos seguintes. Até que, em 2000, Viviane foi admitida como a primeira bibliotecária com formação superior.
Para quem é amante da leitura, e mesmo quem ainda não é, vale a pena visitar a Biblioteca Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco e aproveitar o vasto acervo que ela possui. O horário de funcionamento da Biblioteca é de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 11h30min, e das 13h às 17h, nas instalações do Centro Cultural, na Rua Hermann Weege, 111, Centro.

 A história do JP

A Biblioteca Municipal também tem a sua importância para a história de quase 20 anos do Jornal de Pomerode. Isso porque lá estão mantidas as encadernações com todas as mais de 1.200 edições do Jornal, desde o seu início, em 1999.
Através destes 20 anos de história, é possível fazer uma viagem pela história recente de Pomerode, por meio de nossas reportagens e cadernos especiais, ou seja, uma pesquisa completa sobre a nossa memória.

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