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Jornal de Pomerode

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Um amor cinquentenário

Casal completa 50 anos de casamento e fala sobre o relacionamento longevo

3fe3e36668c4c25849af6dada78d2b42.jpg Foto: Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode

No ano em que o primeiro homem pisou na lua, em 1969, Pomerode registrava um casamento que teria um futuro muito bonito pela frente. Foi bem nesta época que Edie Pähr e Alsido Pähr, resolveram transformar o que era um namoro de dois anos em um casamento que, hoje, chegou aos 50 anos de união estável. E, para comemorar a data tão especial, na última semana, foi celebrada, com a presença de toda a família, o aniversário de 50 anos de casamento, ou as Bodas de Ouro.

Tudo começou na casa de Edie, em Itoupava Rega, na qual, o seu pai tinha um pequeno campo de futebol. Foi lá que conheceu Pähr, porém, com o passar do tempo, o contato não foi tão mais próximo. Nesta época, a menina tinha 13 anos e o rapaz, 17.

Ao passar do tempo, se encontraram, de novo, em 1967, sendo o ano que deu o pontapé inicial de uma longa vida em casal. Logo aos 16 anos, uma surpresa chamou a atenção dos dois. Edie estava grávida de gêmeos, o que uniu ainda mais o casal pomerodense, que desde 1989, moram no Wunderwald. 

Arnildo e Anila foram os primeiros filhos a virem ao mundo, já que, após quase oito anos, mais um bebê estava a caminho, desta vez, mais uma menina, a Adriana. Após mais um período de tempo, veio a filha caçula, Alice. Com a necessidade de sustentar os filhos, o casal teve que deixar de lado, por um tempo, o trabalho na roça e foram arrumar emprego, na cidade.

Pähr foi auxiliar de obras, por muito tempo, e Edie chegou a trabalhar na Porcelana Schmidt e na Torten Paradies. Os anos foram se passando e a hora da aposentadoria bateu na porta, foi aí, então, que os dois decidiram voltar para o que mais gostavam de fazer quando jovem: cuidar da roça de casa.

“Nós sempre trabalhamos na roça. Nunca deixamos ela de lado, porém, por ter que ajudar na renda, deixamos um pouco de lado essa parte para conseguir um pouco mais de renda para os nossos filhos. E, quando voltamos a nos dedicar à nossa roça, nos sentimos ainda melhor do que antigamente, pois sempre foi prazeroso cuidar do que a gente tem, em casa”, conta. 

De acordo com o casal, o segredo para se manter um relacionamento longevo é o diálogo e, também, o respeito. 

“Nós conversamos muito. Hoje, como temos mais tempo, vemos que nosso relacionamento melhorou. As discussões são normais, mas nunca deixamos de nos falar ou se respeitar. Eu não saio para algum lugar sem ele e vice-versa, pois nós temos uma vida compartilhada e isso nunca mudou.

 

(Foto: Arquivo Pessoal)

 

Nos dias de hoje, além de cuidar da roça, em casa, eles também gostam de se divertir nos encontros do Clube Sênior, tardes dançantes e outros eventos relacionados à terceira idade e se divertir com os amigos que fizeram, nestas ocasiões.

 



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