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Se essa rua fosse minha...

Moradores do bairro Ribeirão Clara cobram do poder público soluções para suas ruas, após promessas de melhorias

663c639dbb9b8d1163bfe4717c148f8f.jpg Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode

Há anos uma solução definitiva é esperada pelos moradores da Rua Carl Behling, no bairro Ribeirão Clara. Por diversas vezes, eles reivindicaram junto à Prefeitura a pavimentação da via, por meio de abaixo-assinados para executar o sistema de mutirão. De acordo com os habitantes da Rua, já foram três documentos assinados e três orçamentos diferentes ao longo dos anos. Porém, a pavimentação, que é o que, de fato, interessa, ainda não virou realidade.

Nossa equipe esteve no local e conversou com um dos moradores, Antônio Sergio Klabunde, que nos contou um pouco sobre os pedidos da comunidade local. Ele conta que já foram realizados alguns serviços na rua, mas que tudo ficou pela metade.

“Os serviços que fizeram aqui estão inacabados, como a colocação da tubulação, sem arrumar a rua depois e a construção de bueiros, que foi deixada pela metade. Muitos moradores, com foi o meu caso, tiveram a entrada de suas propriedades prejudicada pelos trabalhos feitos. Só queremos que a nossa rua seja asfaltada, pois isso foi prometido há anos para nós”, desabafa Klabunde.

 

Antônio Klabunde e outros moradores aguardam a pavimentação há anos. (Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode)

Em arquivos do Jornal de Pomerode, encontramos registros do ano de 2015, no qual a Secretaria de Planejamento, na época, realizou reuniões para que a adesão fosse concluída. Já naquele ano, o assunto pavimentação já era pauta e promessa para os moradores.

A Rua Carl Behling foi incluída na lista de ruas em que a pavimentação seria realizada por meio de sistema de mutirão na atual gestão e, segundo o que consta em divulgação da Prefeitura, houve uma reunião no dia 20 de fevereiro de 2018. Na época, a rua ainda não possuía 80% de adesão ao mutirão, mas a situação mudou pouco tempo depois.

A espera pela pavimentação, segundo Klabunde, continuou, assim como as promessas de que a pavimentação se tornaria realidade. De acordo com o morador, a primeira data prevista para o término da obra de pavimentação era 20 de novembro deste ano, mas até o momento, nada foi feito no local.

“Os próprios moradores precisaram arrumar as bocas de lobo e as entradas de suas casas para que não sofressem com isso. Foi uma promessa feita a nós, moradores, e que ainda não foi cumprida, isso que nos chateia mais. Do que adianta nós pagarmos os impostos se não temos um retorno?”, questionou.

 

Problemas se multiplicam

Também recebemos queixas, nesta semana, dos moradores da Rua Nossa Senhora Aparecida, no mesmo bairro. Nela, o problema, segundo os moradores é a falta de padronização no espaço deixado para as calçadas na rua, durante a colocação de lajotas no local.

 

(Foto: Lucas Neumann / Jornal de Pomerode)

As pessoas que vivem no local relataram à nossa equipe que em um dos lados da via, a largura da calçada é de 2,15m e no lado oposto a largura é de apenas 70cm. Eles afirmam que foi acordado que haveria uma padronização de 1,40m em cada lado da via. Os moradores relataram, também, que os fiscais já estiveram no local, mas a situação permaneceu assim.

 

(Foto: Lucas Neumann / Jornal de Pomerode)

 

Parecer do poder público

Diante dos problemas relatados pelos moradores das duas ruas, entramos em contato com a Secretaria de Obras de Pomerode e conversamos com o secretário responsável pela pasta, Wilhelm Zilz.

Ele afirmou à nossa equipe que a Rua Carl Behling está na lista de ruas a serem pavimentadas ainda em 2019, porém admitiu que não há uma data prevista para o término da obra. 

“Ainda não começamos os trabalhos no local devido à recomendação do Ministério Público de suspender o uso do aditivo líquido na base das ruas a serem pavimentadas. Muitas das ruas tivemos que recomeçar, da maneira convencional, o que provocou um certo atraso nas obras. Mas podemos assegurar aos moradores da Rua Carl Behling que a sua via será pavimentada até o fim deste ano”, destacou o secretário.

Já em relação à Rua Nossa Senhora Aparecida, Zilz afirmou que tudo está sendo feito dentro das normas legais e que a Secretaria está respeitando a normativa de que a rua tenha seis metros de largura total, o que está determinado no Plano Diretor do município.

“O que pode ter acontecido é que algumas construções de muros e calçadas não tenham deixado a largura suficiente, o que prejudica essa padronização que queremos realizar. Mas da nossa parte, posso assegurar que tudo está sendo feito dentro da norma”, defende.

 

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