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Saneamento básico em pauta

Audiência Pública apresenta dados referentes ao assunto na cidade, e revela poucos avanços nos últimos anos

dcb9585ad667194952bcf7bfc115790c.jpg Foto: Divulgação / Samae

Nesta semana, na segunda-feira, 12 de agosto, foi realizada uma Audiência Pública para a revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico, um documento que apresenta um diagnóstico da situação atual na cidade e também um protocolo de intenções a serem implementadas nos anos seguintes, nos âmbitos da distribuição de água, do tratamento de esgoto, da limpeza, coleta de resíduos e drenagem.

O Plano Municipal de Saneamento Básico precisa ser revisto a cada quatro anos, portanto, desde 2015 não havia sido feito este diagnóstico. Em 2019, a empresa responsável pelo estudo foi a H2SA, contratada por meio de licitação feita pela Associação dos Municípios do Vale do Itajaí (Ammvi). 

“O Plano Municipal é um trabalho feito por diversos técnicos dos órgãos públicos, que apresenta o diagnóstico do Saneamento Básico no município e faz projeções acerca de ações a serem feitos nos próximos anos”, explica Ricardo Campestrini, presidente do Samae.

 

Entre os dados apresentados, um deles é em relação à Rede de Tratamento de Esgoto, que garante que esgoto, efluente ou águas servidas, resíduos líquidos provenientes de indústrias e domicílios sejam tratados antes de serem devolvidos à natureza. Para isso, é necessária uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), que possibilita um tratamento mais eficaz.

 

Em Pomerode, apenas 11km são contemplados com rede de tratamento de esgoto. O dado é o mesmo da época em que foi realizada a última revisão do Plano Municipal, em 2015. Porém, na época, o então presidente do Samae, Márcio Scheidemantel, destacou que, apesar de apenas a área central da cidade ser beneficiada com a rede coletora para o tratamento do esgoto, as residências das demais localidades possuem o sistema fossa e filtro pluvial. 

Após a nova revisão, realizada neste ano, a intenção, descrita no Plano, é de que até o fim de 2020, pelo menos 4% da população tenha a rede de tratamento de esgoto implantada. O presidente do Samae destacou que a autarquia conseguiu cadastrar uma solicitação junto ao Governo Federal, para obter recursos a fim de contratar uma empresa que elabore um projeto.

 

(Foto: Arquivo Jornal de Pomerode)

“Caso o projeto seja aprovado, poderemos obter cerca de R$ 1 milhão, para a contratação de uma empresa especializada, que irá elaborar o projeto da instalação do saneamento básico. Após termos este projeto elaborado, poderemos fazer um orçamento mais detalhado para a ampliação da rede de esgoto. Mas é um planejamento a longo prazo”, reitera o presidente do Samae.

 

Como é feito o tratamento

O esgoto chega à estação e então são utilizadas grades, peneiras ou caixas de areia para reter os resíduos maiores e impedir que haja danos as próximas unidades de tratamento, ou até mesmo, para facilitar o transporte do efluente.

No tratamento primário são decantados os sólidos em suspensão que vão se acumulando no fundo do decantador formando o lodo primário que depois é retirado para dar continuidade ao processo.

Em seguida, no tratamento secundário, os micro-organismos irão se alimentar da matéria orgânica convertendo-a em gás carbônico e água. E no terceiro e último processo, também chamado de fase de pós-tratamento, são removidos os poluentes específicos como os micronutrientes (nitrogênio, fósforo...) e patogênicos (bactérias, fungos).

 

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