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Qual o futuro da Lagoa do Weege?

Após tragédia no fim de semana, discute-se o que poderia ser feito para evitar que novos casos ocorram

081477cc4966b8014e6f778dd32cd1f3.jpg Foto: Mani Goede/JP


A Lagoa do Weege voltou a ser tema das rodas de conversa e grupos de WhatsApp nesta semana, após o caso de afogamento, ocorrido no fim da tarde de domingo, 13 de outubro. A lagoa possui 42 mil metros quadrados de área de lâmina d’água e existe em Pomerode desde a década de 1920, quando foi criada, com a finalidade de geração de energia. Nas décadas de 50 e 60, era um local muito frequentado pelos pomerodenses na época, para momentos de lazer, inclusive, nadando.

Porém, o local passou a ser usado, nas últimas décadas, para a mineração e acabou ficando abandonado por muitos anos. Hoje, já não pode ser considerado um local seguro para afastar o calor, nadando, pois não se tem conhecimento da profundidade e nem como é o relevo no fundo da lagoa. Em 19 de março de 2004, o terreno da Lagoa do Weege, de área escriturada de 201.180 mil metros quadrados, foi leiloado para um empresário blumenauense, por R$ 153 mil. Neste ano, no mês de setembro, a Prefeitura obteve o terreno de volta, por meio de uma permuta.

O município tinha posse de dois terrenos em áreas de distrito industrial, nos bairros de Testo Alto/Testo Rega e Testo Central. Estes terrenos, de acordo com o poder público, receberam quatro avaliações diferentes de valor, sendo estipulado um preço médio por eles. O projeto da permuta foi aprovado pela Câmara de Vereadores e, inclusive, o valor dos terrenos cedidos ao empresário era maior do que o avaliado na Lagoa do Weege, resultando em R$ 64 mil para a Prefeitura.

A intenção, agora, é fazer do local uma nova área de lazer para a cidade, por meio da criação de um parque. De acordo com o prefeito, Ércio Kriek, a Universidade Regional de Blumenau (Furb) foi convidada e, posteriormente, foi firmado o convênio para que seja feito o projeto.

“Nós conversamos com a equipe da Furb, que se comprometeu a entregar o projeto até o fim do mês de novembro, para depois começarmos os trâmites à concessão do espaço. Nesse sentido, contamos com a experiência de uma das professoras, que participou de todo o processo de concessão e readequação do espaço da Thapyoka, em Timbó. Depois disso, esperamos que até o primeiro trimestre de 2020, tenhamos uma empresa para a concessão”, explica Kriek. 

A SEGURANÇA DA LAGOA

A Defesa Civil de Pomerode, de acordo com o coordenador Lúcio de Bem, em entrevista sobre a segurança técnica da lagoa, que também funciona como uma barragem, faz vistorias a cada três meses na estrutura. Após a tragédia da morte ocorrida no domingo, dia 13, uma equipe esteve reunida na Prefeitura, discutindo quais as medidas poderiam ser adotadas para tentar evitar que novos casos como este ocorram. 

“Serão colocadas mais placas de advertência sobre o perigo, além das já existentes, mas outras ações ainda precisam ser analisadas. Também fazemos um apelo para que as pessoas respeitem os avisos de perigo, a fim de que não tenhamos mais tragédias acontecendo naquele local, principalmente agora, com o aumento do calor”, frisa.

A HISTÓRIA DA LAGOA  DO WEEGE

Foi com a intenção de melhorar o fornecimento de energia para a sua indústria que Hermann Weege construiu a represa em Pomerode Fundos, conhecida como Lagoa do Weege, na década de 20. Em alguns momentos, a indústria ficava sem energia, porque os serralheiros da região de Pomerode Fundos esvaziavam os seus reservatórios, não tendo água suficiente para gerar energia.
Weege, então, fez um acordo com os serralheiros e construiu a represa, conseguindo melhorar o fornecimento de energia para a indústria. Cerca de 50 ou 60% da energia da Indústrias Weege chegou a vir da usina daqui, graças à represa.

Houve um rompimento na segunda metade da década de 40 e, em janeiro de 1947, os filhos, Arno e Victor, prometeram que iriam reconstruir a Lagoa do Weege. A reconstrução foi finalizada entre os anos de 1949 e 1950 e a represa continuou com a finalidade original, fornecer água para a usina, para que houvesse energia para a indústria. A Lagoa foi importante para a cidade pois, graças ao seu volume, foi possível gerar energia, também, para o Centro, em locais como a Igreja Luterana e o Clube Pomerode. 

 

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Créditos: Raphael Carrasco/JP
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