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Próximo de um final feliz

Pomerodense vira anjo da guarda de uma família que passou anos separada, e agora pede ajuda para viabilizar o reencontro

10da157db7f3934d26369bc0ec3b746e.jpg Foto: Divulgação

Histórias de reencontros entre familiares sempre nos deixam com aquela sensação boa de esperança, de que tudo dará certo no fim. E uma destas histórias está sendo escrita com o auxílio da pomerodense Sandra Berndt, que assumiu a função de anjo da guarda de mãe e filha, que anseiam por um reencontro, após 36 anos separadas.

Sandra relata que conheceu a história por meio do irmão, Ivens, que é caminhoneiro e esteve no Mato Grosso, onde a filha, Cristiane, reside. Ela é a responsável pela preparação das refeições para os trabalhadores da fazenda onde o irmão de Sandra foi fazer uma entrega. 

“Ao conversar com a moça, meu irmão descobriu que ela também é catarinense e que nasceu em Lages. Seus pais, quando eram casados, tiveram três filhos e, na separação do casal, Cristiane ficou com o pai e nunca mais encontrou a sua mãe, Salete”, conta Sandra.

A moça relatou ao caminhoneiro que o pai contou a ela que, por uma determinação de um juiz, à época, ele deveria ficar com a sua guarda e com um de seus dois irmãos. A mãe acabou ficando apenas com a guarda do mais velho. Cristiane, então, com o pai e o irmão, foi para o Mato Grosso, onde permanece até hoje. Na época da separação, Cristiane tinha apenas cerca de dois anos, então, possui pouquíssimas recordações da mãe.

Quando o irmão retornou a Pomerode, ele contou à Sandra a história de Cristiane e pediu ajuda a ela. “Como eu já havia ajudado meu irmão a encontrar um amigo que ele conheceu nos tempos de Exército, me pediu ajuda para tentar achar a mãe da Cristiane e eu não pensei duas vezes em ajudar esta família”, afirma Sandra.

A pomerodense recebeu contato de Cristiane e começou a conversar com a moça, para que obtivesse o máximo de informações possíveis sobre a mãe, Salete. Então, começou a busca por informações que pudessem auxiliar a fazer contato com a mãe. Cristiane lhe enviou a foto da sua certidão de nascimento, onde constava o nome completo da mãe: Salete de Góes.

A Cristiane me contou que já havia pesquisado muito e até entrado em contato com produções destes quadros da televisão que promoviam reencontros, mas sem sucesso.

Sandra foi até a Polícia Militar de Pomerode, onde tentou mais informações. As buscas continuaram, até que descobriu um local que poderia ser o que Salete vivia: Campo Alegre. Foram feitas tentativas com cartórios de Registro Civil, inclusive, de Pomerode, operadoras de celular, entre outras, até conseguir o número de telefone de um posto de saúde de Campo Alegre, onde a pessoa que a atendeu informou que conhecia Salete. Todo este percurso durou cerca de dois anos e dois meses.

A enfermeira que atendeu Sandra, conversou também com a família de Salete e passou a eles o seu contato. A cunhada de Cristiane, esposa do irmão mais velho dela, que morava com a mãe, foi quem retornou o contato da pomerodense, informando que Salete também sempre procurou pela filha.

“A Cristiane me contou que já havia pesquisado muito e até entrado em contato com produções destes quadros da televisão que promoviam reencontros, mas sem sucesso. E eu sempre dizia a ela para não perder a esperança e a fé”, destaca Sandra.

Na hora de dar a notícia a Cristiane, que havia encontrado a sua mãe, Sandra não esperou, pois sabia da importância desta novidade. “Eu liguei para a Cristiane e perguntei a ela como ela gostaria de receber uma notícia. Então, eu disse que a primeira novidade era que eu podia sanar a dúvida que ela sempre teve, se a mãe estava viva ou não. Disse que ela não só ainda estava viva, como a tinha encontrado e conversado, também. Neste momento, Cristiane começou a chorar. Foi muito emocionante”, relembra.

Quando as duas puderam conversar pela primeira vez por telefone, a emoção tomou conta de ambas. Depois da excelente notícia, só falta o reencontro cara a cara. Mas para isso, a família precisa de ajuda, pois não tem condições de bancar a ida de Cristiane com seu filho, de 12 anos, ao encontro da mãe.

“Estamos tentando reunir dinheiro para a Cristiane vir a Campo Alegre, porque o valor é bastante alto e o sonho merece esse esforço. A mãe não pode ir ao encontro da filha, já que é analfabeta e não teria como ir sozinha, por isso, toda a ajuda é bem-vinda”, destaca.

Quem quiser contribuir com o reencontro de mãe e filha, após 36 anos, pode entrar em contato com o Jornal de Pomerode e ajudar a criar este final feliz.

 



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