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Pomerodenses superam adversidades e completam a Corrida de São Silvestre

A tradicional Corrida de São Silvestre chegou à 95ª edição e lotou a Avenida Paulista, antes da virada do ano.

53db680bed2a1e55f16f46deedeac0a9.jpeg Foto: -O orgulho da medalha, após a queda de Débora (Divulgação)

A tradicional corrida de São Silvestre chegou à sua 95ª edição, no último dia 31 de dezembro de 2019 e lotou a Avenida Paulista, antes da virada do ano. O evento teve início às 7h40min, com a largada dos primeiros participantes que, nesta edição, chegaram ao número de 35 mil, vindos de todas as partes do País.

 

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E como vem acontecendo nos últimos anos, Pomerode se fez presente na maior corrida do Brasil, com seis atletas, que desafiaram os 15km, pelas principais ruas e avenidas de São Paulo. Exemplo foi o casal Wagner e Vanessa Schultz Martendal, da Pomerode Runners, que participaram da prova pela segunda vez. A professora de Educação Física da E.B.M. Olavo Bilac diz que um dos principais adversários não estava correndo. “A corrida foi muito divertida, no entanto, o forte calor atrapalhou nosso desempenho, tanto que não consegui fazer o tempo que eu queria. Além disso, nos primeiros 5km, não conseguimos correr muito, pois havia muitas pessoas caminhando e parando para tirar fotos, naquela festa típica de toda São Silvestre”, explica.

 

Vanessa e Wagner exibiram a bandeira do município, durante a prova (Foto: Divulgação)

Nem mesmo a experiência na prova fez com que conseguissem um melhor tempo. “A primeira vez que participamos, foi mais por diversão, para conhecer a corrida e sem ter tempo para terminar a prova. Esse ano, como já conhecíamos o percurso, achei que poderia baixá-lo, mas, realmente, o calor estava insuportável. Mesmo assim, participar de uma competição tão emblemática e poder representar Pomerode, é sempre muito gratificante. Corri com a bandeira, com muito orgulho”, destaca.

 

Queda inesperada

Outro casal pomerodense, presente em sua terceira São Silvestre, foi Márcio e Débora Maria Fernandes König, que representaram a Voigt Runners. Ele conta que a corrida foi bem legal, no entanto, um percalço atrapalhou um pouco os planos dos atletas. “Houve um pequeno incidente com a Débora, no km 11. Outro participante acabou pisando no seu calcanhar, o que causou uma queda. Ela teve vários arranhões e fraturou o nariz. Por isso, eu completei a prova antes, em cerca de 1h16min. E como ela foi atendida pelo Samu, teve que caminhar o restante do percurso. Mas, com persistência e força de vontade, completou em cerca de 2h30min”, relata König.

 

Márcio e Débora, na largada (Foto: Divulgação)

Mesmo com esse momento de superação, o pomerodense não esconde uma certa frustração com algumas atitudes. “Por exemplo, o atleta não parou para ajudá-la. E, no fim, a organização não deixa você voltar para buscar outro atleta. Como eu já tinha chegado, queria retornar para ir ao encontro dela, mas não foi permitido. Mesmo assim, foi legal estar em mais uma São Silvestre”, finaliza.

 

Mais participações

Patrícia Susana Suavi participou da sua primeira São Silvestre com muita alegria, tanto que estará em São Paulo, novamente, no dia 31 de dezembro de 2020. “A prova já está no calendário deste ano. Minha primeira participação foi especial, tanto que foram duas amigas minhas, de Blumenau, que me convidaram. A Roseli já havia participado três vezes, e a Sandra, duas vezes. Elas que me incentivaram a ir, mas levei o nome do nosso grupo, o Pomerode Runners”, comenta.

 

Patrícia Suavi (à direita) também participou da prova (Foto: Divulgação)

Segundo ela, o momento mais especial da prova foi a parte final, onde se localiza a “famosa” Avenida Brigadeiro Luís Antônio. “A São Silvestre é magia, é festa, é confraternização, um encontro com os amigos, uma explosão de felicidade. Mas no ‘quilômetro 41’ (14), restando apenas um para a linha de chegada, a festa é ainda mais divertida, um ‘mar de gente’ correndo pelas ruas e torcendo nas calçadas. Tanto que, ao término da temida Brigadeiro Luís Antônio, o grito de guerra dos corredores era ‘chupa, brigadeiro’. Emoção ao nível máximo”, destaca.

Já João Seixas foi outro que não saiu muito satisfeito da corrida. “Infelizmente, houve um número excessivo de pessoas, a maioria, sem as mínimas condições físicas e apenas preocupadas em tirar fotos e efetuar selfies. Havia, também, pessoas que não participaram da corrida e ficaram andando nas ruas, com crianças. Por tudo isso, somado ao calor de mais de 30ºC, terminei em 1h45min, um tempo ‘horroroso’. Como me preparei muito para esta prova, com treinos em Pomerode e em São Paulo, inclusive, esperava concluir o trecho em 1h20min”.

 

João Seixas fez pose com o Máskara (Foto: Divulgação)

Esta foi a segunda participação de Seixas na São Silvestre, sendo que a primeira foi em 2013. “No ano seguinte, cheguei a pagar a inscrição, porém, tive uma lesão forte no pé, no meio de dezembro, o que me impossibilitou de ir. Resolvi participar, pelo fato de ser uma corrida internacional, disputada por grandes atletas, mas esta última me mostrou pessoas totalmente despreparadas”, desabafa.

 

Chegada emocionante

Uma ultrapassagem espetacular nos metros finais da prova masculina marcou a corrida de São Silvestre. O estreante de Uganda, Jacob Kiplimo, liderava na reta final e estava seguro de que terminaria campeão, quando foi surpreendido pelo queniano Kibiwott Kandie. Numa arrancada inesperada, Kandie cruzou na frente com o tempo de 42min59s, quebrando o recorde da prova e deixando Kiplimo para trás. O recorde era de Paul Tergat, de 1995, quando fez 43min12s.  O melhor brasileiro colocado foi Daniel do Nascimento, que ficou na 11ª colocação, com o tempo de 46min32s.

Já na prova feminina, Brigid Kosgei, do Quênia, atual recordista mundial da maratona, confirmou o favoritismo e dominou a prova do início ao fim. A estreante da São Silvestre correu todo o percurso sozinha e chegou muito próximo do recorde da prova, de 2016, com o tempo de 48min56s. O recorde de 48min35s pertence a Jemina Sumgong, também queniana. Graziele Zarri foi a primeira brasileira a completar o percurso, também na 11ª posição, em 54min56s.

 

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