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Pomerodenses podem se vacinar contra Febre Amarela

Vacina está disponível nos postos de saúde, de segunda a quinta-feira, e no dia 16 de março, será realizado um atendimento especial para realizar a imunização

b7417f889cdb652baf4f0eb441543f4e.jpg Foto: Isadora Brehmer/JP

Com a confirmação de um caso de Febre Amarela no Paraná, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive-SC) emitiu, no fim de janeiro, um alerta para que houvesse ações de prevenção e vigilância, para evitar a doença no estado. Em Pomerode, até o momento, não há casos confirmados ou suspeitos de Febre Amarela, seja em humanos ou primatas. Mesmo assim, devido à recomendação da Dive-SC, a vacina está sendo oferecida em todas as Unidades de Saúde do município, de segunda a quinta-feira, no período matutino, das 7h às 11h45min, e na sexta-feira, em período integral, das 7h às 11h45min e das 13h às 15h45min.

 

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De acordo com a técnica em enfermagem da Vigilância Epidemiológica de Pomerode, Simone Steffens da Silva, a pasta promoverá um dia a mais, para a vacinação, oferecendo a possibilidade de se prevenir para quem não puder comparecer em horário comercial.

“No dia 16 de março, estaremos atendendo na Unidade de Saúde Alwin Klotz, das 8h às 16h, para vacinar a população contra a Febre Amarela, seguindo as recomendações da Dive-SC. Lembrando que a vacina é indicada para pessoas de nove meses a 59 anos. Os idosos com mais de 60 anos, que desejam tomar a vacina, precisam ter recomendação médica. Gestantes e mulheres que estejam amamentando crianças de até seis meses não devem tomar a vacina”, ressalta.

No ano passado, a Vigilância Epidemiológica de Pomerode, seguindo a estratégia elaborada pelo Ministério da Saúde, promoveu a imunização da população rural da cidade, no mês de setembro. Na ocasião, 6.138 doses foram aplicadas. Na mesma época, somente 10,6% da população do estado que deveria se vacinar contra a febre amarela procurou os postos de saúde, segundo a Dive-SC. Os dados são com relação ao público-alvo da campanha estendida de prevenção.
Até a metade do mês de janeiro, 216.905 pessoas, de uma população-alvo estimada de 2.046.324, tinham tomado a vacina em Santa Catarina, conforme a Dive-SC.

O governo considera uma meta muito abaixo da esperada. Desde de setembro de 2018, o governo de Santa Catarina estendeu a vacinação contra febre amarela para todos os catarinenses, nas unidades de saúde públicas. A orientação foi passada pelo Ministério da Saúde.

A Febre Amarela

Os sintomas iniciais incluem: febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver: febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem a doença na forma grave podem morrer. Vale chamar a atenção para o fato de que a febre amarela pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente.

Depois de identificar alguns dos sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima. Informe-o sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas e, também, se houve mortandade de macacos próximo aos lugares que você visitou. Comunique-lhe, ainda, se você tomou a vacina contra a febre amarela e a respectiva data.

Não há nenhum tratamento específico contra a doença. O médico deve tratar os sintomas, como dores no corpo e na cabeça com analgésicos e antitérmicos. Salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico. Importante: somente um médico é capaz de diagnosticar e tratar corretamente a doença.
A única forma de evitar a febre amarela é a vacinação. A vacina está disponível, gratuitamente, durante todo o ano, nas 36 mil salas de vacinação distribuídas pelo país. 

No ano passado, o Instituto Carlos Chagas, mais conhecido como Fiocruz, lançou uma campanha em prol dos macacos, após várias atribuições da doença a eles. 



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