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“Policial não é só uma profissão, é uma oportunidade que Deus te dá para você fazer o bem a outras pessoas”

O destino levou a mudanças e Fábio Verdasca de Luca percorreu outros caminhos até chegar ao posto de Tenente

a94dd8f839f2771c1f4e891ed25be1be.jpg Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode

Formado em Direito pela Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul. Quando era acadêmico, pensava em cursar para Delegado da Polícia Federal e já atuava como agente penitenciário, durante a faculdade. O destino levou a mudanças e Fábio Verdasca de Luca percorreu outros caminhos até chegar ao posto de Tenente do Pelotão da Polícia Militar de Pomerode, onde atua nos dias de hoje.

 

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Por que decidiu ser policial?

Eu quis ser policial desde o quarto ano da minha faculdade, pois estava fazendo cursinho para tentar ser Delegado da Polícia Federal, na minha cidade natal. Desde o segundo ano da faculdade, fui agente penitenciário, então, isso foi me conduzido para a segurança pública.

 

Sua primeira ideia era ser delegado. o que te fez mudar, para vir a atuar na PM?

Desde o quarto ano da faculdade, ficamos esperando e não saiu o concurso da PF. Daí, optei por fazer um concurso para Delegado da Polícia Civil. Então, saiu o concurso para oficial da PM, aqui de SC e pensei: vou tentar. Mas nessa época, já trabalhava como agente penitenciário, estava começando a advogar e até pensava em fazer concurso para o Ministério Público. E, após alguns meses, eu consegui passar para o concurso, aqui em SC.

 

Quais são os desafios da profissão?

Por incrível que pareça, é lidar com as pessoas, não só o externo como o interno também. Digo na minha função como comandante, porque cada um tem uma característica, personalidade. E eu, neste tempo que estou trabalhando em Pomerode, aprendi a ser mais paciente, tolerante, tentar entender mais as pessoas, que cada um tem seu tempo para fazer as coisas, que nem todos têm o mesmo pensamento que eu. E tentar descobrir que a pessoa está fazendo o melhor, da forma dela, é o suficiente.

 

Por que Pomerode?

Pomerode não foi a primeira opção, foi uma surpresa. A minha primeira opção foi São Miguel do Oeste, pois eu sou do Mato Grosso do Sul e a distância era mais próxima da minha cidade. Só que, depois, senti que lá era mais isolado e tinham poucas opções para se fazer em dias de folga. Então, procurei ir para mais próximo do litoral e fui para Blumenau. Vim para cá, comandei o pelotão da Área Norte da cidade e, quando surgiu a oportunidade para assumir o subcomando em Timbó, fui para lá e, depois, vim para Pomerode.

 

Qual a ocorrência mais memorável?

Não tenho uma específica, são algumas, mas não tanto. Tem umas da Operação Veraneio, em Itapema, onde atendi mais ocorrências de roubos e furtos do que aqui. Eu não lembro de uma específica, mas a que, com certeza, a gente lembra, é o caso do sequestro de uma menina, onde fomos até Gaspar para resgatá-la e em busca dos indivíduos que provocaram aquele crime.

 

A relação entre PM e população

Eu não sei se seria PM em outro estado. A qualidade do serviço, os equipamentos e tudo que o estado fornece para nós, dá condição para prestarmos um bom serviço. Tem outras regiões que o investimento para a Polícia Militar é baixo e, então, é complicado trabalhar em um lugar que não possui uma estrutura mínima. E as pessoas apoiam muito o nosso trabalho, o que nos motiva a fazer o bem a cada dia que passa.

 

Um livro
O Evangelho, segundo o Espiritismo, de Alan Kardec.

 

Um filme ou série
Vikings.

 

Uma viagem
Para Dourados, cidade natal.

 

Uma personalidade
Meu avô materno, Ramildo.

 

Uma frase
No final, tudo dá certo!

 

Uma comida
Filé à Parmegiana, da minha mãe.

 

Um hobby
Acordar cedo.

 

Um objetivo profissional
Conseguir chegar ao último posto.

 

Um time
Palmeiras.

 

Ser policial é...
Policial não é só uma profissão, é uma oportunidade que Deus te dá para você fazer o bem a outras pessoas.

 

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