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Pedra na vesícula: um problema recorrente, com uma solução simples

Cirurgião explica como a doença surge e quais os meios para trata-la

3be6b86954bc7adf5cb1aa8f6b4b5ddc.jpg Foto: Divulgação

Quem já passou pelo incômodo de ter uma pedra na vesícula, sabe o quanto o problema de saúde pode trazer transtornos para quem o desenvolve. A doença ocorre quando há a formação de cálculos (pedras) na vesícula biliar, constituídos por fragmentos do suco biliar (bile).

 

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Em Pomerode, pedra na vesícula pode ser considerada uma doença comum e, todos os dias, casos deste tipo são atendidos no Hospital e Maternidade Rio do Testo. De acordo com o cirurgião geral Gilberto Nicocelli, que atende a diversos tipos de casos, intervenções cirúrgicas representam 50% a 60% de seus atendimentos.

 

(Foto: Divulgação)

Conhecida no meio científico como Colelitíase, a doença tem como perfil de risco mulheres que tenham cerca de 40 anos, com quadro de sobrepeso ou obesidade, ou então pessoas que tenham um histórico familiar com o problema de saúde. Porém, vale ressaltar que estes são apenas fatores de risco para o desenvolvimento de pedra na vesícula, ou seja, qualquer pessoa pode desenvolver o quadro.

“A colelitíase, ou pedra na vesícula, pode ser assintomática, ou seja, o paciente pode ter o problema sem saber de sua existência, até que os sintomas de manifestem. O principal deles é a dor, que se manifesta de forma aguda, abaixo da costela, no lado direito do corpo. Na maior parte dos casos, a colelitíase está relacionada à alimentação com muita gordura”, explica o cirurgião geral, Gilberto Nicocelli.

 

(Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode)

A dor surge quando o cálculo formado faz o movimento de sair do corpo por meio do canal da vesícula, mas acaba ficando preso, gerando, assim, a dor. A principal forma de tratamento do problema de saúde é por meio da intervenção cirúrgica.

“A inflamação da vesícula, que ocorre quando há esse movimento do cálculo, é passível de internação, começando pelo tratamento com antibióticos e depois indo para a indicação cirúrgica. No procedimento cirúrgico, é retirada toda a vesícula, feita a ligação do canal que conecta a vesícula ao canal principal, chamado colédoco, que conduz a bile ao intestino, então o paciente pode viver sem a vesícula sem complicações”, esclarece Nicocelli.

Caso o problema não seja tratado o quanto antes, o quadro pode evoluir para uma pancreatite, uma inflamação no pâncreas, órgão responsável por fazer a digestão das gorduras e carboidratos que ingerimos, usando o suco pancreático.

“No início, fazemos o tratamento dos sintomas, principalmente a dor, para amenizá-la. Mas o cirurgião deve ser procurado o quanto antes, para que o quadro não sofra complicações. Hoje, não há outro tratamento cientificamente comprovado para a pedra na vesícula, apenas a intervenção cirúrgica”, ressalta o cirurgião geral.

Recebido o diagnóstico, o paciente é internado para aguardar a operação. Há três tipos de cirurgias que podem solucionar o problema de pedra na vesícula: a aberta, que é a mais comum; a videolaparoscópica e a robótica. No Hospital e Maternidade Rio do Testo apenas as duas primeiras modalidades são oferecidas.

A cirurgia videolaparoscópica é a mais vantajosa, entre as duas, mas infelizmente ela ainda não é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), apenas de modo particular ou no convênio. Porém, em outros municípios é possível realizar o procedimento pela rede pública.

“A cirurgia videolaparoscópica tem uma série de vantagens, entre as quais podemos citar a menor chance de infecção e a recuperação mais rápida, diminuindo o período de estadia do paciente no hospital e acelerando sua volta às atividades rotineiras. Mas a própria cirurgia aberta também é bem tranquila, com um período de internação bem curto”, destaca Nicocelli.

 

Serviço

Rua Hermann Weege, 2727, Centro (HMRT)
Contato: (47) 3395-3892 ou (47) 99703-0506

 

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