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O esporte de geração em geração

Todo recomeço é doloroso, sofrido, porém, se houver uma grande motivação por trás deste processo, tudo se torna mais fácil.

5ad95e199be2c59fb6799c3ca4a73323.jpg Foto: -Pai e filho praticam o KaratêDivulgação

Todo recomeço é doloroso, sofrido, porém, se houver uma grande motivação por trás deste processo, tudo se torna mais fácil e prazeroso. Fábio Ronaldo Goldacker, de 35 anos, está vivenciando isso, uma vez que teve que parar de praticar o seu esporte preferido, o Karatê, em virtude de alguns acontecimentos na sua vida.

 

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“Pratico a modalidade desde os 14 anos e tive alguns intervalos, em virtude do Exército e nascimento dos meus filhos. Nesse meio tempo, fui a quatro Jogos Abertos e inúmeros estaduais. Parei de competir em 2010 e voltei no ano passado, justamente, quando o meu primeiro filho, o Arthur, começou a treinar”, destaca.

O pai, orgulhoso, fala que houve certa influência por parte dele para que o seu primogênito, de oito anos, ingressasse no esporte, assim como aconteceu com ele. “Comecei no Karatê em virtude do bullying que sofria na escola, devido ao meu peso. E como meu tio é o professor e meu primo e melhor amigo tinha começado a fazer, eu vi a chance de mudar minha vida. E essa paixão influenciou o Arthur. Eu consegui convencê-lo a praticar quando ele viu o filme que me inspirou muito: o Grande Dragão Branco. Ele gostou e perguntou que luta era aquela, e eu respondi que era Karatê. Em outro momento, assistimos Karatê Kid e ele ficou fascinado com a história do ‘tira casaco, coloca o casaco’ (risos). De novo, me perguntou o que era este treino e luta, então, aproveitei a deixa e falei que era... Karatê”, conta Goldacker.

O atleta vê muitos benefícios da modalidade para o filho, como autocontrole, condicionamento físico, coordenação motora, autoestima, respeito, concentração e várias outras qualidades. “Tanto que ele participou, no fim de semana, do seu primeiro Campeonato Estadual, o que me encheu de alegria, pois pudemos estar juntos em uma competição. Apesar da rotina desgastante, para levá-lo aos treinamentos, tudo vale a pena, justamente, por momentos como esse”, ressalta.

Com a modalidade, Goldacker buscou não só saúde, mas também, a sua profissão. “Na época que estava treinando para os Jogos Abertos, eu fazia a parte física em uma academia do Sesc, na qual, um professor me incentivou a fazer a faculdade de Educação Física. E, hoje, estou formado e trabalho nesta mesma academia, em Blumenau, há cinco anos. Só que tudo isso não seria possível se eu não tivesse minha esposa, Sueli Marowski Goldacker, que sempre nos apoiou em todos os momentos bons e difíceis. E fecho com a frase: ‘a vida pode até te derrubar, mas é você quem escolhe, se quer levantar ou não’”, conclui.



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