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Nas notas musicais, uma comunicação com Deus

VIII Encontro de Coros de Metais reúne mais de 600 músicos, nos quatro dias de evento, em Pomerode

876035b8ccf22339e9ec91947978b5c6.jpg Foto: -Encontro reuniu músicos de todo o país Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode

Quem passou pelos arredores do Parque Municipal de Eventos de Pomerode, no último fim de semana, pôde ouvir as notas agudas e graves emitidas e propagadas por centenas de instrumentos de sopro, em forma de canções. A cidade recebeu o VIII Encontro de Coros de Metais da IECLB (Igreja Luterana), durante os dias 22 e 25 de agosto.

 

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 Realizado de quatro em quatro anos, o evento foi um sucesso em nosso município, já que, segundo a organização, reuniu mais de 600 músicos de todas as partes do Brasil e, também, a presença de visitantes do outro lado do continente. Cerca de 26 músicos e três maestros saíram da Europa para prestigiarem a oitava edição do evento.

 E, era nítido a variedade de idades presentes no Parque de Eventos, com crianças, adolescentes, adultos e idosos, todos com um só objetivo: trocar experiências e prezar pela palavra de Deus. Durante esses quatro dias, os músicos puderam ensaiar com maestros, participar de oficinas, ter aulas de iniciação musical, para aqueles que ainda não têm o domínio total do instrumento. Para encerrar, os visitantes tiveram a oportunidade de participar de um culto especial, aberto a toda comunidade, no domingo, último dia de encontro.

 

(Foto: Tatiane Hansen / Jornal de Pomerode)

O primeiro foi realizado em 1990, após uma série de estudos e conversas com diversos pastores de regiões diferentes. De acordo com Johan Friedrich Guenther, 83 anos, um dos idealizadores do encontro, o evento só pôde virar realidade após anos.

 

 “Chegamos em 1964, dentro de um projeto da Igreja da Baviera, de enviar pastores ao Brasil, já que aqui no país não havia religiosos suficientes. Naquele tempo, a Igreja tinha vários distritos onde grupos de metais atuavam, no Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Santa Catarina. Todos eles tinham um problema, pois não se dava continuidade aos projetos. Por isso, fundamos um conselho, com o objetivo de unir os trombonistas. As conversas começaram em 1982 e daí fizemos viagens, arrumamos contatos com Igrejas, fizemos um levantamento e resolvemos seguir adiante com essa ideia. E, após uma série de estudos, aproximação com outras igrejas, resolvemos fazer e convidar a todos os músicos para o 1º Encontro de Metais”, relata Guenther.

O pastor veio da cidade de Heidelberg, na Alemanha, e hoje, mora em Curitiba (PR). Além de ser um dos idealizadores do projeto, toca trombone e, também, é regente, um tipo de condutor de um grupo musical, que organiza as estruturas sonoras, velocidade de execução, nuances e destaques de naipes e solos, sendo responsável por ler uma música através da partitura e passar para os músicos qual será a maneira de interpretá-la.

 

(Foto: Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode)

Além dos mais experientes, os jovens também aproveitam os encontros para aprender e adquirir as experiências de quem está há mais tempo atuando nos encontros. É o caso de Maico Moreira, 17 anos, que veio da cidade de Laranja da Terra, no Espírito Santo, para o seu primeiro encontro. Ele nos conta sobre a sua relação com a música e, também, com Deus.

“Eu estudo em uma escola, chamada Associação Diacônica Luterana, que também é ligada à Igreja. Eu vejo muito a importância desse trabalho que o pessoal faz, já que, no Espírito Santo, há comunidades pomeranas também, que possuem esse vínculo com a música e a Igreja. Eu sou presidente de um grupo de metais para jovens e lá formamos lideranças para atuarem na igreja, em forma de regentes e maestros”, comenta Moreira.

Marcos Petry, organizador e presidente da gestão até este evento, destaca a importância deste trabalho para aproximar e levar a palavra de Deus a todas as faixas etárias. 

“A nossa missão de Deus ela foi bem ampla. Tivemos, aproximadamente, duas mil pessoas reunidadas aqui, entre músicos e comunidade, além de um trabalho bem legal que fizemos em várias áreas de Pomerode, onde promovemos pequenos encontros, em oito locais na cidade, para mostrar um pouco do nosso trabalho e, também, aproximar Deus de pessoas de todas as idades. O balanço que faço é extremamente positivo, pois, certamente, será um dos encontros que ficará marcado para sempre, em nossas memórias”, afirma.

 

(Foto: Tatiane Hansen / Jornal de Pomerode)

Agora, a gestão passa a ser de Armindo Klitzke, 45 anos, que estará à frente da presidência entre este ano e 2023. Ele já faz projeções para o próximo encontro, a ser realizado naquele ano.

“Todos os músicos compõem uma grande família. A cada evento, eles se reúnem com um só objetivo: transmitir e propagar a Palavra de Deus. E, tenho a certeza de que o próximo também será de grande valia e sucesso, já que, a cada ano que passa, mais pessoas aderem ao movimento e entram nessa jornada, junto com centenas de músicos”, finaliza.

 

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