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“Jogar com a Seleção Brasileira é o sonho de todo o atleta”

Jean Brandt Kauling, ou Boca, 40 anos, comanda o projeto do Punhobol em nossa cidade.

f3c1b0d4918a3431fa3d43b6c6c58b31.JPG Foto: Bob Gonçalves / Jornal de Pomerode

Com uma experiência de nove anos de Seleção Brasileira, pela qual, foi bicampeão Sulamericano e campeão Mundial, Jean Brandt Kauling, ou Boca, 40 anos, comanda o projeto do Punhobol em nossa cidade. Sua relação com o município vem de longa data, afinal, o atleta disputou três edições de Jogos Abertos de Santa Catarina, vestindo as cores de Pomerode, sendo, inclusive, vice-campeão em Chapecó, no ano de 2009.

 

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No entanto, sua história com a modalidade vem de muito cedo, ainda na infância, quando, nos Jogos Municipais de Blumenau, há 30 anos, disputou a categoria Mirim, pela E.B.M. General Lúcio Esteves, e não parou mais. Desde lá, em Santa Catarina, foi tricampeão dos Jasc, treinou a equipe de Itapema, por dois anos, além de ter sido professor em escolas do município e do Estado, por um período de 10 anos.

 

SELEÇÃO BRASILEIRA

Na época, eu praticava diversos esportes, como Vôlei e Handebol. Só que o Punhobol entrou na minha vida e, depois de algum tempo, entrei para a Seleção e não parei mais. Fui campeão Mundial com o Brasil, em 2003, na cidade de Porto Alegre, o que me deixa muito orgulhoso. Ali foi o meu auge, afinal, trabalhar e jogar com a Seleção Brasileira é o sonho de todo o atleta. Infelizmente, o Punhobol não é tão valorizado como deveria ser. E como eu tive a oportunidade de morar na Europa, pude perceber a diferença de valorização, aqui e lá.

 

A EXPERIÊNCIA EUROPEIA

Graças ao Punhobol, morei na Suíça, Áustria e Alemanha. Fui para lá com 16 anos e, no ano seguinte, fiz um período de um mês de jogos, pela Seleção. Dois anos depois, viajei, novamente, com o Guarani e recebi um convite do no Askö Lins Urfah, da Áustria, para ficar um ano e meio e desenvolver um trabalho com categorias de base, o que foi muito gratificante para mim. Lá, a modalidade tem muito respaldo. Só para se ter uma ideia, há pouco tempo, a Suíça sediou o Campeonato Mundial, que teve cobertura de TV, internet, além dos jogos receberem um público entre 10 e 15 mil pessoas. É uma loucura. Tanto que existe a possibilidade do Punhobol virar esporte olímpico, afinal, há mais de 56 países praticando a modalidade em todo o mundo.

 

A VOLTA A POMERODE

O trabalho compreende cerca de 30 atletas, entre base e adulto. Aqui é muito bom de se trabalhar, pois o município oferece uma excelente infraestrutura, como campo, materiais e ajuda de custo nas viagens. E isso é muito importante, pois, como se trata de um esporte amador, depende-se única e exclusivamente da boa vontade dos jogadores deixarem as suas residências e virem treinar. A única dificuldade, ainda, é separar minha condição de técnico com a de jogador. Quando eu estou jogando, eu me sinto no mesmo nível deles, então, é difícil eu cobrar quando estou atuando. E se eu errar, quem vai cobrar de mim? No Campeonato Estadual, isso deu certo, pois o Chico fez a função de técnico. Eu me preocupando com os outros, não consigo pensar no que eu tenho que fazer, para poder ajudar meu time. Só que esse será meu último ano. Em 2020 ficarei apenas fora das linhas, afinal, o corpo não aguenta mais (risos).

 

JOGOS ABERTOS

Tenho a certeza de que, esse ano, brigaremos por medalha. Esperamos terminar entre os quatro melhores da competição e vamos em busca deste objetivo.

 

COMIDA FAVORITA

Lasanha.

 

UM TIME

Flamengo.

 

UMA VIAGEM INESQUECÍVEL

Europa.

 

UMA FRUSTRAÇÃO

Não ver o meu esporte se desenvolver da maneira que eu gostaria.

 

UMA QUALIDADE

Pula (risos).

 

UM DEFEITO

Teimosia.

 

UM SONHO

Não tenho muitos, tudo o que eu sonhei, se realizou na minha vida.

 

PARA VOCÊ, O PUNHOBOL É...

Tudo.

 

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