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Hoje sou uma pessoa com mais fé, pois foi provado que a fé nos ajuda a superar muita coisa

Formada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc) e pós-graduada em Educação Especial, a história de Ria, como é conhecida, com a Apae, começou quase simultaneamente

819296b7c63227550408ff1123fabd42.jpg Foto: Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode

A dedicação a proporcionar mais qualidade de vida para as pessoas que possuem algum tipo de deficiência, é um resumo de boa parte da vida de Riacarla Rauh, diretora da Apae de Pomerode. Formada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc) e pós-graduada em Educação Especial, a história de Ria, como é conhecida, com a Apae, começou quase simultaneamente.

 

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Quando começou a sua relação com a luta pela inclusão e o que a motivou a entrar na Apae?

Em 1982 foi fundada Apae, e no ano seguinte, fui convidada a trabalhar com deficientes auditivos. Na época, tinha apenas 18 anos e nunca tinha trabalhado com deficiência. Então, fiz um estágio na Apae de Indaial para me preparar. De manhã, eu acompanhava a professora no atendimento e, à tarde, fazia o material didático. Em 1986, fiz um aperfeiçoamento sobre deficiência auditiva, na Fundação Catarinense de Educação Especial. Mas, entre 1993 e 1999, estive morando em São Paulo e retornei a Pomerode em 2000. Em agosto daquele ano, comecei o curso à distância de pedagogia no polo da Udesc que havia em Pomerode e, em outubro, assumi a direção da Apae de Pomerode. No início, foi difícil, porque foram 15 anos fora da escola, mas tive muita força da família, que entendeu que era uma grande chance. E daí continuei trabalhando, com uma equipe ótima, que ajuda muito nesta nobre tarefa.

 

A relação com os alunos

Temos eles como segundos filhos, pois toda a nossa atenção, nosso trabalho, é voltado para a busca em tornar a vida deles melhor, e estudamos muito para isso.

 

Apoio à Apae

A população apoia muito, até porque temos a abertura para as pessoas conhecerem e ficam surpresas com a nossa estrutura e nosso atendimento. E evoluímos muito desde o início. Conseguimos mais recursos, temos o apoio do movimento apaeano. A demanda está cada vez maior, recebemos muitos alunos com autismo, então, precisamos sempre capacitar os professores, para oferecer o melhor sempre.

 

Os desafios à frente da Apae

São muitos, mas discutimos tudo em equipe, conversando, para ver o que é melhor para cada aluno, para cada pessoa, com a nossa equipe multidisciplinar.

 

A luta contra o câncer

Hoje, sou uma pessoa com mais fé, pois foi provado que a fé nos ajuda a superar muita coisa. A mente está mais preparada, pois é ela que rege o corpo e, claro, consegui descobrir a doença no início, o que ajudou no processo de cura.

 

Um filme

Uma viagem inesperada.

 

Um time

Fluminense.

 

Um sonho

Encontrar a minha felicidade, chegar na velhice e pensar ‘valeu a pena, eu fui feliz’.

 

Uma frase

O melhor de tudo é minha família.

 

Uma qualidade

Pontualidade.

 

Um defeito

Necessidade de agradar a todos.

 

Um ídolo

Elmo Wachholz, meu pai.

 

A maior conquista

Ter superado o câncer.

 

Apae é...

A minha segunda família.

 

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