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Jornal de Pomerode

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Fora do habitat natural

Dois bugios machos são avistados no centro da cidade e comunidade auxilia no retorno à mata. Cena deixou motoristas e pedestres curiosos, por ser um momento incomum no dia a dia pomerodense

49b2178a4c4f66609656a8929a11072b.jpg Foto: Tatiane Hansen/JP

Quando falamos em bugio, logo lembramos de uma das vocalizações mais potentes do reino animal. Em Pomerode, é comum ouvir o som dos bugios em diversos pontos, mas sempre oriundos da mata que cerca nossa cidade.

Na manhã de quinta-feira, 07 de março, porém, dois animais foram avistados bem no centro da cidade. Em frente à Câmara de Vereadores, dois bugios chamavam a atenção de motoristas e pedestres.

A comunidade, preocupada com o desfecho dessa história, acompanhou de perto o visível medo dos animais, que andavam de uma árvore a outra, através da fiação elétrica e telefônica da via. Para retornar à mata, o trânsito foi interrompido para que a passagem dos bugios ocorresse, sem nenhum problema. Os presentes também acionaram profissionais do Zoo Pomerode, que prontamente se deslocaram à Avenida 21 de Janeiro para efetuar a análise dos animais, uma vez que não é autorizada a efetuar o resgate. 

Segundo Claudio Maas, biólogo da unidade, tratavam-se de dois bugios machos, com idade aparente de 1,5 e 2,5 anos. “Um deles ainda é jovem e outro está chegando à fase adulta. É comum que nessa fase eles saiam de perto de seus bandos. A presença dos animais é bastante comum em nossa região, mas sua presença em centros urbanos, principalmente aqui em Pomerode, acontece devido à falta de corredores ecológicos para que travessias seguras, entre um morro e outro, possam ser realizadas”, explica.

A situação afeta não somente aos primatas, mas outras espécies, também. “Nesta semana, encontrei um gato do mato morto na beira da rodovia. Esta é uma espécie ameaçada de extinção e a falta de corredores ecológicos, que são nossa fauna, acaba resultando em cenas como esta”, finaliza.

Desta vez, porém, os dois bugios retornaram ao seu habitat de forma segura. Ainda os ouviremos por aí, ainda bem!

 



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Créditos: Tatiane Hansen/JP
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