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Fakini completa 25 anos e projeta conquista de novos mercados

Empresa têxtil de Pomerode se espelha na experiência do passado para ampliar distribuição de produtos, tanto no mercado nacional quanto nas exportações

9873b18ce01c096a4c56161614ea3200.jpg Foto: -Moacir Fachini e Carmen Reeck Fachini, fundadores da FakiniDaniel Zimmermann

Há 25 anos desenvolvendo roupas e se moldando às exigências e mudanças do mercado, a Fakini, empresa têxtil de Pomerode especializada na produção de moda em malhas de algodão para os segmentos bebê, primeiros-passos, infantil, juvenil e adulto, comemora o aniversário no dia 18 de novembro e se prepara para alcançar novos mercados a partir do próximo ano.

 

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Fundada por Moacir e Carmen Fachini, em 1994, a Fakini iniciou como uma pequena confecção, no terreno aos fundos de onde hoje é localizada a matriz, na cidade de Pomerode. No espaço, foi construído um galpão de 500 m², que recebeu alguns equipamentos, como máquinas de costura, de corte e algumas mesas.

A empresa surgiu com a proposta de atender à demanda por roupas infantis a um preço acessível. No início, a produção era de roupas para crianças de 1 a 3 anos e de 4 a 8 anos, com tecidos prontos, comprados de atacadistas de malha. No primeiro ano, a marca foi de 18.000 peças produzidas por mês.

 

Da esquerda para a direita: Moacir Fachini, Francis Fachini, Giovan Fachini, Rafael Fachini e Carmen Reeck Fachini.  (Foto: Daniel Zimmermann)

De lá para cá, muita coisa mudou. Hoje, a Fakini produz mais de 1 milhão de peças por mês e tem todos os processos feitos de forma interna. “Conseguimos verticalizar praticamente 100% da nossa produção, com exceção de 30% da costura que ainda é terceirizada”, destaca Moacir. A Fakini tem unidades de produção nas cidades de São Bento do Sul, Agrolândia, Taió, Mirim Doce e Lontras, além de duas plantas em Pomerode.

  

Aprendizados

Ano após ano, a empresa foi conquistando seu espaço no mercado e expandindo suas vendas nacional e internacionalmente. Foi em 2001, com o dólar em ascensão, que a Fakini avançou no mercado de exportação. Mas, dois anos depois, o real valorizou e a empresa, que estava com mais de 50% da sua produção destinada ao mercado externo, sentiu os prejuízos e teve um dos piores resultados até então.

“Com essa agravada variação cambial, ficamos sem pedidos, sem encomendas para o exterior, pois não conseguíamos entregar os mesmos produtos pelo mesmo preço. Voltamos à estaca zero nas exportações e, como havíamos deixado de lado o varejo e o mercado interno, tivemos 3 anos consecutivos de muito prejuízo e fechando no vermelho, pois já não tínhamos mais clientes e coleções destinadas ao mercado interno”, recorda Moacir.

Então lidando com malabarismos financeiros, foi preciso recuar e reestruturar. Em 2005, a Fakini voltou a focar o mercado nacional, com uma equipe comercial modificada e ampliando a participação no varejo. Também houve o lançamento da marca Playground, em 2009, além da contratação de várias licenças de marcas como Walt Disney, Warner Bros., Universal, Cartoon Network e Mattel, o que fez com que várias portas fossem abertas.

 

Daqui para frente

Como os resultados atuais da empresa demonstram, essa crise foi um grande aprendizado e fez com que a Fakini chegasse ainda mais longe, de forma planejada. E daqui para frente, a expansão de mercados deve ser ainda mais evidente.

“Em 2019, abrimos importantes novas parcerias no mercado nacional e também em novos mercados internacionais, como Equador, Colômbia e EUA”, destaca o diretor comercial da Fakini, Francis G. Fachini. Mas o maior incremento foi em novos pontos de vendas no território nacional. “A Fakini conseguiu alcançar 10.000 pontos de vendas atendidos no ano, com uma qualidade de entrega acima da média, aliada a um produto extremamente projetado de acordo com as expectativas e necessidades do mercado”, afirma.

 

Francis G. Fachini, diretor comercial da Fakini. (Foto: Daniel Zimmermann)

E o objetivo de avançar na ampliação da distribuição de produtos, tanto no mercado nacional quanto nas exportações, continua firme para os próximos anos. Além disso, já a partir de 2020, a Fakini deve lançar uma linha direcionada ao vestuário masculino adulto, com uma nova marca e uma nova proposta de geração de valor ao negócio, além de novos acessórios compondo seu mix de produtos.

“E, claro, devemos continuar solidificando nossas parcerias principais, com as mais importantes redes de lojas do país, aprimorando sempre nossa oferta de produtos e oferecendo encantamento ao mercado a cada novo lançamento”, enfatiza Francis.

 

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