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Depressão no adulto

A depressão está acompanhada de outros sinais e sintomas que, quase sempre, resultam no comprometimento do funcionamento interpessoal, social e ocupacional

5d2c7a316fba2d14d8e0637ca9498610.jpg Foto: Divulgação

A depressão é apenas um dos chamados transtornos do humor (depressão, mania, ansiedade etc.). Quem nunca se sentiu triste com a perda de um amigo ou de um ente querido? Ou com o fim de um relacionamento? Por isso, a depressão é diferente da tristeza. A depressão está acompanhada de outros sinais e sintomas que, quase sempre, resultam no comprometimento do funcionamento interpessoal, social e ocupacional.

 

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O humor deprimido e perda de interesses ou prazer são sintomas fundamentais da depressão. As pessoas com depressão apresentam uma qualidade distinta que o diferencia da emoção normal de tristeza. Com frequência, essas pessoas descrevem esses sintomas como uma dor emocional angustiante. A prevalência da depressão é duas vezes maior nas mulheres e, em média, ocorre em torno dos 40 anos (variando entre 20 e 50 anos). Lembrando que nas faixas etárias extremas também pode ocorrer este tipo de transtorno, mas com alguns sintomas específicos. 

Esta doença é mais comum em pessoas sem relacionamento interpessoal íntimo e naquelas que são divorciadas. Este tipo de transtorno, por curiosidade, é mais comum em áreas rurais do que urbanas.

Alguns neurotransmissores são apontados como o foco da causa, porém, alguns estudos mais recentes têm demonstrado que a causa está ligada a circuitos neurais mais complexos.

Quase todas as pessoas com depressão sentem falta de energia, dificuldade de terminar suas tarefas, apresentam baixo rendimento na escola e/ou trabalho e apresentam dificuldade para dormir ou despertam muito durante a noite. Algumas pessoas experimentam ganho de peso enquanto outras apresentam perda de peso.

Essas mudanças na ingestão de alimento e no repouso podem agravar condições clínicas coexistentes como diabetes, hipertensão arterial sistêmica, doenças cardíacas, dores pelo corpo, dor de cabeça, até alteração menstrual e diminuição do interesse e do desempenho sexual. Outro problema que normalmente acompanha o quadro depressivo é a ansiedade, levando ao abuso de álcool e outras drogas. 

Cerca de dois terços dos pacientes depressivos têm ideia de atentar contra a própria vida, só este dado já nos mostra a importância de tratar adequadamente a depressão. O tratamento inclui mudança no estilo de vida associado à psicoterapia, nos casos leves, passando por medicamentos. Em situações especiais, existem intervenções mais específicas.

Dr. João Alexandre P. Padua
CRM SC 19.194
Médico Clínico Geral
Membro da Sociedade Brasileira de Clinica Médica



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