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De geração em geração, perpetuando uma modalidade

A relação da família Hackbarth, com a modalidade de Bocha, vem desde muito tempo. E vai continuar por muito tempo.

03cc97d7af25d3116f3a95f482c14587.jpg Foto: Bob Gonçalves / Jornal de Pomerode

Uma tradição que vem dos nossos antepassados e que continua sendo cultivada, através das gerações. Pelo menos, na família Hackbarth, cuja relação com a modalidade de Bocha vem desde muito tempo. Tanto isso é verdade, que Curt Hackbarth, 62 anos, pratica o esporte desde a sua juventude, por influência de seu pai, Alfredo.

 

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“Eu tinha uns 20 anos quando comecei a jogar Bocha, um esporte que sempre me encantou. Tanto que, naquela época, havia muito mais canchas do que hoje em dia, por isso, era bem mais fácil jogar. Chegávamos a passar o fim de semana inteiro fora de casa, participando de torneios e churrascadas”, conta, relembrando os tempos em que a cancha da família ainda era rudimentar. “Nossa cancha existe há uns 40 anos e não tinha telhado, mesmo assim, era bastante movimentada”, acrescenta.

 

Eu comecei a tomar gosto pela Bocha vendo ele jogar. Inclusive, quando eu morava com ele, a gente tinha uma cancha feita por ele e pelo meu opa, em casa mesmo. Lá eu brincava desde os meus 10 ou 12 anos.

 

A paixão pela modalidade, como não poderia deixar de ser, foi perpetuada e hoje, seu filho Gilmar Hackbarth, de 38 anos, “toca” o negócio da família. “Eu comecei a tomar gosto pela Bocha vendo ele jogar. Inclusive, quando eu morava com ele, a gente tinha uma cancha feita por ele e pelo meu opa, em casa mesmo. Lá eu brincava desde os meus 10 ou 12 anos. Então, quando eu tinha de 14 para 15 anos, comecei a jogar aqui na nossa cancha”, ressalta. “Ele levava jeito para a coisa, tanto que era ponteiro, assim como eu, e assimilava muito bem as dicas e os ensinamentos”, acrescenta o pai.

 

Dentro da cancha, pai e filho se entendem (Foto: Bob Gonçalves / Jornal de Pomerode)

Gilmar também revela algo que o incentivava a crescer dentro da modalidade. “Além de tudo o que me passou, eu gostava muito de jogar contra ele, como forma de incentivo de poder vencê-lo”, conta, aos risos. “Mas ele sempre foi tranquilo e continua assim até hoje. Ele dá palpites, mas cada um pode fazer o seu jogo”, complementa.

O proprietário da Cancha do Gilmar destaca que o primeiro campeonato oficial em que participaram juntos foi o Municipal de 2007, do qual, inclusive, foram campeões, diante do Ribeirão Souto. “Esse, inclusive, foi um dos momentos que mais me marcou, pois havíamos ganho o jogo de ida, por 4 a 1, e estávamos perdendo por 4 a 0, na volta. Eu e meu parceiro Altamiro jogamos a última e ganhamos. Foi muito especial poder dividir essa alegria com meu pai, que também estava na equipe”.

 

Final de 2007: uma emoção vivida por ambos (Foto: Arquivo / Jornal de Pomerode)

Curt também lembra desta passagem, enfatizando que nunca atuou por outra equipe, senão, a do seu filho. Esse incentivo mostra que a modalidade precisa, cada vez mais, de pessoas novas. “Tenho medo de que, um dia, a Bocha se acabe, pois vemos que não há uma renovação efetiva. Apenas os mais idosos continuam jogando e os mais novos, são da geração do Gilmar”, ressalta. “Antigamente, precisávamos ter muita atenção para não inscrever alguém com menos de 18 anos, o que não era permitido. Já hoje em dia, não preciso ter esse cuidado. E muitos desses jovens acabam não jogando, porque o campeonato só vale um troféu ou uma medalha. Se houvesse uma premiação em dinheiro, por exemplo, como era há anos atrás, seria um incentivo a mais”, complementa o filho.

 

Muitos desses jovens acabam não jogando, porque o campeonato só vale um troféu ou uma medalha. Se houvesse uma premiação em dinheiro, por exemplo, como era há anos atrás, seria um incentivo a mais.

 

Por isso, é que Gilmar também faz com que seu filho, Thiago Kauã, de 12 anos, se mantenha neste meio. “Ele já está jogando, o que me deixa muito feliz, pois a mesma coisa que meu pai fez por mim, estou fazendo por ele. Por isso, agradeço por tudo e digo que o amo muito. Que ele continue sendo o pai que é”, finaliza, emocionado.

 

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