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De avô para filho, de pai para filha

Família passa, de geração para geração, tradições típicas, para não perder suas raízes

8d5cc5c610579635a0d8d4f23c0d58a5.jpg Foto: Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode

Uma família que já está em sua sétima geração. Manter tradições antigas e características da colonização alemã só é possível por causa do empenho e da esperança de que nada se perca com o tempo, através das futuras gerações.

 

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Na Casa Siewert, pai e filho costumam a passar parte de suas rotinas na roça, cuidando da propriedade, plantando e cortando plantações que possuem em todo o terreno. Wendelin Siewert, 83 anos, e Rogério Siewert, de 37, continuam trabalhando no meio da agricultura até hoje, porém, em menor frequência, já que o filho trabalha na parte da tarde, em uma empresa na cidade.

Na adolescência, os Siewert tinham a agricultura como uma forma de sustento, sendo a vida na roça muito presente na rotina da família que, também, tinha a ajuda de Rovena Krahn Siewert, mãe de Rogério e esposa de Wendelin. Além disso, nos dias de hoje, os três ainda reservam um tempo em suas agendas para atender os turistas que passam para visitar a centenária e conhecida Casa Siewert, na Rota Enxaimel, em Testo Alto, que iniciou na área turística em 2013.

E, quem acompanha o pai e o avô de perto, é Júlia Beatriz Siewert, 13 anos, filha de Rogério e Adriana Siewert. Mas, a caçula do casal já não se interessa tanto pela agricultura, embora, quando possui tempo, ajuda nos trabalhos realizados na roça. Porém, Júlia prefere ajudar a família de uma outra maneira, atendendo os turistas que visitam a residência da família Siewert.

 

 

Família preserva as tradições na agricultura. (Foto Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode)

Quando os visitantes estão pela casa, Júlia faz questão de tocar canções com o seu bandoneon, um instrumento típico que, com os seus acordes, encantam os turistas que presenciam, de perto, a apresentação da menina.

De acordo com o pai, poder ver a filha manter a tradição de uma outra forma, sem ser na agricultura, é um motivo de orgulho para toda a família. “Ela não gosta tanto de ficar muito tempo na roça. Porém, ela se encantou pelo bandoneon e por atender os turistas que passam por aqui. Isso é gratificante, pois você percebe que eles irão manter toda essa tradição que já perpetua há sete gerações e isso nos deixa seguros de que o futuro da família está em boas mãos”, comenta.

Júlia explica que, por conta de sua rotina, não consegue ajudar tanto na parte da agricultura. “Eu faço aula no período da manhã, tenho aula de inglês, bilíngue, bandoneon e tudo mais. É uma rotina movimentada e, às vezes, por estar cansada, acabo não ajudando tanto. Mas, no turismo, me encontrei, pois eu gosto do contato com as pessoas, conhecer rostos novos, sotaques diferentes. E poder passar a tradição por meio dessas apresentações que faço pelo bandoneon, é algo que me deixa feliz”, relata a filha.

 



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