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Com o Grêmio, onde ele estiver

Na terceira reportagem da série “Fanáticos”, trazemos a história de José Eyng, que desde 1995, torce para o tricolor gaúcho.

fe40bfccacc4f243069946318eb1361c.jpeg Foto: Arquivo Pessoal

São três cores, que praticamente delimitam o Rio Grande do Sul e se perpetuam por todo o País. Este é o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, que desde 1903, eleva o futebol a outro nível de garra e superação, apelidado, nos dias de hoje, com a expressão “copeiro”. Na terceira reportagem da série “Fanáticos”, trazemos a história do comerciante José Luiz Eyng, de 33 anos, que desde 1995, vem acompanhando o time azul, preto e branco.

 

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Eyng relata que começou a ter uma identificação com a equipe multi-campeã de 1995, mas que a torcida teve início, oficialmente, um ano mais tarde, meio que por acaso. “Na época, vários colegas de escola questionavam que eu ainda não torcia para nenhuma equipe do futebol brasileiro. Um belo dia, comecei a ficar cansado dessa história e, então, decidi assistir um jogo, do qual, o vencedor seria minha equipe do coração. Por ironia do destino, a partida era justamente Grêmio e Botafogo, pelas oitavas-de-final da Libertadores daquele ano. E como o Grêmio venceu, por 2 a 0, dali em diante, virei gremista”, relata. 

 

Na época, vários colegas de escola questionavam que eu ainda não torcia para nenhuma equipe do futebol brasileiro. Um belo dia, comecei a ficar cansado dessa história e, então, decidi assistir um jogo, do qual, o vencedor seria minha equipe do coração.

 

No entanto, mesmo começando a torcer meio que de maneira despretensiosa, Eyng se tornou fanático pela equipe tricolor. Tanto que, atualmente, possui artefatos que representam muito, tanto para ele, quanto para a história do Grêmio. “O fanatismo por um clube faz com que realizemos algumas ‘loucuras’, mas posso, tranquilamente, destacar uma que me marcou. Em 2014, estive no Estádio Olímpico, com uma excursão e, na época, havia um setor em demolição, porém, com uma pequena área reservada para visitação. Louco para levar uma lembrança do estádio, pulei o tapume e atravessei quase metade da arquibancada até o local que estava sendo demolido. Lá, encontrei pedaços de concreto que guardo comigo, como lembrança deste emblemático estádio. E o mais interessante é que esta foi uma das últimas excursões que puderam visitar a antiga casa gremista, por isso, se torna ainda mais especial”.

 

Pedaços de concreto do Estádio Olímpico, antiga “casa” do Grêmio (Foto: Arquivo Pessoal)

Além desta lembrança física, o comerciante guarda outras na memória, principalmente, duas partidas que o marcaram, para sempre. “A primeira delas foi em 2005, na famosa ‘Batalha dos Aflitos’, que, por si só, já traz o que é o futebol ‘copeiro’, que representa muito mais que um título ou um acesso. Foi uma façanha que, inclusive, virou filme e ficará marcada, eternamente, no coração dos gremistas. Já em 2017, tive a oportunidade de ir a Porto Alegre para acompanhar o primeiro jogo da final da Libertadores da América, diante do Lanús. Foi minha primeira final in loco e uma experiência única. Uma das maiores emoções que já vivi foi no momento do gol do Grêmio, não tive sequer forças para gritar e comemorar”, comenta, aos risos.

Eyng sempre foi goleiro, por isso, não seria nada estranho que um dos seus maiores ídolos também jogue nesta posição. “Eu cresci gritando o nome do Danrlei, mas nada se compara a Marcelo Grohe. Hoje, posso dizer que ele representa muito para mim e para grande parte da torcida do Grêmio, pela sua simplicidade e profissionalismo. Nos seis anos que atuou como titular, ganhou o respeito e a admiração de gremistas e, também, de torcedores de outros clubes. Além disso, foi o autor da ‘Defesa do Século XXI, contra o Barcelona de Guayaquil, além de participar de todos os títulos da história recente do Grêmio”, ressalta.

 

No vestiário, com a camisa do seu ídolo (Foto: Arquivo Pessoal)

E como não poderia deixar de ser, Pomerode possui uma grande rivalidade entre colorados e gremistas. Para o torcedor, isso é sadio e muito bom para o esporte em geral, pois gera amizades e companheirismo, além de uma boa confraternização. “Já acompanhei jogos com torcedores de outras torcidas, só pelo gostinho de poder alfinetar, afinal, todos têm liberdade de escolher sua camisa, assim como eu também tive. Todos são ou foram vitoriosos em algum momento, ou ainda serão, por isso, o respeito pelos clubes sempre deve predominar. Eu gosto de ‘pegar no pé’ dos outros torcedores, mas preciso saber respeitar o momento do torcedor adversário”.

 

Já acompanhei jogos com torcedores de outras torcidas, só pelo gostinho de poder alfinetar, afinal, todos têm liberdade de escolher sua camisa, assim como eu também tive.

 

E por falar em momento, será que Eyng está feliz com o momento vivido pelo seu time? “Sempre falo para todos que ‘hoje se ganha, amanhã se perde’, isso faz parte do futebol. O Grêmio investiu muito forte nas categorias de base, há alguns anos, e, atualmente, possui estrutura em nível de clubes europeus, o que o fortalece. O trabalho começou há poucos anos, mas já trouxe excelentes resultados”, finaliza o gremista apaixonado.

 

O torcedor vivenciou bons momentos com o seu time do coração (Foto: Arquivo Pessoal)

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Créditos: Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal
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