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Campanha alerta para necessidade da atenção ao colesterol alto

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as Doenças Cardiovasculares (DCV) representaram mais de 30% dos óbitos

93cc1feb6c48cce461783111f37580d4.jpg Foto: Divulgação

As doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC ou derrame cerebral), são algumas das maiores causas de morte no mundo. E tais doenças são causadas, em sua maioria, pelo colesterol alto, assunto que ganha destaque por meio da Campanha de Combate ao Colesterol, promovida pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, sempre no mês de agosto.

 

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as Doenças Cardiovasculares (DCV) representaram mais de 30% dos óbitos e, em países em desenvolvimento, como o Brasil, contabilizam mais de três quartos das causas de morte. O aumento no índice de colesterol é mais comum nas mulheres (25,9%) do que nos homens (18,8%), de acordo com a Pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

Mesmo com um cenário que requer atenção, ainda há quem não procure ajuda médica. Um estudo da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) aponta que 11% das pessoas nunca fizeram exame de colesterol, enquanto 70% realizam apenas após os 45 anos. Porém, os exames laboratoriais são importantes para este acompanhamento, bem como, exames cardiológicos específicos para a condição/doença da pessoa.

Mas a preocupação com o colesterol não deve vir apenas na fase adulta da vida. Ainda na infância, os pais devem estar atentos aos seus filhos, pois o colesterol alto pode também ser perigoso para crianças e adolescentes. Em pequenas quantidades, o colesterol é um tipo de gordura saudável e necessária para o organismo. 

Entretanto, quando em níveis altos no sangue, e sob determinadas condições (diabetes, hipertensão, fumo e obesidade), o excesso de colesterol pode ser perigoso e se depositar na parede das artérias, causando a aterosclerose. Esse processo pode começar desde a infância. 

Na infância e adolescência, as principais causas do colesterol alto são a alimentação rica em gorduras, o excesso de peso e o sedentarismo. Entretanto, algumas crianças e adolescentes terão colesterol alto, mesmo seguindo uma dieta saudável.

Porém, há casos em que o colesterol alto pode ter causa hereditária. Neste caso, falamos de Hipercolesterolemia Familiar (HF). Nestes casos, fazer dieta não é suficiente: medicações seguras devem ser utilizadas para controlar o colesterol e prevenir doenças do coração, no futuro. A HF é uma doença familiar, que pode ser detectada ainda na infância e que, com tratamento adequado, pode evitar o infarto do coração entre os 40 e 50 anos de idade.

É possível identificar sinais da HF quando existirem pessoas na família com o colesterol muito alto ou história de infarto do coração ou morte súbita antes do 55 anos (homens) ou antes dos 60 anos (mulheres); ou, ainda, quando o LDL colesterol na criança for maior do que 130mg/dl. Nestes casos, os pais devem procurar o pediatra ou endocrinologista imediatamente.

“O colesterol alto do seu filho não é brincadeira. Proteja sua família. Procure seu pediatra ou seu endocrinologista. O cuidado com as crianças é tema central da Campanha de Combate ao Colesterol 2019, promovida pela SBEM Nacional, através do Departamento de Dislipidemia e Aterosclerose e Comissão de Campanhas da Sociedade, e em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria”, ressalta o bioquímico do Laboratório Sandrini, Rodrigo Tavares Rodrigues.

Mas fiquem tranquilos, papais, porque é possível evitar o colesterol alto com soluções simples, no dia a dia. Uma boa ideia é evitar biscoitos recheados, bolo, chocolate, sorvete, hambúrguer, batata frita, refrigerante, frituras e alimentos ultraprocessados em geral, além de evitar muito tempo de tela (TV, videogame, iPad). 
Também é indicado preferir verduras, legumes e frutas, peixe e frango, leite, queijo branco, aliados a brincadeiras ao ar livre, corridas e esportes.

 



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