Sexta-Feira, 22 de Novembro de 2019

facebook_icon

Hoje: Máx 33Cº / Min 21°C

Siga a gente -

Jornal de Pomerode

Edição Impressa

icon_user

Atenção à alimentação infantil

Obesidade infantil pode ser tratada e proporcionar uma vida adulta mais saudável, quando superada

d14bab63f2cb22525b9391e0bcaca69f.jpg Foto: Shutterstock

Pesquisas do Ministério da Saúde (MS) divulgadas em junho deste ano, indicam que 12,9% das crianças brasileiras, na faixa etária entre cinco e nove anos, são obesas, e 18,9% dos adultos estão acima do peso.

 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
https://jornaldepomerode.com.br/novo/midia/banners/banner_808x164/29f51f06e48d9e702fd26857397d83d9.jpg

 

O assunto, que tem extrema importância e é tratado como epidemia no mundo, voltou à tona devido ao Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil, celebrado no mês de junho. A obesidade, em si, é considerada uma doença crônica que, quando tratada na infância, gera uma condição que pode ser modificada e proporcionar à criança uma vida adulta livre de obesidade.

“A obesidade infantil é uma questão de saúde pública, ou seja, toda a sociedade é responsável pelo cuidado, prevenção. Os hábitos de casa, por meio do exemplo dos pais, irão influenciar no hábito alimentar da criança, mas também temos que considerar a avalanche de publicidade a qual as crianças são submetidas diariamente pela indústria alimentícia. São propagandas, embalagens coloridas, personagens, brinquedos de brinde, além de outras estratégias de marketing. A legislação também já melhorou, mas ainda está longe de ser adequada ao público infantil”, afirma o Nutricionista e Especialista em Nutrição Clínica, Geliandro Ribeiro.

 


 

O especialista explica que o diagnóstico é feito através da avaliação antropométrica, ou seja, por meio do peso e da altura da criança. Para os pequenos, e também para os adolescentes, existem curvas de crescimento específicas para essa avaliação. 

Estas curvas estão presentes na caderneta de saúde e devem ser preenchidas nas consultas de rotina da criança, para acompanhamento. “Caso a curva da criança esteja alterada, podemos ter os diagnósticos de ‘risco para sobrepeso’, ‘sobrepeso’, ‘obesidade’ e ‘obesidade grave’”, esclarece Ribeiro.

A partir do momento que a criança for diagnosticada com alguma destas comorbidades, algumas medidas podem ser tomadas e exigem uma mudança de hábitos, que começa em casa.

“Pressionar ou cobrar a criança para o emagrecimento não resolve o problema. É preciso avaliar todos os fatores que podem estar relacionados, como o hábito alimentar em casa, frequência e disponibilidade quanto ao consumo de alimentos ultraprocessados e guloseimas em geral. Avaliar o nível de sedentarismo também é importante. As crianças estão brincando mais com celulares e tablets, e menos ao ar livre, e isso é grave”, ressalta.

 

 

Caso a criança não passe por um tratamento para deixar o quadro de obesidade infantil, ela pode se tornar um adulto obeso, o que dificulta o tratamento na vida adulta. Além disso, a obesidade é fator de risco para outras doenças, como diabetes e pressão alta. A obesidade ainda apresenta um importante estigma social, o que pode levar essa criança a sofrer bullying e ser afetada emocionalmente, dificultando o tratamento.

Para que a obesidade infantil seja tratada, médicos, nutricionistas e psicólogos são os profissionais mais envolvidos no caminho. O acompanhamento profissional poderá trazer um diagnóstico correto e apoio adequado ao tratamento da obesidade infantil.

Por fim, o nutricionista destaca que é importante ter a perseverança no tratamento, que precisa de disciplina e da ajuda dos diversos profissionais. “Ouvir o diagnóstico de obesidade infantil pode ser frustrante para muitos pais, mas lembre-se: o tratamento é multiprofissional e longo. Com todos envolvidos, pais e profissionais, cada um ajudando um pouquinho, é sim, possível reverter o quadro”, finaliza.



Veja também: