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Antigo problema, ainda sem solução

Após caminhão causar transtornos por não conseguir passar pela passarela em frente ao Colégio Doutor, possível readequação volta a ser tema de discussões na cidade

9b13e25302011b11f6618d31d5765059.jpg Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode

A passarela em frente ao Colégio Sinodal Doutor Blumenau, há anos, é considerada um gargalo no trânsito pomerodense. Isso porque a base da estrutura ocupa praticamente toda a pista da direita, em ambos os lados. Além disso, caminhões com altura superior a 4,40 metros não poderiam passar pela via, pois a altura da estrutura é de 4,60 metros.

 

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O assunto voltou à tona porque na segunda-feira, 09 de setembro, houve um incidente envolvendo um caminhão que tentou passar pela Av. 21 de Janeiro, mas não conseguiu, pois estava acima do limite de altura. 

Quando o motorista da carreta percebeu que o caminhão não iria passar pelo local, conseguiu dar a volta e se deslocou para a rua Luiz Abry, próximo ao Restaurante Schroeder, onde estacionou o veículo. A Polícia Militar de Pomerode e a Getran estavam no local para desviar o trânsito, que ficou lento devido ao fato.

 

Fluxo de caminhões sempre é intenso no local. (Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode)

O incidente envolvendo o caminhão, acendeu a discussão acerca da passarela, que há anos possui solicitação de readequações. Na história, já foram diversas modificações no trânsito local, cujo motivo foi o afunilamento do trânsito causado pela existência da passarela. Uma delas foi o aumento do tempo que o semáforo do sentido Centro-bairro, que é onde há o maior fluxo de veículos, principalmente nos horários de pico.

Também, em 2018, o vereador mirim, Michel Thiago Küster, apresentou o Requerimento nº 14/2018, no qual sugere à Prefeitura que a passarela seja realocada. No documento, ele ressaltava a importância da estrutura para a segurança dos alunos, mas entendeu que poderia ser melhor planejada.

 

Além da sugestão de mudança de local para a passarela, Küster pedia que a Prefeitura proibisse qualquer parada, nem mesmo para desembarque, no trecho da Avenida 21 de Janeiro que se estende da Polícia Militar até a Rua Henrich Passold.

 

Muitos passam bem próximos à estrutura. (Foto: Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode)

Em junho de 2010, em Sessão da Câmara de Vereadores, o então Líder do Governo e vereador, Arno Müller, apresentou um Requerimento que propunha que a passarela construída na Avenida 21 de Janeiro, junto ao Colégio Dr. Blumenau, passasse por reformas. Porém, a obra de readequação não aconteceu.

 

Trânsito prejudicado

Na questão técnica, de acordo com Luiz Frotscher, agente de trânsito da Getran, o principal problema gerado é o estreitamento da via, provocado pela base da passarela, que ocupa a pista inteira da direita, que causa afunilamento do fluxo de veículos. O agente ressalta que, por diversas vezes, a própria Getran já sugeriu a readequação da base, sugestões estas, que foram repassadas à Prefeitura Municipal, uma vez que este dispositivo desde que corretamente construído gera grande segurança para travessia dos pedestres e ciclistas.

Ele destacou, no entanto, que a altura da estrutura atende  a  norma vigente quanto a altura dos veículos e cargas. “De acordo com a Resolução nº 210/2006, do Contran, a altura máxima dos veículos para circulação nas vias terrestres é de 4,40 metros. Excepcionalmente, há casos em que a altura excede este limite, como foi com o caminhão na segunda-feira. Nestas situações, é necessário solicitar uma autorização ao órgão de trânsito, que precisa organizar o trajeto a ser seguido pelo caminhão, pois é necessário um acompanhamento, para resolver possíveis imprevistos, bem como, utilizar um horário alternativo. No caso do caminhão desta semana, o veículo não tinha esta autorização, e o resultado foi o transtorno gerado”, afirmou o agente de trânsito.

 

Parte do fluxo é devido à indicação da Avenida como rota para os caminhões. (Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode)

Frotscher também falou sobre as Audiências Públicas que discutiram o Plano de Mobilidade de Pomerode, realizadas neste ano, onde a readequação da passarela também foi tema de debate e, inclusive, já teriam sido realizadas reuniões para falar sobre orçamento da obra de readequação.

 

Estrutura não pertence ao Colégio

Em contato com o Colégio Sinodal Doutor Blumenau, fomos informados que a passarela não pertence à instituição e que a mesma só usufrui de sua existência. A estrutura, na realidade, é de responsabilidade da Prefeitura Municipal. Inclusive, afirmou-se que a escola sempre foi favorável à readequação, porém, não tem poderes para tal.

A administração da escola participa das Audiências Públicas para estar por dentro da discussão acerca da passarela, já que qualquer mudança impacta diretamente no Colégio.

A Prefeitura afirma que, se fosse realizar a realocação da passarela, seria necessária a derrubada da estrutura atual, deixando os alunos temporariamente sem um local seguro para cruzar a via. 

O prefeito, Ércio Kriek, destacou que o objetivo da construção sempre foi proporcionar segurança, e que este deve ser foco, agora. “No momento, nós não temos nenhum projeto para realocação da passarela, pois desde a sua construção, foi pensado em oferecer segurança para os alunos e pessoas que passam por ali. Claro, talvez o projeto não tenha sido o adequado e, inclusive, ficou o questionamento, mas foi feita desta forma”, afirmou. Além disso, no momento, o entendimento do poder público é que a alternativa mais viável é deixar a estrutura como está.

 

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