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Ampliando horizontes fora do País

Pomerodense conclui intercâmbio na França e compara Ensino Superior ao brasileiro

4ff64b5c40bf43022f1fab227f08f2ab.jpg Foto: -Felipe fez intercâmbio na França e um dos locais que pôde conhecer foi ParisArquivo pessoal

Depois de 11 meses de intensa vivência na Europa, mais um pomerodense retornou à cidade. Felipe André Rahn esteve na cidade de Besançon, na França, desde o mês de agosto de 2018, e passou metade do período estudando e a outra metade fazendo estágio, relacionado ao ramo de Engenharia Mecânica, que estava estudando na faculdade.

 

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De acordo com Rahn, o mais importante foi ter uma experiência nova, com uma vida completamente diferente da que levava aqui. “Associado a isso, vem a questão de aprender uma idioma, de viajar, conhecer novas pessoas e novos lugares. E, também, dar uma ‘respirada’ do curso aqui, buscar novas motivações”, afirma o estudante.

O crescimento pessoal é elencado pelo estudante como o maior aprendizado, graças a todos os desafios que são enfrentados em uma nova cultura, vivendo sozinho. Rahn afirma que a soma de experiências, mudou muitas coisas em si mesmo, algo que o deixa feliz.

“O intercâmbio serve para ver vários pontos em que temos que aprender com os outros países, mas também, as muitas coisas que nós temos de melhor aqui. E essa questão das universidades, na minha opinião, é uma delas. Para mim, a base que recebemos aqui é melhor e mais estruturada do que lá fora. Saímos mais preparados para o mercado de trabalho. Falo pela minha formação de engenharia, mas já conversei com outros amigos, tanto de engenharias como de outros cursos, e a opinião deles é bem semelhante. A universidade pública daqui é algo a ser extremamente valorizado. Em muitos países, inclusive na França, as melhores formações estão em universidades privadas e, até mesmo em relação a essas, as nossas universidades públicas estão, no mínimo, no mesmo nível. Obviamente, a qualidade de ensino deles também é muito boa e a infraestrutura é ótima, mas passei a valorizar ainda mais o que temos aqui”, destaca Rahn.

Para o estudante, a adaptação foi tranquila, pois encontrou outros intercambistas brasileiros, além da boa receptividade dos franceses. “É muito mais uma questão de sair da inércia, largar a zona de conforto. No começo, é tudo novidade, você se encanta com tudo. No final, é tudo saudade, você começa a valorizar os momentos e sentir falta de tudo que vai deixar pra trás. Mas na metade é difícil, porque já foi muito tempo e ainda falta muito tempo, então, qualquer coisinha era motivo pra sentir falta do Brasil”, pondera.

Agora, o foco do estudante é concluir o curso de graduação em Engenharia Mecânica, mas depois disso, o futuro é cheio de possibilidades. “Antes de ir para o intercâmbio, eu tinha a convicção de que seria um ano fora e, depois, só iria querer ficar no Brasil. Hoje, essa minha visão é completamente diferente. Pretendo morar fora novamente, mas ainda não sei quando e por quanto tempo. E o Brasil, apesar de tudo, é um País muito bom para se morar. Não tenho pressa para ir embora”, conclui.

 

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