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Amin comemora a liberação dos recursos para a BR-101

O governador Esperidião Amin garantiu que a dotação orçamentária de R$ 53 milhões, aprovada pelo governo federal para as obras de conclusão da BR-101

Florianópolis, 24/05/99 – O governador Esperidião Amin garantiu que a dotação orçamentária de R$ 53 milhões, aprovada pelo governo federal para as obras de conclusão da BR-101, vai dar fluidez ao congestionado tráfego na rodovia do Mercosul. “Chegou em boa hora”, comemorou.

Satisfeito com a liberação dos recursos, Amin foi irônico ao comentar a notícia recebida do ministro do Orçamento e Gestão, Pedro Parente, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), durante a abertura da Semana da Indústria. “Nasci no mesmo dia de São Tomé”, ressaltou. “Só acredito vendo”, completou, acrescentando que já conferiu a nota publicada no Diário Oficial da União. “Está na página 5, ministro!”.

O governador enalteceu o apoio da União ao projeto de duplicação da BR-101, mas esclareceu que os valores recebidos vão permitir a continuidade dos trabalhos somente até o mês de agosto. Depois disso, revelou, serão necessários R$ 67 milhões para a conclusão definitiva das obras.

Após ressaltar a importância dos recursos para a rodovia, Amin fez um breve pronunciamento sobre a indústria catarinense. Enfatizou que Santa Catarina pode e quer ser útil na geração de empregos e lembrou que o Estado possui excelentes oportunidades de crescimento, referindo-se às quatro portas que ele vem apregoando desde que tomou posse. Antes de encerrar sua participação, o governador novamente brincou com o ministro Pedro Parente. Disse que sua visita era sinônimo de bons ares para Santa Catarina. “Quando ele vem ao Estado, é porque traz boas notícias”, explicou. “Então, que nos visite sempre”.

O presidente da Fiesc, Osvaldo Moreira Douat, definiu a abertura da Semana da Indústria como “um momento especial” na comemoração dos 49 anos da entidade, que aconteceu na semana passada. Douat afirmou que o evento consagra os esforços da indústria catarinense, pois está sendo celebrado justamente no momento em que o Estado atinge o melhor desempenho industrial do país. Segundo dados da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), houve um crescimento de 26,2% no setor catarinense, enquanto a média nacional ficou em 16,8%. “É um encontro importante para que os nossos empresários possam trocar informações e definir estratégias conjuntas”.

Na ocasião, o ministro Pedro Parente defendeu uma mudança futura para o gerenciamento, através do programa Brasil em Ação. Argumentou que com uma maior autonomia o gerente público terá um novo perfil. “Ele vai passar a ser um empreendedor”. Outra alteração no comportamento do gerente público, segundo o parente, diz respeito à forma como será gasto os recursos disponíveis. “Não se trata de gastar mais, mas sim, fazer melhor com os mesmos recursos ou até com menos”.

O ministro ainda destacou que o Estado apenas vai resgatar sua capacidade de investir, perdida durante os anos de inflação, no momento em que repensar e mudar o gerenciamento das finanças públicas e a maneira como os investimentos são realizados.

 

Convênios

O Governo do Estado, representado pelo presidente da Junta Comercial de Santa Catarina (Jucesc),  Antônio Bulcão Vianna, através da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Integração ao Mercosul, assinou um convênio com o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). O acordo de cooperação prevê a agilidade e desburocratização dos serviços do INPI no Estado e a criação de uma delegacia regional em Florianópolis no prédio da Jucesc, com atendimento qualificado e técnicos especializados. Segundo o presidente do Instituto, Jorge Machado, o acordo vai beneficiar cerca de 87 mil empresas catarinenses, que vão dispor de maiores informações no INPI.

A Fiesc e o INPI também selaram um acordo de parceria. O convênio visa à instalação de um terminal para informações de propriedade industrial on line e um posto de atendimento na sede da Fiesc. Machado qualificou a concretização dos convênios como um passo decisivo na conscientização do empresariado, um trabalho que o INPI vem realizando para propagar a importância da propriedade intelectual no desenvolvimento do país. Lamentou que o registro de marcas ainda seja um instrumento pouco utilizado pela micro e pequena empresa, em função dos custos e da burocracia, mas enfatizou que é vital para a proteção de qualquer negócio. “Otimizar esse serviço é agora nossa maior prioridade”. (LHFO).



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