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“Ainda existe um pouco de preconceito e nós, como mulheres, ainda precisamos lutar por espaço”

O Ministério como vocação. Assim podemos definir a vida de Scheila Roberta Janke, 35 anos, Pastora da Comunidade Luterana Apóstolo Paulo

faa6223f4e4adde7a95f7537b9a74bbf.jpg Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode

Ministério como vocação. Assim podemos definir a vida de Scheila Roberta Janke, 35 anos, Pastora da Comunidade Luterana Apóstolo Paulo, em Pomerode Fundos, desde o mês de fevereiro.

Nascida em Timbó, Scheila foi criada em Indaial, onde teve os primeiros contatos com a vida cristã. Aos 17 anos, iniciou a faculdade de Teologia, em São Leopoldo, e realizou diversos estudos na área de história da Igreja. Scheila foi ordenada em 2008 e também tem um doutorado em História da Igreja, feito na Alemanha.

 

Como surgiu o desejo de seguir na vida religiosa?

Tive o privilégio de ter duas pastoras na minha comunidade, mas o maior interesse veio por causa do culto infantil. Depois da confirmação, quis estar à frente do culto infantil e começou a ser mais forte a partir dos 10 anos.

 

O que mais te chama a atenção em ser pastora?

A possibilidade de aprender com pessoas de cultura diferente, com outras formas de pensar. Também gosto do fato de aprendermos muito sobre a história das pessoas, fazer parte da vida delas. Acho muito interessante acompanhar a evolução da família, fazer o batismo, a confirmação da criança, ver o crescimento delas.

 

O fato de ser mulher, ainda causa surpresa nas pessoas?

Eu acho que impressiona e faz com que a gente perceba que ainda não é natural. Eu sabia que não seria fácil por causa da idade, porque eu era bem jovem. Sempre me perguntava como seria a aceitação. Ainda existe um pouco de preconceito e nós, como mulheres, ainda precisamos lutar por espaço, porque ainda é uma posição mais dominada por homens. Causa um pouco de estranheza, mas fico feliz de estar em Pomerode Fundos, que é uma comunidade mais rural. Pra mim foi uma surpresa, mas tenho consciência que foi um privilégio.

 

Como está sendo a adaptação aqui? Era o que esperava?

No início do Ministério acho que foi um pouco mais fácil, pois já tinha a vivência da comunidade. Agora está sendo um desafio, porque passei os últimos anos na academia, e agora estou voltando, mas estou muito feliz, é muito gratificante estar aqui. No meu doutorado, escrevi sobre a cultura pomerana, então estar em Pomerode é muito bom, por poder estar em contato com essa cultura.

 

Um livro

Un Orthodox.

 

Um filme ou série

A Lista de Schindler e série Criminal Minds.

 

Um hobby

Ler.

 

Uma viagem

Para o Egito, Israel e para a Jordânia.

 

Uma frase

“Apago e reescrevo minha vida, minhas ideias, meus medos e desejos. Não tenho medo de lápis nem de papel rasurado, tenho medo é de deixar pagina branca” (Si Caetano).

 

Um esporte

Tênis.

 

Uma comida

Massas e comida chinesa.

 

Um personagem bíblico

Jó, da história dele, com sofrimento e questionamentos a Deus e da relação que ele desenvolveu.

 

Vocação é:

Servir a Deus com alegria, mas sem se acomodar.

 

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