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A Cruz de Malta é o seu pendão

Um ilustre morador pomerodense não nega seu amor pelo Club de Regatas Vasco da Gama: Ivo Brehmer, de 42 anos.

43cc144b2ca20cc3a0da4ef48a0c3e77.jpeg Foto: Arquivo Pessoal

Um dos clubes mais tradicionais do futebol brasileiro, que completou 121 anos de história na semana passada, é venerado por milhões de torcedores. Entre eles, um ilustre morador pomerodense, que não nega seu amor pelo Club de Regatas Vasco da Gama. Estamos falando do representante comercial Ivo Brehmer, de 42 anos, que é o segundo personagem da série “Fanáticos”.

Ele conta que é torcedor do cruz-maltino carioca desde a sua infância, mesmo com a grande rivalidade que havia na família. “Nasci vascaíno e torço para o Vasco desde sempre. Quando eu tinha uns três anos de idade, meu tio foi nos visitar, lá no Alto Rio Wiegand, em José Boiteux, levando várias camisas de clubes. E eu escolhi a do Vasco, apesar dos meus pais serem corintianos fanáticos. Além disso, dos meus cinco irmãos, havia três vascaínos, um torcedor do Fluminense, um do Palmeiras e um do Grêmio”.

 

Primeiro registro de Ivo com a vestimenta do Vasco (primeiro à direita), com seus irmãos mais velhos, cada um com a camisa do seu time (Foto: Arquivo Pessoal)

Brehmer conta que a primeira lembrança que tem do time de São Januário é o gol de Cocada, no ano de 1988, pela final do Campeonato Carioca daquele ano, diante do Flamengo. “Eu já morava em Presidente Getúlio e lembro do foguetório, naquela conquista histórica e inusitada. A partir daí, principalmente de 1989 para frente, me tornei um fanático por tudo o que fosse relacionado ao Vasco”, comenta.

Dentre os maiores ídolos do torcedor pomerodense - Dinamite, Geovane, Valdir Bigode, Felipe, Pedrinho, Juninho, Donizete Pantera, Carlos Germano, Luisinho Quintanilha e Romário -, um se destaca, pela sua identificação com o clube e pelos belos momentos proporcionados. “O meu ídolo maior é Edmundo ‘Animal’, por toda a sua mística com a camisa do Vasco. Eu assisti o primeiro jogo dele nos profissionais, contra o Corinthians, em 1992, e, depois, o primeiro ‘show’ contra o rubro-negro, na goleada de 4 a 1. Logo após, vieram as conquistas e aquela temporada mágica de 1997, com título brasileiro, artilharia, recorde de gols e eliminação do rival, com grande atuação nos dois jogos das semifinais. Enfim, foi uma época de ouro pra minha geração de vascaínos”, ressalta.

 

Com taça que simboliza a conquista da Copa Libertadores, em 1998 (Foto: Arquivo Pessoal)

E como todo torcedor fanático, alguns momentos estão eternizados na memória de Brehmer. “Foram muitas ‘loucuras’ em nome da minha paixão, mas acredito que a maior delas foi viajar até o Rio de Janeiro e ver a estreia do Vasco na Série B, diante do Brasiliense, com uma vitória por 1 a 0, gol de Rodrigo Pimpão, já no fim do jogo. Foi demais (risos). Outro jogo que acompanhei ao vivo, no entanto, não teve um desfecho muito favorável: a derrota para o Corinthians, por 1 a 0, na Libertadores de 2012, com aquele incrível gol perdido pelo Diego Souza. Foi um jogaço, com alguns de meus ídolos presentes em campo, como Juninho e Felipe. E outro momento, desta vez pela TV, foi a ‘virada do século’, contra o Palmeiras, pela Mercosul de 2000. Assisti esse jogo com meu irmão palmeirense e, no final, como não poderia deixar de ser, saiu briga lá em casa”, comenta, aos risos.

 

Outro momento, desta vez pela TV, foi a ‘virada do século’, contra o Palmeiras, pela Mercosul de 2000. Assisti esse jogo com meu irmão palmeirense e, no final, como não poderia deixar de ser, saiu briga lá em casa.

 

Para o representante comercial, que é sócio-torcedor desde 2006 e pretende votar nas próximas eleições, a rivalidade faz parte do futebol. “Gosto das gozação, das discussões sem fim nos grupos de WhatsApp, principalmente, com os flamenguistas. Tenho muitos amigos rubro-negros, além de tricolores, botafoguenses e de times de outros estados. Mas, sem dúvida, a rivalidade carioca é maior, principalmente, no chamado ‘Clássico dos Milhões’ - Vasco x Flamengo -, o maior e, talvez, o único que mobilize o País todo em torno de um jogo, mesmo com a fase atual do meu time. Por isso, temos que saber separar as gozações das ofensas, afinal, futebol é diversão, esporte e amizade”, pondera.

E a sua paixão já contagia futuras gerações. “Minha filha Nicolle é meu bem maior, e queria deixar para ela essa paixão. Tanto que a primeira roupa dela, que comprei, foi a do Vasco. E parece que consegui convencê-la, pois ela gosta muito. Além dela, fiz minha parte com meus sobrinhos, que também são torcedores vascaínos. E tenho certeza de que irão comemorar muitos títulos ainda, afinal, ‘enquanto houver um coração infantil, o Vasco será imortal’”, finaliza Brehmer.

 

Brehmer, com sua filha e sobrinhos, que também nutrem paixão pelo Vasco da Gama (Foto: Arquivo Pessoal)

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Créditos: Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal
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