Jornal de Pomerode - Venda-do-kochkase-pode-ser-regularizada-66156 
Jornal de Pomerode

Edição Impressa



Venda do Kochkäse pode ser regularizada

Iniciativa da Ammvi pode conseguir com que venda do queijo seja autorizada

439abdc853e6c7367c82fa2a8d2dcd03.jpg Foto: Arquivo JP

O queijo do tipo Kochkäse, embora parte da herança cultural deixada pelos antepassados de origem alemã, não possui a venda regularizada na região do Vale do Itajaí, como outros produtos feitos artesanalmente por produtores da região. Porém, através de uma iniciativa da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (Ammvi), esta realidade pode mudar.

Isso porque, no dia 31 de julho, o presidente da Ammvi, Jean Grundmann, e a equipe técnica da entidade, entregaram ao secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, um ofício reivindicando que seja aprovado o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) do queijo Kochkäse. Através da aprovação deste documento, a comercialização do queijo seria possível.

“Este é um pleito antigo e que, nos últimos anos, tivemos avanços, porém, alguns procedimentos ainda deverão ser tomados até que a produção e comercialização sejam possíveis. Mas estamos otimistas e o assunto continua na pauta dos prefeitos”, disse Grundmann, sobre a entrega do ofício.

O RTIQ surgiu a partir do Projeto Kochkäse, que teve início em 2009 e objetiva que o queijo típico da colonização se torne patrimônio imaterial e obtenha o selo de Indicação Geográfica, o que incentiva a pesquisa e a sua regulamentação para a comercialização. O Projeto foi desenvolvido através de uma parceria entre a Epagri, a Universidade Regional de Blumenau (Furb) e a Ammvi.

Com os resultados do Projeto, em 2017, o “Modo de Saber Fazer do Queijo Kochkäse da Região do Vale do Itajaí – SC” pode ser reconhecido como bem cultural de natureza imaterial junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Natural (Iphan). Todos os levantamentos e estudos foram entregues ao Iphan, no dia 02 de junho de 2017. Depois disso, o próximo passo foi a construção do Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do Kochkäse, que, agora, foi entregue à Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca. 

De acordo com a extensionista da Epagri de Blumenau, Nelita Fabiana Moratelli, diretamente envolvida com o Projeto Kochkäse, a ideia é regularizar a produção, sem que ela perca as características artesanais. “O regulamento é específico para a produção do Kochkäse, o modo como é feito. Que seja um consenso entre os produtores, de maneira que obedeça os requisitos de fabricação. O desafio maior é aprovar um regulamento que garanta a produção de um alimento seguro e que contemple as características da produção em pequena escala. Vivemos um momento na sociedade que tem-se a preocupação que seja o alimento seguro, mas também que se deseja consumir um produto mais artesanal, feito de uma maneira natural, sem corantes e aditivos”.

Em Pomerode, estima-se que cerca de 100 famílias produzam o queijo Kochkäse. Para a extensionista da Epagri, Eneide Barth, a entrega do ofício pode ser um passo importante para a regularização da venda, porém, serão necessárias algumas adequações.

“É importante que tenhamos produtos como o Kochkäse nas prateleiras, porém, para isso, algumas adequações serão necessárias, porque ainda existirão normas sanitárias a serem seguidas. Em Pomerode, por exemplo, faço um trabalho voltado ao leite, e acredito que um queijo bom só pode sair de um leite bom. Por isso, se forem fazer o Kochkäse, os agricultores precisam fazer o melhoramento das pastagens e o manejo de rebanho, para que se atinjam as regulamentações”, afirma.

A aprovação do relatório deverá ser feita pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), que é o órgão da Secretaria de Agricultura que cuida de inspeções sanitárias.

 



Galeria de fotos: 1 fotos
Créditos: Arquivo JP
Veja também:









Publicidade

  • 
    50b2324f0aa1127b27ce46c6d6dd7ed4.jpg