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“Usarei meu cargo de governador para ser bênção para um povo que se tornou refém”

Confira mais um texto da série de entrevistas com os candidatos ao Governo do Estado de Santa Catarina

fbea951c51760327928045d7002763cd.jpg Foto: Divulgação Patriota

Jornal de Pomerode - Se possível, gostaríamos de saber da sua história e do seu envolvimento com a política. 
Jessé Pereira -
Sou casado há 19 anos com a Ester, filha do Pastor Arli Schwartz, de Itajaí. Pai de duas meninas, a Carolyna, de 15 anos, e a Nathália, de 13. Sou Cristão, Presbítero na Assembleia de Deus, de Camboriú, por 19 anos. Fui vendedor ambulante por várias cidades catarinenses, andava de porta em porta vendendo panos de prato, toalhas de mesa, lençóis e outros produtos para casa. Em dezembro deste ano, estarei me formando em Gestão Pública. No setor público, em 1997, tive uma passagem rápida pela Prefeitura de Camboriú, onde fizemos o recadastramento dos imóveis para atualização do cadastro Municipal. E, em 2017, assumi, por quatro meses, a Diretoria de Comércio na Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Município, foi de abril a agosto. Eu mesmo pedi minha exoneração, agradeci ao Prefeito pela oportunidade, porém, não quis continuar, por motivos particulares. Tenho uma vida limpa, sou uma pessoa muito criteriosa com os compromissos, não aceito coisa errada, sofro muito pelo excesso de justiça, não aceito, jamais, injustiças.

JP –  Cite cinco propostas presentes em seu plano de governo. 
JP -
Sendo eleito, tratarei de enxugar a máquina pública, que hoje arrecada muito, mas gasta demais. Fazendo isso, sobrará dinheiro para investir nas políticas públicas e sociais. Hoje, temos uma carência muito grande na área da Saúde, Educação, Segurança Pública e o desemprego que está assolando boa parcela da sociedade. Para isso, faremos um Governo Mínimo, cortando regalias, privilégios, mordomias da classe política, vamos acabar a farra do dinheiro público, para, daí sim, investir na Saúde, levando o direito que o cidadão tem amparado na Constituição. 

Vamos acabar com as esperas de cirurgias e exames, fazendo parcerias Público-Privadas, para que o cidadão que precisa não tenha que esperar mais pela boa vontade do setor público, pois o Direito Constitucional deve ser respeitado. Vamos criar a Faculdade de Medicina na Udesc, sendo que, no primeiro semestre, já iniciamos com 40 alunos por polo e, a cada semestre, duplicaremos este número. Os novos médicos que estarão sendo preparados pelo Estado, serão postos como colaboradores nas cidades mais carentes, sendo esta a contrapartida dos estudantes patrocinados pelo Estado. 

Na Segurança, vamos aumentar o efetivo. Há 30 anos, tínhamos uma população que, talvez, não chegue à metade da que temos hoje e o Estado contava com 13 mil homens na PM. Hoje, com o dobro da população, estamos apenas com 10 mil. Isso parece até uma brincadeira, mas não é, é muito sério. Vamos investir em novas tecnologias para Polícia Investigativa, e, também, precisamos valorizar nossos guerreiros da Segurança, afinal, o risco é grande e não têm o amparo que precisavam ter juridicamente, isso deve ser revisto com muita urgência, pois o policial precisa ser amparado como o guardião da Lei e da Ordem.

 Na Educação, vamos criar a Escola Integral, levando a criança e o adolescente às instituições de ensino, não apenas no período no qual ele estuda, mas em outro período para obter novas chances para seu futuro, seja com cursos profissionalizantes ou com esportes, cultura etc. Para o Emprego, criaremos o Programa Mais Emprego Menos Impostos, onde o empresário receberá incentivo do governo a cada porcentagem de empregos criados. Esta porcentagem ainda será analisada.

JP - Porque decidiu se filiar ao Patriota, partido do Cabo Daciolo?
JP -
Sou o filho caçula do seu João Vergílio Pereira e de Maria Faqueti Pereira. Meus pais tiveram 11 filhos. Meu pai passou muito trabalho na vida, era funcionário público, trabalha no Colégio Estadual Prof. José Arantes, em Camboriú (minha terra natal) e ganhava muito pouco. Vivíamos uma vida bem difícil e, à medida que os filhos iriam crescendo, já iniciavam no trabalho bem cedo. Eu mesmo, com 13 anos, já estava na praia de Bal. Camboriú vendendo Jornal Argentino (Clarin), já que, na época, os argentinos vinham em peso a SC. Com 17 anos, comecei a trabalhar de vendedor ambulante por várias cidades catarinenses, vendia produtos para casa, como pano de prato e outros. Casei com 19, hoje tenho duas filhas, e venci na vida trabalhando muito e sendo econômico com o fruto do meu suor. Em 2016, ingressei em um partido político que estava sendo criado, o Partido Militar Brasileiro (PMBR), onde estava em fase de coleta de assinaturas. Este ano, achávamos que iria homologar o partido, porém não deu, então, em março, a convite do Presidente do Patriota, ingressei, juntamente com outros amigos, na família Patriota.

JP - Você se declara como Cristão, livre da religião e comprometido com a verdade da Palavra de Deus. Como acredita que isso possa contribuir com seu futuro mandato?
JP -
Meu compromisso com Deus e com Sua Palavra, a Bíblia, me faz uma pessoa temente aos Seus princípios, os quais tem como primórdios o Amor, em que, devemos amar uns aos outros, como Ele nos amou. Para isso, usarei meu cargo de governador para ser bênção para um povo que, há muito tempo, se tornou refém de políticas e grupos políticos amantes de si mesmos, que usam o poder para se manter no Poder. Serei um Neemias desta Geração. O Amor prevalecerá.

JP - Caso eleito, qual seria sua prioridade para Santa Catarina?
JP -
Serei eleito. Creio que Deus me colocou nessa missão para ser vitorioso. Minha prioridade inicial será enxugar a máquina pública, com um Governo Mínimo e responsável com os recursos do Estado. Farei sobrar dinheiro para as políticas públicas necessárias para os cidadãos. Também colocarei pessoas capacitadas em cada área e em cada Secretaria do Estado. Médico na Saúde, Militar na Segurança, Mestre na Educação e etc.

JP - Na sua opinião, quais serão os principais desafios para um futuro governador do estado?
JP -
Os principais desafios, para mim, serão conscientizar vários setores do Estado para um novo jeito de governar.Mostrar que uma gestão séria pode, sim, existir, e que se iniciou um Governo comprometido não com a classe política, e sim, com os mais de sete milhões de catarinenses. Outro desafio é fazer sobrar dinheiro para investimentos em Educação, Saúde, Segurança e na Infraestrutura do Estado. Além de trazer uma nova política que contemple as empresas que gerarem mais empregos para o catarinense.

 

Jessé Pereira é o quinto governável entrevistado. A quarta edição, com outro candidato, você pode conferir aqui



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