Jornal de Pomerode

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Uma lição de felicidade pela vida

Na semana em que se homenageiam as pessoas com Síndrome de Down, ressaltamos o trabalho primordial com elas, que todos os dias nos ensinam que devemos amar a vida

aaab8e3291fc2920d6e99d430c6ff1f0.jpg Foto: Raphael Carrasco/JP

Pessoas com uma incrível habilidade de amar. Esta deveria ser uma definição para quem é portador da Síndrome de Down (SD), abandonando o rótulo que, muitas vezes, é colocado como de deficiência. Já é fato de que quem tem a SD pode desenvolver habilidades e conseguir um futuro brilhante, assim como as pessoas que nascem sem a mutação genética que provoca a síndrome. 

Para homenagear e chamar a atenção para a necessidade de se quebrarem paradigmas sobre a síndrome, existe o Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado em 21 de março. E, em Pomerode, não é difícil encontrar estas pessoas para lá de especiais que encantam pelo seu carinho. 

A Apae de Pomerode atende sete alunos com a SD, que possuem entre seis e 56 anos. Eles são divididos nos dois turnos de atividade da instituição. Três estudam de manhã e quatro  no período da tarde. 

Por ser uma escola específica para o atendimento às necessidades especiais, diversas atividades e profissionais de diferentes áreas prestam atendimento à criança que possui a mutação genética. Na Apae, os alunos desenvolvem atividades que estimulam a fala, a coordenação motora, o aprendizado, além de outras atividades diferenciadas, como artes, informática educativa, bordado e escrita. O principal objetivo, de acordo com os profissionais da Apae, é estimular a autonomia e a independência.

A professora Neusa Fuchter, que atende alunos com a Síndrome de Down na instituição, explica o trabalho realizado em sala de aula. “São atividades que dão liberdade para eles, para a sua vida diária, facilitando o convívio na sociedade, na família e em qualquer ambiente que eles estejam. A gente busca desenvolver atividades como qualquer outro aluno e, mesmo existindo resistência por parte dos alunos com Down, eles têm uma capacidade muito grande dentro de si, que precisa ser trabalhada”.

Já a fonoaudióloga, Rosyere de Souza Cordeiro, ressalta que trabalhar a comunicação é fundamental para estes alunos. “É preciso facilitar a comunicação deles, para que tenham maior acesso na sociedade e, como a pessoa com Síndrome de Down apresenta certo atraso na linguagem, o trabalho da fonoaudiologia é bastante importante. Trabalha-se desde criança, para que o atraso não seja tão significativo”.

A aluna Clarice Regina Schneider, que possui a SD, falou sobre as atividades de artes que faz na Apae. “Gosto de fazer os ovinhos, as colagens e de fazer os ovinhos de páscoa”. Já a amiga, Marcela Almeida Pavão, ressaltou o amor por quem convive com ela na instituição. “Gosto muito daqui, dos amigos, dos professores, da diretora”, destacou.

A fonoaudióloga resumiu o sentimento de quem conhece um portador da síndrome, do que eles nos ensinam. “Eles sempre têm um sorriso nos lábios para te dar, muito amor e muito carinho, sempre são muito afetuosos. E essa é a maior lição, a alegria de viver”.

 



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Créditos: Raphael Carrasco/JP Isadora Brehmer/JP
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