Jornal de Pomerode

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Uma joia da natureza

Ribeirão Souto possui árvore com mais de 250 anos, que é preservada pelo proprietário do local. Um verdadeiro tesouro natural escondido aos olhos de quase toda a população de Pomerode e da região.

adf393eab92cd0de6f7f584e2e654df6.jpg Foto: Equipe JP

Um tesouro natural escondido aos olhos de quase toda a população de Pomerode e da região. No interior da cidade, no bairro Ribeirão Souto, os locais de morro e mata fechada escondem uma árvore bicentenária

Na propriedade de Gavin Bourdon e Maria Rita Garcia, paulistas que vivem em Pomerode, a árvore ficou escondida por décadas, até que, em meados de 2005, enquanto explorava o terreno, Bourdon a encontrou. Naquela época, há 12 anos, entrou em contato com um professor de biologia conhecido, da Universidade Regional de Blumenau (Furb), para que precisasse de que árvore se tratava. 

Então, segundo o proprietário, dois estudantes que estavam concluindo a graduação em biologia, foram até o local e avaliaram a árvore. Hoje, depois de mais de uma década da descoberta, estima-se que a Figueira (Ficus Organensis), tenha cerca de 260 anos de idade e mais de 30 metros de altura, o equivalente a um prédio de oito andares. Os estudantes, ainda, na época da avaliação, estimaram que ela seria a maior da espécie no Vale do Itajaí

E, foi para mostrar essa joia da natureza pomerodense, que um grupo de cerca de 26 pessoas, incluindo a equipe do Jornal de Pomerode, neste domingo, dia 17 de dezembro, às 09h30min, realizou a caminhada até a árvore. A trilha durou cerca de uma hora, em meio à mata, com subidas e descidas, além de trechos que exigiam atenção por serem mais íngremes e estarem lisos e úmidos.

Mas nada disso retirou a animação do grupo, que não se decepcionou quando, finalmente, encontrou a tão famosa Figueira. Depois de passarem longos minutos apenas admirando a beleza e a grandiosidade da planta, os aventureiros se uniram e abraçaram a árvore, sendo que mais de 20 pessoas foram necessárias para completar a tarefa. Além disso, todos queriam fazer um registro daquele momento especial. 

Guia do grupo e proprietário do terreno, Bourdon contou um pouco da história da região, a qual ele pesquisou e se informou sobre e afirmou o desejo de preservar o local, sugerindo, também, fazer do passeio uma rota turística da cidade. 

Maria Rita concordou com o marido e refirmou a importância da preservação, devido à diversidade de espécies do local. “É uma área muito bonita, com pássaros, outros tipos de plantas, várias outras espécies nativas que vivem ali, além de mais árvores centenárias. Sempre levamos apenas grupos fechados, sempre com a presença de um guia, para que o local seja preservado”, ressalta. 

O casal conta, também, que está se organizando para poder receber ainda mais grupos para realizar o passeio, podendo ser de empresas, escolas, turismo, mas sempre apenas com agendamento prévio, para que haja tempo hábil para organizar a visita e realizá-la nas melhores condições. 

O local possui uma rica biodiversidade, com mais de 30 espécies entre bromélias, orquídeas, barba de velho, samambaias, além de pequenos mamíferos e aves que sobrevivem graças à Figueira bicentenária. 

 



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Créditos: Raphael Carrasco/JP Raphael Carrasco/JP Equipe JP Divulgação
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