Jornal de Pomerode


Uma doença que merece atenção

O principal sintoma da endometriose é a intensa cólica abdominal, que pode ir aumentando ao longo do tempo, causando, inclusive, a infertilidade. E este é, em sua maioria, o principal motivo para que as mulheres procurem auxílio médico: não conseguir engravidar.

c141afc1e072eb466c840de10d815803.jpg Foto: Divulgação

O principal sintoma da endometriose é a intensa cólica abdominal, que pode ir aumentando ao longo do tempo, causando, inclusive, a infertilidade. E este é, em sua maioria, o principal motivo para que as mulheres procurem auxílio médico: não conseguir engravidar.

A doença, que não tem cura, mas possui controle e tratamento, atualmente, conta com um diagnóstico mais precoce. “A laparoscopia, método cirúrgico com auxílio de vídeo, é um facilitador do diagnóstico. Quando a paciente chega ao consultório, a sua principal reclamação está relacionada à dor ou à infertilidade. Então, inicia-se a investigação das possíveis causas. Em seguida, o exame possibilita a confirmação do diagnóstico. É importante ressaltar que a endometriose é uma doença que não tem cura, mas possui controle e tratamento, o qual permite que as pacientes tenham mais conforto e qualidade de vida”, afirma o médico ginecologista e obstetra, Roberto Amorim Moreira.

A doença pode ser diagnosticada em qualquer idade. No entanto, o médico ressalta que em mulheres com mais de 30 anos, a endometriose é mais frequente. “Na atualidade, as mulheres tendem a engravidar após esta idade, uma vez que procuram estabilidade antes de ter filhos. E então, algumas dificuldades podem surgir, visto que 30% das mulheres com infertilidade têm endometriose e procuram o médico por não poderem engravidar. Como a doença não possui cura, é através do diagnóstico precoce e tratamento adequado a cada caso que as mulheres poderão ter uma vida comum, sem dor”, ressalta Moreira.

É importante que toda mulher faça o acompanhamento regular junto ao ginecologista, para que mantenha sua saúde em dia. 

A endometriose - O endométrio é uma mucosa que reveste a parede interna do útero, sensível às alterações do ciclo menstrual, e onde o óvulo, depois de fertilizado, se implanta. Se não houve fecundação, boa parte do endométrio é eliminada durante a menstruação. O que sobra volta a crescer e o processo todo se repete a cada ciclo.

A endometriose acontece quando o endométrio, tecido que reveste o útero, cresce para fora do órgão. Os fragmentos vão parar no ovário, nas trompas e até em regiões vizinhas. Mesmo deslocado, o tecido excedente é estimulado a crescer e, na hora da menstruação, descama junto com o endométrio original.

A inflamação pode ser provocada por células do endométrio que, em vez de serem expelidas, migram no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se e a sangrar.

Dr. Roberto Amorim Moreira – CRM 6549 – RQE 2211/2212



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