Jornal de Pomerode

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Uma cidade que encanta

Turista visita Pomerode e reproduz o Portal Sul fielmente em um desenho. Érika Heim Paulino revela que o motivo foi o encantamento pelo local e pela cidade.

fc3b1cde511f2ff187039a6e1c312c40.png Foto: Arquivo Pessoal

Já não é novidade que quem chega a Pomerode vindo do Sul, se encanta com o Portal Sul, cartão postal da cidade, que “recebe” a todos que chegam pela SC-421. Registros do local são comuns, por meio de fotos e “selfies” tiradas em frente ao Portal, mas um registro diferenciado, de uma visitante de João Pessoa, na Paraíba, chama a atenção, pela criatividade e autenticidade. 

Érika Heim Paulino, de 24 anos, é artista e arquiteta, e estava visitando diversas cidades de Santa Catarina. Ela revela que, logo que definiu seu roteiro, escolheu pontos turísticos para retratar com desenhos. “Escolhi o Portal Sul para representar Pomerode pois, para mim, ele significa o meu primeiro contato com a cidade, as ‘boas vindas’ a este local tão único. Seus detalhes em enxaimel já são um prenúncio de toda a riqueza arquitetônica que iremos encontrar ao percorrer as ruas da cidade”, explica a artista.

Mesmo sendo natural do Nordeste do país, a família materna de Érika é descendente de alemães, por isso, visitar Pomerode foi especial. “Aqui na Paraíba não houve uma colonização alemã como podemos observar na região sul do país, portanto, para nós, é sempre uma grande alegria poder visitar cidades que apresentam características fortes deste povo. A visita a Pomerode nos possibilitou uma religação com nossas origens. Observar os edifícios em arquitetura enxaimel, poder provar da gastronomia típica e conhecer mais da história dos imigrantes foi de uma satisfação imensa”, pondera.

O desenho impressiona pelos detalhes arquitetônicos, mas, segundo Érika, ela levou cerca de uma hora para finalizá-lo e explica que foi devido à técnica utilizada. “Em um primeiro momento, realizei o esboço do desenho com grafite e, para finalizar, utilizei canetas nanquim. Para a produção dele, levei por volta de uma hora, isto porque este se trata de um sketch, um croqui, ou seja, um desenho feito de modo mais rápido, retratando a ideia de modo geral do que se propõe desenhar. Já se tratando de trabalhos mais detalhados, como geralmente costumo produzir, levo por volta de alguns dias para a conclusão”, afirma.

Érika é formada em Arquitetura e Urbanismo, mas revela que é apaixonada por história da arte, além do gosto por conhecer novos lugares e edifícios históricos. Por conta disso, a artista destaca que suas produções artísticas são influenciadas por estes pontos. Em seu Instagram (@erikaheim.arqarte), meio pelo qual ela divulga seus projetos, é possível perceber a predominância de trabalhos relacionados à arquitetura. 

“Também produzo desenhos de animais e vegetações, porém, estes são em menor número se comparados aos de edifícios, pessoas, e mais recentemente, aos trabalhos de restauração digital de fotos antigas que tenho realizado”.

Desde cedo, como relata a artista, começou a demonstrar atração pela arte. Ainda criança, iniciou estudos sobre desenho na escola local Galeria Brasil-África, onde pode experimentar diversas técnicas diferentes, entre elas, desenhos em grafite, com lápis de cor, giz de cera, carvão, aquarela, com canetas nanquim e pintura em tela. Hoje, Érika se dedica mais a produções referentes a desenhos de figuras humanas em grafite e de edificações utilizando canetas nanquim e aquarela.

“Gosto bastante de desenhar figuras humanas e tenho desenvolvido vários trabalhos nesta temática ao longo desses dois últimos anos, porém, retratar edifícios históricos, com toda a sua arte, riqueza de detalhes e formas, também me atrai imensamente. Encaro cada desenho como um desafio e me dedico, com muito carinho, a cada um que faço. Sempre procuro traçar a maior quantidade de detalhes que identifico, para que o desenho fique bastante semelhante à imagem utilizada como referência. Dentre os desenhos de arquitetura que fiz até hoje, o que mais gosto e que considero mais detalhado, foi o que produzi da Torre do Big Ben, situada em Londres”.

Érika garante que pretende vir a Pomerode mais vezes, pois admite que houve locais que não conseguiu visitar. “A cidade é encantadora, não só no quesito arquitetônico, mas se tratando de paisagens naturais, gastronomia, tradição, organização”, ressalta a artista.

 



Galeria de fotos: 3 fotos
Créditos: Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal Arquivo Pessoal
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