Jornal de Pomerode


Uma batalha vencida

Foi somente quando terminou o tratamento, em 2014, que Leyla Karsten, hoje com 43 anos, se deu conta do quão forte era perceber que estava com câncer na mama. A descoberta do tumor foi um ano antes, em 2013, e veio após a mulher começar a ter dores fortes no seio esquerdo.

514a7731bae245c0d5b4808ac8a56915.jpg Foto: Isadora Brehmer/JP-Leyla Karsten, curada há três anos.

Foi somente quando terminou o tratamento, em 2014, que Leyla Karsten, hoje com 43 anos, se deu conta do quão forte era perceber que estava com câncer na mama. A descoberta do tumor foi um ano antes, em 2013, e veio após a mulher começar a ter dores fortes no seio esquerdo, que, em um primeiro momento, pensou ser causada pela inflamação de uma glândula. Mas as dores não cessaram. Após consultar o médico da família, ele solicitou que Leyla fizesse uma mamografia, que acusou uma anomalia no seio. 

O médico analisou o resultado e pediu, também, um ultrassom, que confirmou a existência da doença. “Eu nunca tinha feito uma mamografia antes, porque não havia histórico de doenças deste tipo na família e eu também não tinha completado 40 anos de idade ainda. Então foi uma surpresa descobrir o câncer”, relata Leyla. 

A empresária conta, também, que, no momento em que descobriu, ficou sem chão, sem saber o que fazer ou a quem recorrer. “Resolvi conversar com a minha prima, que é médica em Itajaí e ela me indicou uma clínica que conta com uma equipe completa para auxiliar no tratamento, e eles foram fundamentais”, garante. 

Outra motivação, a principal, foi o filho, que, na época, tinha apenas quatro anos. Leyla afirma que ficou apavorada com a possibilidade de não conseguir vê-lo crescer e isso lhe deu força para enfrentar o que viria a seguir. 

Depois do choque inicial, era o momento de decidir como proceder com o tratamento. De acordo com a avaliação dos médicos, era arriscado fazer primeiro uma cirurgia, como normalmente se procede em casos de câncer. Então, a primeira etapa foi logo a quimioterapia. 

“Eu fazia as sessões de quimio toda a sexta-feira, começando em abril de 2013. Por sete meses, tinha quatro horas semanais de tratamento. Houve vezes que eu precisei ficar internada, pois a quimioterapia afeta a imunidade e eu fiquei com um baixo número de plaquetas. Toda a semana eu fazia um novo exame de sangue, para controlar como estava a minha situação”.

Ao final de todas as sessões neste período, por volta de janeiro de 2014, os nódulos sumiram e ela pôde fazer a cirurgia de retirada do seio esquerdo e colocar a prótese. Mas, já em março de 2014, começou a fazer radioterapia, etapa final do tratamento. 

A radioterapia durou até maio de 2014 e nos três primeiros anos após finalizado o tratamento, precisou fazer um acompanhamento no médico de três em três meses. A partir de 2018, este acompanhamento será de seis em seis meses.

Porém, como já citado, a consciência do que havia enfrentado  veio somente quando o tratamento terminou, e junto com ela, começou a aparecer a depressão. Hoje, Leyla precisa de acompanhamento de um psiquiatra para enfrentar a realidade. “Eu demorei a ter coragem para falar sobre o assunto, mas a partir do momento em que eu comecei a conversar sobre, percebi que ficava mais fácil encarar a situação”. 

Leyla vai tirar o outro seio como prevenção, pois não houve uma causa certa para o aparecimento do tumor. 

Ela alerta, ainda, sobre a importância de se ter o diagnóstico precoce da doença. “As pessoas não podem se deixar vencer pelo receio de descobrir algo, se pensam ou se alguém recomenda fazer a mamografia. Deve-se tentar fazer o exame antes que algo de estranho apareça. É preferível ter o resultado e poder começar o quanto antes, do que esperar demais e depois ter pouco tempo”, ressalta Leyla. 



Veja também:









Mais vistos

Publicidade

  • 50b2324f0aa1127b27ce46c6d6dd7ed4.jpg