Jornal de Pomerode

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Uma batalha que dura 20 anos

Doraci Jenichen Resner luta contra o câncer de mama desde de 1998. Hoje, ela é voluntária da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Pomerode.

1690d2b2572138b32ba0c3031ea28782.jpg Foto: -Hoje, Doraci atua como voluntária da Rede Feminina de Combate ao CâncerRaphael Carrasco/JP

O Câncer é considerada uma das doenças que mais mata no Brasil e no mundo. Para se ter uma noção, são esperados entre 2018 e 2019, 1,2 milhão de novos casos de câncer no país, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

E quem já passou ou está passando pela doença, enfrenta diferentes batalhas para a sua cura. É o caso de Doraci Jenichen Resner, 60 anos, que luta contra um câncer de mama, há 20 anos. Ela descobriu a doença no ano de 1998, quando completava 40 anos de vida. Na época, ela trabalhava como secretária e, quando recebeu a notícia de que havia um pequeno tumor em seu seio, ficou extremamente consternada. No mesmo ano, Dona Doraci fez uma cirurgia para a remoção do nódulo presente em sua mama. Logo após, realizou tratamentos de rádio e quimioterapia, por cerca de seis meses. 

Por um tempo, os tumores haviam desaparecido. Mas, em 2009, em um exame de rotina, um nódulo novamente foi encontrado em sua mama, fazendo com que, no mesmo ano, fizesse a cirurgia da retirada do seio. Desde 2003, ela toma remédios para que os tumores não se expandam para outras regiões do corpo. Porém, nesses 20 anos de batalha contra o câncer, pequenos tumores de menor gravidade, apareceram no pulmão e na glândula supra renal, um pouco acima do rim.

A história de Doraci inspira muitas mulheres que estão passando pela mesma situação. Além de ser professora de alemão na E.B.M. Noemi Schroeder, ela é voluntária da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Pomerode, desde 2014, e se considera um exemplo para as outras.

“Em 1998, eu trabalhava na academia Água Doce e a Márcia (Hass Avancini), presidente da RFCC na época, levou grupos para que me visitassem, durante a doença. O grupo me acolheu muito bem e aquilo me deu forças para que eu tirasse da minha cabeça que meu câncer era uma sentença de morte. E hoje, estou aqui, desde 2014, atuando como voluntária na Rede Feminina de Combate ao Câncer, e trago minhas histórias para essas guerreiras que estão passando pelo mesmo. Para mim, é extremamente gratificante poder ajudar”, exalta Doraci.

E, no dia 08 de abril, é celebrado o Dia Mundial do Combate ao Câncer. E na Rede Feminina de Pomerode, são atendidas mais de 40 pessoas. A presidente, Sulamita Faqueti Amandio, destaca a importância da Rede para quem está enfrentando a doença.

“Para as mulheres que são acometidas pelo câncer, a Rede tem uma importância fundamental. Ela leva um pouco de carinho, alento e informação para elas. Hoje, acompanhamos mais de 40 pessoas e atendemos aqui, não apenas mulheres, mas homens, também”, explica a presidente.

Para o Dia Mundial de Combate ao Câncer, a Rede Feminina de Pomerode irá realizar panfletagens na cidade, para alertar a gravidade da doença, durante o fim de semana, nos dias 07 e 08 de abril.



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