Jornal de Pomerode

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Um show de luzes abaixo de zero

Intercambista pomerodense relata experiência de ver uma Aurora Boreal, no extremo norte do planeta. Felipe André Rahn, que está morando na Europa, conta que presenciar uma Aurora Boreal não estava em sua lista de sonhos, mas o momento, para ele, foi inesquecível

1ff6f5617ab5d15b0e8967b227b52e56.jpg Foto: Divulgação

Poucos fenômenos naturais do mundo são tão encantadores e emblemáticos como a Aurora Boreal. O show de luzes naturais no céu pode ser visto em regiões mais próximas aos polos da Terra e conseguir curtir esse espetáculo da natureza é uma chance que não pode ser desperdiçada.

E quem teve esta oportunidade foi o intercambista pomerodense Felipe André Rahn, que está morando na Europa, a fim de complementar sua formação. Durante suas viagens para conhecer o continente, ele esteve na cidade de Tromso, no extremo norte da Noruega, no fim do mês de janeiro e, no dia 30, ele e um grupo de amigos foram agraciados com o fenômeno de luzes.

A cidade norueguesa é conhecida como a capital das auroras boreais, já que está localizada no chamado Cinturão da Aurora, uma região privilegiada para se ver o fenômeno. O intercambista conta que presenciar uma Aurora Boreal não estava em sua lista de sonhos que gostaria de realizar em sua estadia na Europa. “Ver uma Aurora Boreal não estava nessa lista, pois mesmo sendo um sonho, ainda parecia algo muito distante. E talvez isso tenha tornado a experiência ainda mais incrível, o fato de ter sido, até certo ponto, totalmente inesperada”, relata Rahn.

As tão esperadas luzes deram o ar de sua graça no dia 30 de janeiro, mas elas podem ser observadas durante um período que vai, mais ou menos, de outubro a março, quando as noites são mais longas do que os dias, o que facilita a sua visualização. Rahn viajou com um grupo de quatro amigos, mas para a “caçada” à Aurora Boreal contrataram uma agência de caçadores especializados.

“Todos os dias, eles fazem um estudo para analisar as condições meteorológicas e decidir qual o melhor local para procurar as luzes. No dia em que fomos, estávamos em um grupo com, mais ou menos, 50 pessoas e os caçadores nos levaram para lugares completamente isolados, fugindo das luzes da cidade. Além disso, nos explicam tudo sobre o fenômeno, tiram fotos e servem um chocolate quente, altamente bem-vindo nos ‘refrescantes’ -22° C daquela noite”, conta.

Mas mesmo tendo que enfrentar o frio extremo, ele destaca que a experiência de vivenciar a Aurora Boreal vale muito a pena. “As fotos exageram um pouco, pois as câmeras captam mais do que nossos olhos podem ver, mas mesmo assim, a Aurora Boreal é algo sensacional. Tivemos a sorte de pegar um dia com atividade magnética intensa, então, em alguns momentos, ainda conseguimos ver as luzes ‘dançando’ no céu, um espetáculo indescritível”, ressalta.

Primeiramente, Rahn descreve que foi emocionante, pois é um espetáculo maravilhoso e que não imaginava ter a oportunidade de ver algum dia. E ele admite que a sensação de realizar este sonho é algo difícil de explicar.

“Segundo, foi um sentimento de alívio e missão cumprida, pois, querendo ou não, fomos literalmente para o fim do mundo, em um frio absurdo, dependendo da sorte para ver as luzes. E por fim, um sentimento pleno de felicidade, aquela sensação de uma criança boba com um brinquedo novo, de estar encantado com mais uma descoberta nesse mundão. Os sentimentos que esses momentos, não só da Aurora, mesmo outros mais simples, proporcionam, não é algo que dê para registrar em uma foto ou explicar num diário. Mas são, acima de tudo, essas sensações, de realização, daquele filme na cabeça, de estar entre amigos, de saudades de casa, que estão fazendo esse intercâmbio valer a pena”, declara.



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Créditos: Divulgação Divulgação Divulgação Divulgação
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