Jornal de Pomerode

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Um rosto conhecido na cidade

Aposentada vem para o centro de Pomerode, todos os dias, para vender cartelas de TriMania. Hoje, aos 57 anos, a simpatia e o sorriso no rosto de Inge, fazem com que os clientes se tornem fiéis e muitos fazem questão de comprar as cartelas somente com a vendedora

f510ea4466f4a33e35cf21f0a6507b85.jpg Foto: Isadora Brehmer/JP

Quem passa todos os dias, pelo centro de Pomerode, pode perceber que, sentada em um banquinho, embaixo de um guarda-sol amarelo e cercada por uma mesinha, há uma senhora que está ali, tirando o “seu pão de cada dia”.

Essa senhora se chama Inge Schork e está, todos os dias, vendendo cartelas da TriMania, na esquina entre as ruas Luiz Abry e Frederico Weege. Inge mora no Ribeirão Clara, próximo à Calesita, e vem a pé, de sua casa até o local onde monta a pequena estrutura, na qual trabalha diariamente. Faça chuva ou faça sol, Inge está sempre ali, vendendo as cartelas que ajudam no seu sustento.

Inge é natural de Trombudo Central e veio para Pomerode quando tinha 14 anos. Lá, na cidade do Alto Vale, sempre trabalhou no campo, juntamente com sua família, mas ao se mudar para cá, largou a agricultura e passou a atuar na indústria.

Nesse tempo, a aposentada já trabalhou em diversas empresas do setor industrial da cidade. Mas, um pouco antes de começar a vender as cartelas no Centro, Inge trabalhou com reciclagem e puxava a sua carrocinha pelas ruas de Pomerode, atrás de materiais recicláveis que poderiam ser vendidos. Mas, como o terreno de sua casa não comporta uma grande quantidade de materiais separados pela aposentada, resolveu parar e seguir outros caminhos.

E, desde 2015, está atuando como vendedora. Desde então, apenas quatro pessoas levaram algum tipo de prêmio nos sorteios da TriMania, com isso, Inge levou, no total, R$ 400,00 como parte da venda do sorteio. Mas, o que ela mais gosta, é quando as pessoas, além de comprar as cartelas para tentar a “sorte grande”, param para bater um papo.

“Eu gosto de trabalhar com o público. É legal quando as pessoas vêm até aqui e contam suas histórias. É bem diferente do que eu fazia, mas sou muito feliz com que eu faço e não sinto vergonha da minha ocupação. E, não posso reclamar da minha vida, pois eu tenho como andar, posso enxergar e muita gente passa por dificuldades maiores e se eu tenho como, por que não trabalhar, não é mesmo?”, comenta.

Hoje, aos 57 anos, a simpatia e o sorriso no rosto de Inge, fazem com que os clientes se tornem fiéis e muitos fazem questão de comprar as cartelas somente com a vendedora.

“Isso é muito legal. Você ver que as pessoas voltam para comprar com você ou só adquirem as cartelas comigo, é algo que eu levo com muito carinho. E, essas coisas me motivam a trabalhar”, afirma a vendedora.

Inge já se considera uma pomerodense. Ela possui cinco filhos, todos casados e que residem na cidade. 

 



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