Jornal de Pomerode


Um aconchego de escola

Crianças do Alto da Serra, em Pomerode, fazem parte de uma verdadeira família na escola Raulino Horn

A Escola Municipal "Raulino Horn", lá no Alto da Serra, quase na divisa de Pomerode com Jaraguá do Sul, é um aconchego para as crianças que estudam no local. Escola pequena, com apenas 35 alunos, mas bem acolhedora, com características de uma verdadeira família.Crianças da educação infantil até o 5º ano, todas se conhecem e são verdadeiras amigas.


Única escola rural, considerada do campo, em Pomerode, tem muito apoio da comunidade e do governo. Em 2014 entrou em vigor a Lei 12.960, que dificulta o fechamento de escolas do campo, indígenas ou quilombolas. E, com isso, a escola pode contar ainda mais com a participação e auxilio dos moradores da região, Prefeitura e também apoio federal. Por ser do campo, a escola tem a oportunidade de receber uma verba federal, destinada especialmente a escolas da área rural.


Com uma das verbas recebidas, a escola Raulino Horn pôde reformar a cozinha e refeitório, que algum tempo atrás ainda era com o chão de madeira, que não é adequado, muito menos higiênico para este tipo de ambiente. Agora, a cozinha e refeitório estão dentro dos parâmetros exigidos. A escola também construiu uma cisterna, com verba federal que veio para isso. E que foi muito utilizada para lavar a quadra de esporte, que por não ser coberta, necessita de limpezas frequentes.


Este dinheiro que chega na escola, deve ser todo aplicado, conforme solicitado, e para fins específicos na escola, para que continuem recebendo este auxílio. Para a diretora Mirtes Flohr Siewerdt, este dinheiro é de grande ajuda para toda a escola.


O projeto deste ano da APP e da direção da escola, é poder fazer divisórias em uma das salas que possuem, para terem a sala dos professores e também de informática separadas, já que este ano tiveram um aumento de professores na escola. "Outro projeto que tem a participação dos alunos, é da horta na escola, fazendo com que aprendam a cultivar verduras, legumes e até frutas da forma correta, que são utilizados pela merendeira no almoço das crianças. No ano passado os alunos plantaram, salsinha, cebolinha verde, tomate cereja, alface e até morango", conta Mirtes.


Para melhorar a segurança, a escola, juntamente com a secretaria de educação, está aguardando uma autorização para dar andamento no projeto de aumentar o muro da escola. Como está localizada em frente a rodovia, existe a preocupação com os alunos. Os muros são facilmente puláveis, podendo gerar transtornos para a escola e comunidade. Sem contar que existe uma preocupação, com pessoas estranhas que podem vir a entrar na escola sem nenhuma autorização.


O projeto era para aumentar os muros, colocar um portão eletrônico, tudo isso em parceria da APP da escola com a Prefeitura, trazendo mais segurança e tranquilidade para a direção, professores, e aos pais que tem seus filhos estudando lá. Segundo a diretora Mirtes, a secretaria de educação já encaminhou um oficio ao órgão responsável, no início de 2015, para solicitar essa alteração no muro, mas até o momento, não tiveram um retorno.


Para a Diretora Mirtes, a escola vem se mantendo bem, no início da gestão de Claudio Volkmann, presidente da APP, foi realizada uma festa e o dinheiro que arrecadaram, estão conseguindo manter em caixa, muito disso também, só é possível com a contribuição espontânea dos pais. Então, a APP vem fazendo um ótimo trabalho. Sempre que a escola necessita de algum reparo emergencial e que não pode esperar pela prefeitura, é a APP que ajuda e faz. Na sala de aula e também na varanda que foi feita ao lado da escola, para as crianças ficarem em dias de chuva, foi colocado forro e, tudo custeado com o dinheiro arrecadado pela APP.


Com certeza uma escola que cresce a cada ano, que busca melhorias em sua estrutura e no ensino dos alunos, não poderia continuar se não fosse pela ajuda, apoio da comunidade, dos pais de alunos e até ex-alunos. O presidente da APP, Claudio Volkmann, diz que é muito apoiado pela comunidade e o governo, o que ele pode fazer pela escola, faz com satisfação.

 

"Tenho satisfação em poder ajudar, e o importante é fazer de coração, não adianta pensar que outra pessoa pode fazer tal coisa. É pro bem-estar das crianças e da comunidade".

 

 



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Créditos: Foto: Jéssica Wollick / JP Foto: Jéssica Wollick / JP Foto: Jéssica Wollick / JP









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