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UFC: negócios e lazer no Brasil e no Mundo

Ao final do ano, o UFC – Ultimate Fighting Championship – entrará na sua 26ª edição. Tudo começou lá atrás, em novembro de 1993 em Denver, nos Estados Unidos, e as disputas aconteciam entre atletas com diferentes experiências em martes marciais.

e10f6c257e46d62e090480add7c6cfe3.jpg Foto: Divulgação

Ao final do ano, o UFC – Ultimate Fighting Championship – entrará na sua 26ª edição. Tudo começou lá atrás, em novembro de 1993 em Denver, nos Estados Unidos, e as disputas aconteciam entre atletas com diferentes experiências em martes marciais.

A graça era ver como um especialista em hapkido, por exemplo, conseguiria vencer um que lutava jiu jitsu ou um como um atleta de taekwondo se defenderia de um que fizesse luta greco-romana. Daí o nome da modalidade: artes marciais mistas.

O evento de estreia, curiosamente, quase aconteceu no Brasil, mas acabou ficando nos Estados Unidos. Um produtor de TV achou interessante a proposta do evento e, vendo semelhanças entre a luta e um jogo de videogame, apostou que seria um sucesso na televisão. Não poderia estar mais certo.

Hoje, o UFC é muito conhecido em qualquer lugar. Do seu surgimento e o grande alcance atingido através dos programas de televisão por pay per view nos Estados Unidos e hoje espalhado pelo mundo, o campeonato de artes marciais combinadas (mixed martial arts ou MMA em inglês) é uma imensa competição de luta amada por muitos. Hoje, os atletas não são mais especializados em apenas uma luta, mas, como a sigla delas acompanha, por várias artes marciais, enriquecendo o espetáculo um tanto violento e rápido demais para poucos e bastante emocionante para muitos.

No Brasil, não é diferente. Nós temos nossas estrelas, como o resistente e resiliente Anderson Silva ou os incríveis Minotauro, Shogun e José Aldo. Além disso, também transmitimos e produzimos os grandes eventos ao vivo nos estádios adaptados e ringues nas principais cidades do país. Os campeonatos, são exibidos em programas ao vivo por pay-per-view e também por canais de televisão por assinatura especializados no tema - quando não são numerados e seguem fora de competição.

Desta forma, as lutas também tornaram-se um grande negócio com altíssimo retorno financeiro e alcance midiático, sendo atrativo para patrocinadores de atletas, dos próprios eventos ao vivo e, claro de suas transmissões, com propagandas e anúncios publicitários.

Além de sua verve urbana que acompanha a modalidade, com manifestações culturais nas principais cidades do mundo, desafios, eventos em bares e programas de TV para discutir o tema para além dos octógonos, o Campeonato é também um lugar para fazer negócios e fomentar a economia. Seu alcance global aumenta o interesse de grandes empresas e promove interessantes parcerias e eventos mistos. Desta maneira, a combinação é um sucesso garantido: o evento desempenha uma dupla função de tornar a empresa parceira mais conhecida do público, estimulando seu interesse por produtos e estilo de vida ali oferecidos, que comungam com os ideais do UFC. Benefícios para os dois lados.

Não apenas isso, mas ainda conta, ao longo de sua história, com personagens de peso, verdadeiros ídolos, como os astros de cinema de Hollywood. Em realidade, eles acabam sim sendo como os grandes atores, que incorporam seus personagens ao subir no ringue ou apenas em desafiar seus oponentes na mídia. Há a eterna brincadeira de quem fala muito e nada luta x quem está ali para lutar e fala pouco, mas nada passa de provocação. Este alarde estimula a reação do público, que, incitado pela ousadia e curiosidade, não perde o espetáculo.

Fruto de estratégia mercadológica com o surgimento do pay-per-view ou apenas pela diversificação do entretenimento, o fato é que, aos vinte e seis anos, os eventos de MMA atingiram a maturidade e vieram para ficar. São estabelecidos e consolidados nos mercados de negócios e lazer, estimulam a economia do entretenimento e dos esportes, promovem parcerias lucrativas.

Não suficiente, são uma diversificação das clássicas lutas de boxes que nossos pais assistiam de madrugada. Aqueles atletas e estes de agora, contam com a mesma garra e gana em vencer ao custo de seu próprio físico. A diferença talvez resida em um pouco mais de tecnologia e preparo por parte deles, de suas equipes e, claro das emissoras de televisão.  



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