Jornal de Pomerode

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Três idiomas e um sentimento universal: saudade

Intercambistas estão encerrando a sua estadia em Pomerode e contam sobre as experiências vividas aqui.

89bc4ea04bca936b93770203d350f196.jpg Foto: Raphael Carrasco/JP

Um mês. Esse é o tempo que resta aos intercambistas Alexis Hemery, da França, Chiara Catanzaro, da Itália, e Haruto Shiga, do Japão, para aproveitarem a beleza e a tranquilidade pomerodense, antes de retornarem aos seus países de origem. Isso porque, no dia 29 de junho, a aventura do intercâmbio irá terminar.

Passado quase todo o período de 11 meses, que era a duração do intercâmbio, os três estrangeiros puderam vivenciar diversas novas experiências e conhecer novos lugares, não só em Pomerode. Porém, foi aqui que eles fizeram a maioria das amizades, como destaca o francês Hemery.

“Conheci muitos amigos do meu irmão ‘postiço’ daqui do Brasil e pude me tornar amigo deles também. Inclusive, vou manter contato com meu irmão daqui, já que ele irá fazer intercâmbio para a França no final do ano, e ficará hospedado na minha casa lá”, conta o intercambista.

A italiana, Chiara também fala sobre as amizades que fez aqui e afirma que irá sentir muita saudade quando for embora. “O que mais gostei do Brasil foram as pessoas e logo que cheguei, já consegui fazer amizades aqui. Todos foram muito acolhedores e fizeram eu me sentir em casa. Com certeza, irei sentir muita saudade de todos aqui”, relata.

O japonês Shiga, embora mais tímido e com menos familiaridade com o português, contou que a experiência foi muito legal e que pôde aproveitar muito. “O mais difícil foi o idioma, tanto que meu português ainda é mais ou menos. Mas na escola conseguia me entender, porque falava em inglês com os colegas. Já em casa, pude falar japonês, porque o meu ‘irmão’, o Héctori, foi para o Japão e aprendeu a nossa língua”, comenta.

Quando o assunto é escola, a única que não teve tantas dificuldades foi Chiara, já que, segundo ela, sua escola na Itália tinha um nível alto. “Fiquei adiantada nos conteúdos aqui, porque muita coisa eu já tinha aprendido na Itália. Eu sinto até falta de estudar muito de novo, e acho que vou demorar a pegar o ritmo de novo na Itália”, admite, brincando.

Sentir falta de algo. Fato que é comum e compreensível para quem passou tanto tempo longe de casa. Para Shiga e Chiara, a saudade já está apertando, e ambos admitem que sentem falta de casa. “Sinto muita falta da comida da Itália, da minha família, do meu namorado, de estudar e, também, do mar. Minha cidade tem praia, então, sinto muita falta de estar perto do mar”, revela.

Para Hemery, a saudade ainda não apertou, tanto que ele admite que adoraria ficar mais tempo no Brasil, inclusive, até mesmo, morar aqui. 

Porém, o que é um fato comum para os três é o gosto pelo açaí, produto típico brasileiro, que, segundo os intercambistas, é delicioso. Inclusive, em várias oportunidades, a opção de passeio com os amigos foi a ida até um estabelecimento que oferece açaí, e era um dos preferidos dos estrangeiros.

A comida típica da cidade também foi um ponto destacado pelos intercambistas, como algo que gostaram. Eles também falaram da Festa Pomerana, que todos visitaram e, pelo que relataram, também foi uma experiência muito divertida.

Além de Pomerode, os três tiveram a oportunidade de conhecer outras cidades e estados brasileiros, ampliando o seu conhecimento sobre a cultura e conhecendo a diversidade brasileira. Alexis conheceu a cidade de Itajaí, em um passeio da AFS e Curitiba, saindo com a família. Já Haruto, pôde conhecer Manaus, no estado do Amazonas. “Lá é muito diferente daqui, principalmente a comida. Mas foi uma experiência muito legal”, conta o japonês.

Chiara foi a mais “viajada” do grupo, pois visitou Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Foz do Iguaçu, Curitiba, Florianópolis e Itajaí. “Tem muitas diferenças entre essas cidades, e parece até que ficam em países diferentes. Se eu pensar na visão que eu tenho do Brasil, cidades como Salvador e Rio de Janeiro parecem mais com o Brasil”, admite.

O que também é consenso entre todos é a certeza de que a experiência do intercâmbio, como um todo, foi muito prazerosa e repleta de aprendizados, que, segundo eles, lembrarão para sempre. E a nós, aqui, resta dizer um “até logo”, à bienôt (francês), ci vediamo presto (italiano) e Sugu ni aimashō (japonês).

 



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