Jornal de Pomerode

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Três anos de uma nova vida

História da batalha para encontra um doador de medula para Emanuel Penteado completa três anos e a família agradece pela saúde do menino.

0f2e2cdb3476f96d37bd62931f704597.JPG Foto: Divulgação

12 de dezembro. Uma data que ficará para sempre na memória da família Penteado e será comemorada como um aniversário. Neste mesmo dia, há três anos,  Emanuel Penteado, hoje com 12 anos, “nascia de novo” e começava uma nova vida, após passar por um transplante de medula. 

Desde os quatro anos, Emanuel sofria com a Leucemia e vivia em hospitais, sofrendo com as inúmeras sessões de quimioterapia. Em dois anos de tratamento, conseguiu superar a doença. Porém apenas dois meses depois o menino precisou voltar à rotina desgastante do hospital e das radio e quimioterapias. 
Em janeiro de 2013, as sessões de quimioterapia acabaram e Emanuel parecia bem, até janeiro de 2014, a Leucemia retornou. 

Foi então que começou a busca pelo doador. Como na família não havia ninguém que fosse compatível, foi feita uma campanha pela internet, na busca por um. Este só foi encontrado por meio do Redome, Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea, no final de novembro de 2014 e é de um doador que mora na Alemanha e a medula a ser transplantada veio diretamente de lá. 

E, então, a tão esperada cirurgia chegou e foi realizada no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. A partir daquele dia, Emanuel começou a ter uma vida nova. 

“Há muito a ser comemorado. É uma vida totalmente diferente da que ele tinha antes. É uma vida sem hospitais, injeções, quimioterapias e remédios. É uma vida que permite a ele brincar no sol, na chuva, andar de bicicleta, ir à praia, à escola. Mas mais do que comemorar, nós só temos a agradecer a Deus e ao nosso anjo doador por essa nova vida”, afirma a mãe do menino, Rosana Penteado.

Ela conta que, hoje, Emanuel leva uma vida totalmente normal, mas principalmente grato por ter sido abençoado com um doador compatível e a chance de uma vida nova. “Sempre acreditamos que ele conseguiria superar a doença e encontrar um doador de medula. Mesmo nos momentos mais difíceis e desesperadores, nosso pensamento sempre estava voltado a Deus e à cura do Emanuel”, ressalta Rosana. 

A família lamenta, ainda, não ter conseguido encontrar-se pessoalmente e conhecer o doador, desde que a cirurgia foi realizada. Rosana relata que já entraram em contato com o Redome para que seja possível, mas é necessário passar por vários processos para que o encontro aconteça. 

“Nosso desejo é conhecer nosso doador de medula. E, com certeza, nossa primeira atitude ao conhecermos ele seria abraçá-lo e agradecer muito pelo que ele fez por nós. Dizer o quanto rezamos por ele todos os dias, mesmo não sabendo quem ele era e que agora ele é parte da nossa família”, declara a mãe. 

Agradecer aqueles que sempre ajudaram, oraram e torceram pela cura de Emanuel também é algo que virou hábito para a família Penteado. Todos os membros garantem que o sentimento que fica é o da gratidão, por tudo ter terminado bem. 

“Gostaria de falar a todas aquelas pessoas que neste momento estão passando por alguma dificuldade ou doença, que, jamais percam a fé e a esperança. Acreditem e sempre pensem positivamente. Nós acreditamos e recebemos a maior graça que poderíamos receber: a vida do nosso Emanuel”, finaliza a mãe.

 



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