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Toda a delicadeza e a força da mulher no cuidado com animais

Veterinária do Zoo Pomerode revela dificuldades e alegrias no trabalho que visa garantir a melhor vida possível aos animais que vivem no Zoo.

38911decddaf2cf33cc6b146acc6d1a5.jpg Foto: Isadora Brehmer/JP

O Zoo Pomerode, atualmente, tem 1.150 animais sob seus cuidados e tutela, de mais de 270 espécies. E por trás desta grande estrutura montada para oferecer o melhor a eles, existem muitos profissionais que desempenham funções importantíssimas para o funcionamento do local. Uma destas funções é indispensável na estrutura do zoológico, a do veterinário. 

Em Pomerode, uma das pessoas que desempenha esse papel no Zoo, há cerca de três anos e meio, é Renata Felippi Ardanaz, veterinária, que diariamente se dedica ao cuidado com os animais que vivem no local. Ela explica que o trabalho veterinário no Zoo Pomerode é, principalmente, focado na medicina preventiva.

“Tomamos uma série de cuidados médicos para que os animais tenham bem-estar e estejam sempre saudáveis, cuidando com a alimentação, planejando um espaço que seja agradável para eles, no tamanho certo”, conta a veterinária do Zoo Pomerode.

Renata realiza seu trabalho no local de segunda a sábado, mas com regime de plantão aos fins de semana. Segundo ela, dificilmente existe uma rotina em suas tarefas, sempre há algo de diferente de um dia para o outro. “O dia começa normalmente com a ronda, observando como estão os animais, vendo se está tudo certo nos recintos, se precisam de comida, ou água, ou verificando quais as necessidades. Se houver algo errado com o animal, imediatamente ele é levado para fazer o tratamento”, afirma.

Já durante o período da tarde, Renata conta que são feitas atividades diferenciadas com os animais, que normalmente ensinam algo a eles. “Por exemplo, é montada uma trilha para que o animal siga e encontre o alimento, ou então feita alguma atividade que ensine a cooperar quando é necessário fazer algum exame, para que o animal não precise ser sedado. Não há uma rotina diária fixa, cada dia traz um desafio e uma atividade diferente”, ressalta Renata.

Outro exemplo citado pela veterinária, é quando um animal fica doente, a atenção fica mais voltada à recuperação dele, deixando outras possíveis atividades em segundo plano. Mais uma situação é quando chegam animais novos no Zoo, como por exemplo vindos da comunidade, ou que a Polícia Ambiental traz de apreensões. “Com estes animais que vêm de fora, fazemos um trabalho mais voltado à cura, buscando resolver os problemas com os quais eles aparecem”, revela a veterinária.

E foi exatamente a vontade de ter a capacidade de curar animais que motivou Renata a ingressar no curso de medicina veterinária. De acordo com a funcionária do Zoo Pomerode, fazer estágios durante a faculdade tanto em zoológicos como em clínicas de atendimentos a animais menores, ajudou-a a escolher o seu ramo de atuação, já que teve ambas as experiências, que são bastante distintas.

“Considero trabalhar no Zoo uma experiência desafiadora, pois precisamos lidar com muitas espécies diferentes de animais, com características muito distintas. Então é necessário sempre estar se atualizando, buscando mais conhecimento. Uma das melhores partes é poder trabalhar o condicionamento com os animais, ensinar os animais a cooperar, além de saber que pode proporcionar um ambiente melhor e mais bem-estar. Tem a parte do trabalho físico pesado em algumas oportunidades e o estresse psicológico, mas é muito bom. Responsabilidade e dedicação grandes. Sou feliz com o que faço, o que é ótimo, pois é preciso gostar para estar aqui dentro”, destacou Renata.

 



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Créditos: Isadora Brehmer/JP
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