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“Tem blitz na área”. Você sabe qual efeito esta frase pode causar?

Em Pomerode, grupos de blitz atrapalham o trabalho da Polícia Militar da cidade. A PM pede o apoio da comunidade para que as blitze não sejam divulgadas através do Whatsapp, para não comprometer o trabalho da Polícia

d35116e645a0b47bb75420f11fe3fbd7.jpg Foto: Raphael Carrasco/JP

Participar em grupos no WhatsApp, ou qualquer outra rede social, divulgando blitze e abordagens que a Polícia Militar de Pomerode realiza em torno da cidade, pode colaborar com a criminalidade e com o tráfego de motoristas embriagados. Por isso, o Tenente e Comandante do Pelotão da Polícia Militar da cidade, Fábio Verdasca de Luca, pede para que a comunidade pomerodense tenha consciência e pense duas vezes na hora de participar de grupos que compartilham informações de blitz.

Segundo De Luca, estar nesses grupos pode facilitar o transporte de drogas ou até mesmo, facilitar outras ações criminosas como assaltos e sequestros. “Nosso pelotão está realizando de três a quatro blitze por dia. Por isso, estamos começando a reforçar as abordagens. Mas infelizmente, algumas pessoas da comunidade pomerodense estão repassando informações. A gente tem ciência de quem são essas pessoas que administram esses grupos. Isso colabora com a propagação da criminalidade da cidade, pois sabemos que nesses grupos há pessoas que estão envolvidas em crimes e, também, aquelas que estão embriagadas, e isso acaba fazendo com que os mesmos ‘fujam’ da blitz, o que dificulta o nosso trabalho. Então, peço para a comunidade não realizar este tipo de ato, pois compartilhar que está havendo blitz, pode colaborar muito com a entrada de criminosos na nossa cidade. A população deve ter consciência e pensar bem, pois estão apoiando a criminalidade”, explica de Luca.

Além de facilitar as ações criminosas, os grupos podem “ajudar” aqueles que estão embriagados, a usarem rotas alternativas para não passar pelas barreiras da polícia, o que pode gerar um grave acidente. “A pessoa que sai de uma festa, já com alto teor alcóolico, pode usar o grupo de blitz para procurar alguma outra rota alternativa para furar nossas barreiras. Já pensou se essa pessoa alterada, após fugir da nossa blitz, atropelar alguém, ou causar um acidente que possa ferir gravemente terceiros? E se um desses envolvidos for algum de seus parentes? Então peço, novamente, para que as pessoas criem consciência”, ressalta. 

Com a 17ª edição do Stammtisch, que será realizada neste sábado, dia 03 de fevereiro, o Tenente também pede para que a comunidade não use o carro, caso for ingerido bebida alcóolica.

“Iremos fazer uma operação da ‘Lei Seca’ durante todo o sábado, ao redor da cidade. Sugiro para que quem ‘exagerou’ um pouco na bebida, pegue carona, vá de táxi, para evitar acidentes, pois iremos fazer a abordagem, e se flagrarmos alguém no bafômetro, encaminharemos para a delegacia”, afirma de Luca.

O Jornal de Pomerode apoia esta causa. Portanto, evite participar de grupos que divulguem as blitze realizadas em nossa cidade. Lembre-se que você pode estar colaborando com a criminalidade e com a imprudência.

 



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Créditos: Raphael Carrasco/JP
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