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Suposta irregularidade na destinação do lixo reciclável gera polêmica

O recolhimento e destinação do lixo produzido em Pomerode, mais uma vez, foi tema de discussão na cidade. Isso porque, na semana passada, circulou nas redes sociais um vídeo, produzido pelo vereador Marcos Dallmann, em que apontava uma suposta irregularidade na destinação do lixo reciclável coletado em Pomerode

e7f9850e6c5ae1314a1bbcce2c95f022.jpg Foto: Arquivo Jornal de Pomerode

O recolhimento e destinação do lixo produzido em Pomerode, mais uma vez, foi tema de discussão na cidade. Isso porque, na semana passada, circulou nas redes sociais um vídeo, produzido pelo vereador Marcos Dallmann, em que apontava uma suposta irregularidade na destinação do lixo reciclável coletado em Pomerode. Nas imagens, afirma-se que o material, que devia ser encaminhado para reciclagem, foi enterrado no aterro sanitário do Parque Girassol, em Timbó, destino do lixo orgânico da cidade.

Durante a gravação do vídeo, Dallmann afirmou que acompanhou o trajeto do caminhão de lixo, que estaria transportando material reciclável, até o aterro no município vizinho. De acordo com o vereador, já eram cobrados esclarecimentos por parte do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Samae), responsável pela coleta de lixo, mas até o momento não havia resposta.

“Acreditamos que é um dinheiro que está sendo desperdiçado, pois este é um segmento auto sustentável, que gera renda e emprego ao município. Sem contar que consideramos um descaso com a população que, em suas residências, faz todo o trabalho de separação do lixo orgânico e do reciclado, para que o Samae possa coletar e fazer receita para se auto sustentar”, argumentou o vereador no vídeo e em postagem nas redes sociais.

O presidente do Samae, Ricardo Campestrini, que na semana de divulgação do vídeo estava em viagem oficial, afirma que a principal hipótese é que o material que foi descartado no aterro sanitário estava contaminado, ou seja, havia lixo orgânico misturado com o reciclável e que, portanto, não seria comercializado por não haver interesse por parte de compradores.

“Quando há casos de lixo orgânico que se mistura ao reciclável, este acaba não sendo vendido por estar contaminado. Além disso, não podemos passar estes materiais pela esteira, pelo risco que oferece aos trabalhadores que fazem a triagem. Outra situação que pode ter acontecido, é o material ter ficado exposto ao tempo no terreno da usina, com chuva, por exemplo. Quando o material reciclável absorve ou acumula água da chuva, os compradores não o adquirem, pois estariam pagando pela água, portando, ele precisa ser descartado corretamente, no aterro sanitário”, coloca o presidente da autarquia.

Porém, Campestrini garante que pediu explicações formais a direção da Usina de Triagem, bem como ao aterro sanitário Parque Girassol, do Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí (Cimvi) e à empresa terceirizada que realiza o transporte do lixo, para apurar se houve alguma irregularidade.

“Pode ter acontecido algum erro de nossa parte e isso vamos apurar para corrigir qualquer irregularidade. Vamos trabalhar para fornecer as explicações à comunidade e aos vereadores sobre o que aconteceu. Temos confiança na equipe do Samae e tenho certeza de que tudo será esclarecido. Mas quero ressaltar que nossos trabalhadores fazem um excelente trabalho e convido a todos para, quando quiserem, conhecerem o trabalho feito na Usina”, ressalta Campestrini.

Outro questionamento feito foi em relação à balança para a pesagem dos caminhões e do lixo recolhido. O vereador afirmou, no vídeo, que o caminhão não foi pesado na Usina de Triagem do Samae, somente foi carregado e seguiu para Timbó.

A balança foi adquirida em maio de 2017, que teve o custo de R$ 134.700,00 e todo o recurso utilizado para comprá-la foi arrecadado no final de 2016. Com o equipamento, não seria mais necessário o serviço terceirizado, além de, com números mais precisos, propiciar a venda de material reciclável em leilão.

Neste equipamento é pesado somente o lixo reciclável que irá ser comercializado. Relacionado a estes ganhos, no ano passado foram arrecadados R$ 586.570,81 com a venda de lixo reciclável. O material orgânico, que tem como destino o aterro sanitário, é pesado diretamente no Cimvi, porque, por Pomerode fazer parte do Consórcio, tem o direito de utilizar o equipamento.

Na Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores de Pomerode desta terça-feira, dia 16 de maio, foi aprovado o Requerimento nº 16/2019, de autoria dos vereadores Deoclides Correa, Marcos Dallmann e Aldino Oldenburg, que solicita informações sobre coleta de lixo reciclável realizada pelo Samae.

Neste documento, os vereadores solicitam informações estatísticas relacionadas ao recolhimento, pesagem e venda do material reciclável. Dallmann destacou, em seu pronunciamento que não existe um questionamento acerca do trabalho realizado pelos funcionários da autarquia, mas sim quanto ao setor administrativo.

“Nós já visitamos e acompanhamos os trabalhos na Usina em outras oportunidades e sabemos do bom serviço feito pelos trabalhadores. O que questionamos é a parte administrativa, o fim que leva o material. Nós estivemos na Usina no dia 03 de maio e tentamos conversar com os responsáveis, mas não conseguimos. O caminhão simplesmente chegou e foi carregado. Somente no Cimvi foi pesado e lá é cobrado o que é aterrado. Se está certo ou não, eles vão nos esclarecer”, destacou o vereador.

Ele também afirmou que as informações solicitadas ao Samae são essenciais para apurar o ocorrido e, se necessário for, será instaurada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

“Não estou aqui para ser politiqueiro, apenas quero respostas para a comunidade, números, balanços, que devem estar em consonância com os da Prefeitura, contas analíticas, entradas, saídas, pesagem, as receitas obtidas. E trarei o resultado aqui, para mostrar se o Samae está ou não fazendo o seu trabalho. Eu parabenizo os trabalhadores da autarquia pelo bom trabalho e também a comunidade que separa o lixo em casa, pedindo que continuem seu trabalho, porque Pomerode é referência nesta área e queremos que melhore ainda mais. Apenas estamos questionando a parte administrativa”, finaliza.



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Créditos: Arquivo Jornal de Pomerode Arquivo Jornal de Pomerode Moira Petrucci / Câmara de Vereadores de Pomerode Moira Petrucci / Câmara de Vereadores de Pomerode
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