Jornal de Pomerode


Sessão Solene dentro da programação alusiva à Semana dos Idosos

Na terça-feira, 10 de outubro, foi realizada Sessão Solene festiva, dentro da programação relativa à Semana dos Idosos, de acordo com Decreto instituído pela Câmara Municipal de Pomerode. O evento é realizado anualmente e presta uma homenagem aos idosos escolhidos pelos vereadores.

133104caf72340703f62cee6cedf9bcf.jpg Foto: Divulgação

Na terça-feira, 10 de outubro, foi realizada Sessão Solene festiva, dentro da programação relativa à Semana dos Idosos, de acordo com Decreto instituído pela Câmara Municipal de Pomerode. O evento é realizado anualmente e presta uma homenagem aos idosos escolhidos pelos vereadores.

Estiveram presentes, os membros do Legislativo, a viúva do Dr. Horst Wilhelm Bernhardt, Valdina Bernhardt; o prefeito Municipal, Ércio Kriek; a vice-prefeita, Gladys Sievert; secretários municipais, demais autoridades, empresários, familiares dos homenageados, comunidade e imprensa. O presidente da Câmara, Rafael Pfuetzenreiter, saudou a todos e enfatizou a importância do evento. No início, o Padre Almir Negherbon realizou uma mensagem ecumênica alusiva ao ato. Um dos momentos também marcantes foi a entrega de um buquê de flores à viúva Valdina Bernhardt, pelo prefeito e vice-prefeita. 

O Reverendo destacou que a velhice é tão pura e santa quanto a primeira vez que se vem ao mundo. “Os caminhos que o ser humano traça durante a sua vida dependem de ser um eterno jovem. É preciso ser compreensivo e simpático com os idosos... Com os que já se esforçaram para viver. Em algum momento da vida se descobrirá que já foi tudo isso, através dos olhos de quem está neste mundo há muito tempo. Necessitamos das experiências dos idosos, mas optamos por esperar que elas venham da forma como desejamos... Sem mostrar tristezas. São os mais velhos que podem passar conselhos tão puros e sábios quanto uma pétala de rosa que desabrocha. Por isso, deem preferência para os idosos e tenham em mente que tudo o que aprenderem na vida é por causa deles. É preciso amar as histórias que carregam consigo.”, disse. Para finalizar, proferiu a Oração do Idoso. 

Na parte mais solene, os homenageados foram agraciados com a Medalha Dr. Horst Bernharth, patrono do evento. Um a um, receberam sua homenagem, emocionados com os aplausos dos presentes. 

Homenagem do vereador Marcos Dallmann

Mais uma vez, o Clube Sênior de Pomerode se destaca nesta Casa Legislativa. Grupo organizado, exemplo e experiência de vida que nos olhares de cada um é expresso. Se hoje estamos aqui, com qualidade e expectativa de vida, é pelo bem que cada um de vocês deixou para nós. Reconheço e agradeço a cada um de vocês. Vejam quão grande é a nossa responsabilidade. Por este motivo, tive a hombridade de escolher um entre vocês para representar todo este grupo. Achei justo, não só pelo tamanho, mas pela dedicação e seriedade nos trabalhos homenagear o Sr. Gerhard Raduenz. Filho de Adolfo Raduenz e Elly Raduenz, nascida Ehlert. Nasceu no dia 15 de janeiro de 1947. Além de Gerhard, o casal teve mais seis filhos, Helmuth, Erica, Harold, Lucia, Gisela e Lindolfo, que faleceu com dois meses de idade. Gerhard, jovem e trabalhador, ajudava seus pais agricultores na plantação de tabaco, na criação de gado leiteiro e suínos. Com dificuldades e poucas oportunidades, no ano de 1966, aos 19 anos, saiu de casa e foi para o Rio de Janeiro servir ao Exército no PE – Primeiro Batalhão da Polícia do Exército no Brasil. Naquela época, como já era alto, 1,88m, sem vícios como cigarros e bebidas, além do esporte como o futebol, foi selecionado como remador no Clube Regata Vasco da Gama, na lagoa Rodrigo de Freitas. Imaginem o sufoco dos remadores adversários para alcançar esses braços compridos. Além disso, fez o policiamento na cidade como Central do Brasil e segurança do Presidente da República, Castelo Branco. Veja a responsabilidade do nosso amigo Gerhard, cuidar do Presidente. E por estas responsabilidades, pelo exemplo e disciplina, foi condecorado com Menção Honrosa no dia 10 de março de 1967. Isso não é pra qualquer um. Vai para o Rio de Janeiro, um alemão sem muito conhecimento, é selecionado como remador, segurança do Presidente da República, condecorado? Só coisas boas? Que vida fácil né, Sr. Gerhard Raduenz? Mas não foi fácil. Para se manter nesse período, Gerhard, sabendo que seus pais não teriam como ajudar, pelas dificuldades além de sua mãe doente, começou a fazer trabalhos domésticos no quartel, como passar roupas do Sargento e de vários soldados para garantir um pouco de dinheiro para o seu sustento. E assim foi se virando, trabalhando, participando de olimpíadas internas. Tirou o sétimo lugar na corrida e primeiro no Cabo de Guerra, conhecendo vários lugares do Rio de Janeiro. Em março de 1967, logo após condecorado, voltou para Pomerode e continuou trabalhando na lavoura. Seu pai sempre quis que ficasse em casa e assim o cumpriu. Gerhard Raduenz, jovem, alto e bonito, cheio de energia pra gastar, começou a sair com a bicicleta de seu pai para os bailes de toda Pomerode. E levava as meninas de carona pra casa. Numa dessas idas aos bailes, conheceu uma menina bonita lá no Salão Vale do Selke, mas, infelizmente, ela não deu bola para ele e as que queriam, ele não se interessava. Outro dia, num baile no Salão Luedke, tinham três meninas interessadas no seu Gerhard... Teve que escolher uma e, claro, escolheu aquela menina bonita que conheceu no Vale do Selke, a Elrita Hackbarth, que hoje é a esposa de Gerhard. Casaram no dia 02 de maio de 1970. Em 1971, mesmo contra a vontade do pai, começou a trabalhar na empresa Tecelagem Vale do Itajaí e depois de dois anos, na Cia. Karsten como tecelão. Trabalhando no período noturno, melhorou a situação financeira e pôde comprar seu primeiro meio de locomoção, uma Lambreta. E em 1976, o seu primeiro carro, um Fusca. Mas a luta continuou, junto com a sua esposa foram criando e educando seus filhos, Dieter Vilmar Raduenz e Daniel Marlon Raduenz. Compraram uma Tobata para facilitar os trabalhos na lavoura. Trabalhar nunca foi um problema para o casal Raduenz. Saiu a aposentadoria em 1994, mas trabalhou na empresa até 2002. Continuando na lavoura, cuidando da netinha, a Fernanda Reif Raduenz, vereadora mirim da legislatura passada.  Então é isso... Colegas vereadores, familiares, Clube Sênior, amigos... Um breve relato da vida de Gerhard Raduenz. Pessoa humilde, íntegra, trabalhadora, até de garçom ele trabalhou. Muito empenho na APP da escola, assim como hoje se dedica ao Clube Sênior de Pomerode. Sempre à frente, não se arrepende, pois fez muitos amigos e conheceu muitos lugares.

Homenagem da vereadora Cleide Kamchen

Como não sabemos o que pode vir a ocorrer daqui a um minuto e que o depois, o mais tarde, o amanhã, o ano que vem são momentos incertos, não hesitei em homenagear a minha mãe, Célia Kamchen. Inicialmente, trago alguns dados da homenageada. Célia Kamchen nasceu em Pomerode, no dia 09 de janeiro de 1954. É filha de José Marcello (falecido em maio deste ano) e Ellinore Marcello. É casada com Valmor Kamchen. É mãe de Cleide Mara Kamchen (eu) e Claus Roberth Kamchen. Tem dois netos: Fernanda Ellen Kamchen e Henrique Guilherme Kamchen. Célia é formada em Letras, Português, Inglês pela Furb, com as suas respectivas literaturas: inglesa, americana, portuguesa e brasileira. Também é formada em Pedagogia pela Uniasselvi. Tem duas especializações: em Inglês e a outra em Gestão do Conhecimento e Gestão Escolar. Célia é professora e desde nova envolvida com a área da Educação. A partir de 1978, atuou como professora na Escola Estadual Básica José Bonifácio, com contratos temporários por alguns anos, pois era considerada, pela professora falecida Amália Anders, uma excelente aluna na Língua Portuguesa. Em 1986, foi Diretora da Apae de Pomerode. De 1989 a 2000, lecionou no Conjunto Educacional Dr. Blumenau, atualmente Colégio Sinodal Dr. Blumenau. Em 1992, foi nomeada como professora da Rede Pública Municipal de Ensino, lecionando em diversos estabelecimentos de ensino, se aposentando pelo FAP em 2011. Desde 2002 até os dias atuais, leciona, como professora efetiva/concursada de inglês, na Escola Estadual Básica José Bonifácio.  Aliás, Célia considera a diretora, a professora falecida Dona Amália Anders, como a sua madrinha na Educação. Então, de uma forma resumida, trouxe essas informações, pois conforme o escritor americano, Mark Twain: “as biografias são apenas as roupas e os botões da pessoa. A vida da própria pessoa não pode ser escrita”. Continuando, oportuno citar que, Célia Kamchen, como mãe, sempre incentivou a mim e ao meu irmão, a aprender, a estudar, a questionar, a pensar, a despertar o senso crítico. Sempre reforçou a importância dos desafios, dos adversários fortes, pois aprendemos com os mesmos e eles nos fortalecem. Educou a mim e ao meu irmão a respeitarmos e a sermos respeitados, reforçando sempre que caráter, honestidade, dignidade, humildade, se sobrepõem a um título, a um cargo. E como professora, transmite estes mesmos princípios e valores aos seus alunos. E no ambiente escolar estimula, incentiva com dedicação, com propriedade a arte de pensar, despertando a curiosidade e o senso crítico. Afinal, ser professor, para ela, não é apenas uma profissão, mas é a razão principal pelo crescimento do seu semelhante como cidadão e como ser humano. E sendo sua filha, sei que você, nos dias atuais, encara dificuldades e desafios com a maior naturalidade e em nenhum momento ouvi da sua boca: estou me sentindo uma velha. Pelo contrário, por diversas vezes você menciona brincando: sou uma centenária, tenho cento e vinte anos de idade, mas estou aqui firme e forte. E diante da sua fala, Célia Kamchen, ressalto que há uma diferença entre ser uma pessoa velha e ser uma pessoa idosa. A pessoa velha é a aquela que perdeu o sentido da vida. Que perdeu a alegria, que perdeu a vontade de ensinar, a vontade de viver. Na vida de uma pessoa velha ainda só existem “ontens”. A pessoa velha parou no seu tempo, somente descansa, vive desanimada. Já a pessoa idosa tem idade. É apenas um conceito social. A pessoa idosa ainda aprende, ainda sonha. A pessoa idosa tem no seu dia a dia amanhãs, têm planos, tem uma vida ativa. A pessoa idosa se moderniza e compreende os novos tempos. Aliás, a pessoa idosa, guarda e tem a esperança de nunca ficar velha. Ou seja, a pessoa idosa e a pessoa velha podem ter a mesma idade, porém, são diferentes na mente e no coração. Portanto, as pessoas idosas ainda têm condições de contribuir em muito com a nossa comunidade, com a nossa sociedade. A experiência e a sabedoria acumuladas, os conselhos e ensinamentos partilhados dos nossos idosos contribuem com a construção da entidade familiar, com a construção da sociedade e com a construção de cidadãos dignos. E a pessoa idosa merece respeito, pois respeitando as pessoas idosas estaremos preparando o nosso próprio futuro com respeito! Finalizando, felicidades, sucesso a todos os idosos! E, a você, minha mãe, Célia Kamchen, deixo estas palavras: eu tenho tanto pra lhe falar e com estas palavras eu soube mais uma vez dizer como é grande o meu amor por você.

Amo muito você, minha idosa favorita.

Homenagem do vereador Amarildo da Silva

Salézio José Martins nasceu em Major Gercino, dia 19 de fevereiro de 1949. Filho de José Martins e Matilde Mainchain Martins. Se criou em Presidente Nereu, dos cinco aos 11 anos, quando foi para o Seminário Salesiano, em Rio dos Cedros. Em 1963, foi para o Seminário, em Ascurra, no Colégio São Paulo. Em 1968, foi para o Noviciado, em Taquari, no Rio Grande do Sul. No final daquele ano, desistiu do seminário e fez o vestibular para a Faculdade de Direito, na cidade de Rio do Sul. Enquanto fazia a faculdade, lecionava Português, no Colégio Maria Auxiliadora. Salézio Martins desistiu da faculdade de Direito, ao final do primeiro semestre, pois decidiu fazer a Faculdade de Letras, na cidade de Blumenau, na Furb. Então, se mudou para a cidade de Blumenau. Em setembro de 1971, começou a trabalhar na revisão do Jornal de Santa Catarina. Três meses depois, passou a ser redator das páginas de esportes e, em poucos meses, foi promovido a editor deste segmento. Concluiu a faculdade, no final de 1973. Após a conclusão de sua faculdade, passou a lecionar a Língua Portuguesa, em colégios estaduais na cidade Blumenau. Em 09 de fevereiro de 1974, casou-se com a Senhora Claudete. Em 1976, voltou a trabalhar por um período, na antiga TV Coligadas, hoje a RBS (NSC), onde editava os programas esportivos. De 1980 a 1982, foi assessor de imprensa da Coordenadoria Regional de Educação, em meio período e em outro período lecionava. De 1983 a 1985, foi repórter esportivo e repórter policial, no período da tarde, para o Extinto Jornal O Estado de Florianópolis, e lecionando nos períodos matutino e noturno. Nas férias, tocava um restaurante, no meio da praia de Bombinhas. Em julho de 1985, criaram a Kyly Indústria Têxtil, na garagem de casa, em Blumenau. Em julho de 1987, transferiram a empresa para a cidade de Pomerode, no seu primeiro galpão que media 540 metros quadrados. Salézio e sua esposa, Claudete, trabalharam até a empresa completar seus 25 anos. Hoje, Salézio é o presidente do Conselho Deliberativo da empresa Grupo Kyly. Foi sócio majoritário, mas só investidor da Supremo Cimento de Pomerode, empresa fundada por Salézio e pelo seu genro, Alessandro Eischtaedt. Venderam 50% da empresa para o Grupo Sécil, de Portugal e, posteriormente, venderam a outra parte dos 50% para os outros sócios em meados do ano 2015, após a conclusão da mais moderna fábrica de cimento do Brasil, na cidade de Adrianópolis, na divisa do Paraná com São Paulo. Salézio José Martins realiza várias ações sociais, nas mais diversas entidades em nossa cidade, é um grande apoiador da corporação Corpo de Bombeiros Voluntários de Pomerode, onde ocupou, por quatro anos, o cargo de presidente, e em outro período também foi vice-presidente da corporação do Corpo de Bombeiros Voluntários de Pomerode. Salézio e sua esposa, Claudete, têm quatro filhas: Taciane, Michele, Karine e Anataline, todas casadas. Tem cinco netos, os quais contribuem muito para a felicidade dos avós, Salézio e Claudete. Salézio José Martins, pessoa que merece nosso carinho, respeito, pessoa que contribui muito com nossa cidade e com a população pomerodense, é uma pessoa que todos respeitam e têm grande admiração, por toda sua história, seminarista, professor, jornalista e empresário. Que Deus proteja o amigo e sua família, com muitas bênçãos e graças, sucesso e muitos anos de vida, amigo. São os votos do vereador Amarildo da Silva e família. E da Casa Legislativa, funcionários, Executivo, e cidadãos pomerodeses. Salézio Jose Martins, sua esposa Claudete, suas filhas, genros e netos, o nosso muito obrigado. 

Que Deus ilumine e proteja sempre todos vocês. 

Homenagem do vereador Sirio Jandre

Brueder Wachholz nasceu em 1929, é filho de Erich Wachholz e Maria Wachholz. Casou-se com Wanda Wachholz, nascida Dias. Teve quatro filhos, todos casados. São eles: Asta Radtke, Cora Mette, Aldo Wachholz e Rose Mari Wachholz Jose. Tem sete netos, Raquel Schirley Mette, Rafaela Alessandra Mette, Michel Stephan Radtke, Kelen Karine Radtke, Luana Andressa Wachholz, Catharina Wachholz Jose e Johannes Wachholz Jose. Tem dois bisnetos: Thierry Zancanaro e Isabelle Lessa. Conhecedor de cada palmo do nosso município, é impossível não se encantar com as belas passagens vividas pelo pomerodense Brueder Wachholz. Vivenciou tempos que marcaram a história de Pomerode e até nacionalmente. Ainda hoje, com 88 anos de idade, desempenha a função de uma vida inteira, a de freteiro. Em julho de 2016, após passar por problemas de saúde, diminuiu bem o ritmo dos fretes, mas não conseguiu dizer não com facilidade, o que era de se esperar. Brueder Wachholz nasceu em Pomerode, na residência dos seus pais. Daquela época até hoje, muitas coisas mudaram, as tradições, as festas, as brincadeiras, bailes, tudo era diferente. O senhor Brueder Wachholz recorda que, na sua juventude, com 18, 20 anos, os bailes aconteciam nas casas das pessoas, eram chamados “bailes de schnaps” ou baile da cachaça. Começou cedo a trabalhar junto com os pais na lavoura. Estudava em um período e à tarde, ajudava na lavoura, a cuidar do gado, das criações e de outros afazeres. Seu pai era alfaiate, então, tinha que auxiliar a sua mãe nos afazeres da propriedade. Na juventude, a maioria dos jovens servia o Exército Brasileiro e, com ele não foi diferente. Além de servir a pátria, o senhor Brueder fez parte das primeiras formações da Polícia. Brueder Wachholz, provavelmente, é o único em Pomerode, ainda vivo, que fez parte da Fundação da Polícia do Exército, em 1948. O senhor Brueder Wachholz tem o maior orgulho, pois como diz, quem não serve ao Exército não é brasileiro. A partir do momento em que jurou à Bandeira, honrou a Pátria. Ainda recorda o dia em que o presidente da República foi até o quartel e escolheu a dedo os recrutas que formariam a Polícia do Exército. E o Senhor Brueder Wachholz foi um deles. Isso é motivo de muito orgulho. Então, até hoje, ele desfila no Sete de Setembro, no Bloco de Veteranos. Após servir, o senhor Brueder Wachholz retornou à Pomerode e continuou trabalhando na lavoura, até que conseguiu comprar o seu primeiro caminhão. A lavoura naquele tempo não lhe trazia muito lucro. Depois de alguns anos de muito trabalho, comprou seu primeiro caminhão, contra a vontade de seus pais. Era um Chevrolet com cabine de madeira, e que trocou por uma caminhonete Ford. No início fazia trabalhos particulares, puxava madeira, levava mudança, o que chegava de trabalho ele fazia. Depois, fez trabalhos para a RGL, ia para cidades vizinhas levar e coletar material, fazia fretes para empresas, levando materiais para os portos de São Francisco, Itajaí e Paranaguá. Ele nos conta que, na época, existia apenas um posto de combustível e em anexo uma mecânica, na Rua Hermann Weege, onde hoje é o Goede Materiais de Construção. Tinha uma mecânica bem grande junto ao Posto e era onde ele levava sempre o seu caminhão. A maioria das estradas que ligam Pomerode era de terra, quando chovia, era tudo muito complicado. A Serra que liga Pomerode a Jaraguá era muito ruim, então, volta e meia precisava de mecânica. A primeira carteira de habilitação, o senhor Brueder Wachholz tirou com 20 anos e até hoje se matem ativo e realiza pequenos fretes. Hoje, possui 68 anos de volante, faz pouco que renovou mais uma vez a sua habilitação. O seu atual caminhão está com ele há 38 anos e está em perfeito estado. O Senhor Brueder Wachholz lembra, com emoção, o período em que o Governo proibiu os imigrantes de praticar atos antes vividos na Alemanha. Por conta disso, muitas tradições se perderam. Ainda lembra quando tinha 10 anos e seu pai era porta bandeira de um clube e a polícia foi de madrugada e levou tudo. Então, depois disso, muitas coisas acabaram. Em casa, o senhor Brueder Wachholz só falava em alemão e platt, bem pouco o português. Lembra que muita gente ia presa e pega em flagrante falando em alemão. Conta que passou por um período muito complicado. Quando retornou do Exército, o Senhor Brueder Wachholz acompanhou o renascimento de todos os costumes que foram proibidos na época da Segunda Guerra Mundial. Acompanhou a fundação dos 16 clubes de Caça e Tiro de Pomerode, que se deu a partir da década de 50. É sócio de dois clubes, o 1º de Maio e o Clube Pomerode. Nos dois participou como atleta de tiro, tendo muitas medalhas de competições em que participou. Ensinou muita gente a atirar também. No Exército, aprendeu melhor a prática e era um dos melhores atiradores dos CCT’S. Ganhou muitos títulos de rei nas festas e tinha uma equipe do 1º de Maio, em que participava de competições de tiro. Para o senhor Brueder Wachholz, é triste ver o tradicionalismo ser deixado de lado em nosso município e constatar que poucas são as pessoas que trabalham para mantê-lo vivo. Brueder Wachholz sempre gostou muito de pescar, sempre teve seu próprio arsenal de pesca, pescou entre Alto Palmeiras e Mato Grosso, com grande sucesso, na maioria das vezes. Agora, mesmo depois de completar 88 anos, ele comprou uma nova canoa! A vida para o senhor Brueder Wachholz é uma experiência constante em todas as suas fases... Na infância, juventude e madureza. Todas muito bem vividas e aproveitadas. E com grande contribuição não só para Pomerode, como para todo o país. Para o senhor Brueder Wachholz, cada fase tem seu encanto, sua doçura, suas descobertas. Sábio é aquele que, como o homenageado, desfruta de cada uma destas fases em plenitude, extraindo delas o seu melhor. Somente assim, na soma das experiências e oportunidades, ao final dos seus anos, guardará como ele, a jovialidade de um homem sábio. E que venham muitos anos ainda. O tempo passa suave para o senhor Brueder Wachholz. Desapercebido e sem avisar. Ser idoso é continuar como ele, seguindo em frente. Com planos a conquistar, tendo sempre em mente a vontade de trabalhar. Aproveitando a experiência dos anos já vividos, em sua longa existência, felizes ou sofridos. Mas plenamente realizados e desfrutados. 

Homenagem do vereador Ademar Marquardt

Mário Frahm nasceu em 22 de setembro de 1939, em Indaial. Atualmente, está com 78 anos. Casou-se com Lolita Guenther, no dia 30 de outubro de 1965, completando 52 anos de casamento. Sua história profissional começou aos 14 anos, junto ao pai na expedição dos Laticínios Weege, onde, após um ano, foi convidado pelo diretor da empresa Weege para trabalhar como vendedor externo. Também fazia entregas das mercadorias em domicílio. Após isto, trabalhou por cinco anos como atendente no balcão de “secos e molhados”. Mais tarde, com a inauguração do Supermercado Weege, assumiu a Seção de Ferragens, sendo esta considerada uma das mais completas da região. Além destas atividades diárias, Mário Frahm trabalhou por cinco anos nos finais de semana e feriados, cobrando ingresso no Zoológico de Pomerode e como garçom nas noites de festa do Clube Pomerode. Mário Frahm morou 10 anos em uma casa cedida pela empresa Weege, a qual se localizava onde existe a Rodoviária. Em contrapartida, ficava de plantão para atender possíveis emergências de falta de mercadorias nas festas das sociedades, como bebidas e gelo. Mário Frahm aposentou-se após 31 anos de trabalho na Empresa Weege. Porém, descansou apenas meio ano e novamente aceitou o convite da referida empresa, a qual abriu uma filial em Testo Rega, onde trabalhou por mais três anos. Trabalhou também como vendedor da Pedrini Plásticos, onde, por sua vez, recebeu a medalha de prata pelo desempenho de suas vendas. Trabalhou mais de cinco anos na Agropecuária Link, onde apenas iria substituir um funcionário por três meses, ficando por cinco anos. Coordenou por seis anos a limpeza da Festa Pomerana, na qual teve a aprovação de 98% de satisfação. Como trabalhos voluntários, ajuda até hoje na venda de rifas na Festa do Hospital, sendo destaque. Participou da diretoria da Igreja Luterana e é sacristão há 20 anos, onde presta auxílio aos pastores, além de outras atividades. Mário Frahm baseia a sua vida no Salmos 118: Tu és meu Deus – Graças te darei deem graças ao senhor. Porque ele é bom. O Senhor dura para sempre. Mário Frahm, que a vida lhe retribua com bondade, assim como o senhor cultiva as flores do seu jardim e de sua calçada. Obrigado por tudo que o Senhor fez até hoje e ainda fará por Pomerode. 

Abraço. 

Homenagem do vereador Aldino Oldenburg

Kilian Krüeger nasceu em 25 de julho de 1935, idade atual de 82 anos, na então cidade de Blumenau (hoje Pomerode). Kilian foi o mais novo de oito irmãos (três mulheres e cinco homens), cujos pais se chamavam Guilhermina (nascida Östreich) e Ricardo Krüger. Desde muito jovem, conviveu com a mãe bastante doente. Começou a trabalhar fora com pouco menos de 14 anos (1949), na filial Weege (chamada, na época, de Guenther, pois o gerente Erich tinha este sobrenome e morava nos fundos do estabelecimento). Passou, então, também a morar junto ao estabelecimento, principalmente quando ainda era solteiro. Erich Guenther passou a ser o seu segundo pai, contribuindo muito na sua educação e aprendizado como pessoa e profissional. Cerca de um ano depois, faleceu sua mãe e daí acabou se apegando ao senhor Erich e também à sua esposa, Lúcia, que passou a cuidar dele como se fosse um filho, cuidando de suas roupas por exemplo. Começou a namorar muito cedo, a Ingnora Wachholz, aos 15 anos, com a qual veio a se casar 10 anos depois. Demorou esse tempo, porque primeiro construíram sua casa, no terreno dos pais da Ingnora (na Rua Testo Alto) e quando iam se casar, o senhor Willy (pai da Ingnora) veio a falecer, com apenas 59 anos de idade, adiando por mais dois anos o casamento, que aconteceu em 1961. Aos 18 anos, serviu no Batalhão do Exército em Blumenau, onde também fez bastantes amigos. Voltando do Exército, cada vez mais se envolveu com assuntos gerenciais do mercado e tomou cada vez mais gosto pela área comercial. Sendo que, pouco depois, já fazia praticamente toda a contabilidade da filial. 18 anos depois de começar no “Guenther”, em 1967, com a ajuda da sua esposa Ingnora (que antes era mais dedicada à costura em casa, fazendo vestidos, saias, blusas, etc.), resolveu investir em um próprio negócio junto à casa em Testo Alto, no qual permanece até os dias atuais (completando 50 anos agora, em 01 de novembro de 2017), vendendo sempre de tudo um pouco, estilo mercearia, “secos e molhados” como se dizia na época, ferragens, alimentícios, armarinhos, etc. Juntos, Ingnora e Kilian tocaram firmes o negócio com o qual conseguiram dar a melhor educação possível aos seus filhos e todo o conforto necessário, sem luxos, mas nunca faltou nada para eles. Aposentou-se oficialmente em 1981, mas apenas perante o governo, pois trabalha sem parar até hoje. Férias?! Só alguns dias em Piratuba de vez em quando, um passeio aqui, outro acolá, mas nunca tirou sequer 10 dias seguidos de férias na vida. Sua diversão sempre foi atender as pessoas no balcão do mercadinho. O interessante é que na vida profissional antes da aposentadoria, nunca tirou um dia sequer de atestado médico. Depois disso, sofreu bastante com doenças, sendo que, até hoje fez 10 cirurgias, dentre elas as mais graves foram do coração, cálculos na bexiga, carótidas (artérias do pescoço) e retirada de rim. Foram dias difíceis. Durante esses anos, sempre foi bem ativo na comunidade. Na diretoria do cemitério de Testo Alto 2, entrou meio por acaso, sendo que pediram para que assumisse o cargo, por morar do lado e todos saberem que continuaria por ali as questões de acertos de anuidades, por exemplo. Permaneceu com este cargo por mais de 20 anos, até que conseguiu que outra pessoa assumisse. Na escola Bonifácio Cunha (atual Damaris Frahm), entre tesoureiro e presidente, foram em torno de oito anos, ou seja, o tempo em que os filhos Marilise e Sérgio frequentaram as aulas nesta escola. Kilian foi também músico, tocando acordeom em bandas entre aos anos de 1957 e meados dos anos de 1960, quando desistiu pela maratona de eventos e resolveu se dedicar mais à família e ao comércio próprio. Atualmente, toca apenas por hobby, principalmente sua gaita de boca e também acordeom, que recentemente foi restaurado e possibilitou sua volta à ativa. Sempre exerceu uma influência muito positiva junto à comunidade, sempre serviu de referência para muitas pessoas como exemplo de vida, lealdade, seriedade, compromisso, sinceridade e honestidade. Atualmente, sua família se constitui com os seguintes membros: esposa Ingnora Krüger, sua filha Marilise Behling, seu filho Sérgio Krüger, seus netos Roger Behling, Ronan Behling, Katerine Krüger e Julia Krüger, e seu bisneto Igor Meinicke Behling. Para finalizar, o homenageado, sempre que pôde, mencionou o nome da esposa Ingnora. Por isso que existe o ditado: “Ao lado de um grande homem existe uma grande mulher”. 

Homenagem do vereador Jean Nicoletto

A velhice, muitas vezes, não é uma fase fácil... Homenagear aqueles que conseguem tornar esta fase a melhor de todas é importante. Eles merecem nosso carinho e atenção. São verdadeiros sábios. Sinto-me, neste momento, muito honrado em homenagear o senhor Vendelino Packer. Digo isso porque o senhor Packer esteve presente em grandes momentos da minha vida. Na minha infância e início da adolescência, ao vir da escola ao meio dia, estava lá em meu caminho o Senhor Vendelino fazendo a manutenção das ruas de Pomerode. Chamava-me a atenção o fato de que todos os dias, no mesmo horário, ele estava lá, varrendo e limpando as ruas da nossa cidade. Não obstante, em algumas madrugadas, acompanhado de meu pai, via aquele trabalhador sair da Prefeitura com os seus equipamentos, bem cedinho, para cumprir com as suas obrigações. Obrigações estas que cumpria com seriedade e compromisso, nos seus mais de 35 anos como servidor público deste município. Companheiro, amigo e esposo da senhora Iracema há 54 anos, desta relação nasceram duas filhas que geraram três netas, que geraram três bisnetos. Homem religioso crente em Deus e em Jesus, trabalhando na obra de Deus há mais de 30 anos, na Igreja Católica como Ministro de Eucaristia. Reconhecido pela sua fé e pelo seu trabalho na Paróquia São Ludgero no centro de Pomerode. Hoje ele não está aqui, pois como guerreiro que é, está em mais uma batalha. Eu pude ver de perto este momento. Que o senhor Vendelino continue na sua luta, você é um exemplo com a sua história de vida para nós. Para finalizar, deixo aqui as palavras de Fernando Pessoa: “Vontade de viver... Não importa se a estação do ano muda... Se o século vira, se o milênio é outro, se a idade aumenta... Conserva a vontade de viver, não se chega à parte alguma sem ela”.  

Homenagem do vereador Rafael Pfuetzenreiter

Minha homenageada é a Sra. Margrit Pawlowski Schmidt, nascida em 18 de março de 1946, em Blumenau. Filha de Mariana Wilhelm Pawlowski. Iniciou sua formação no Jardim de Infância do Colégio Sagrada Família, em Blumenau, em 1951, aos seus cinco anos de idade. Em 1953, ingressou na mesma escola no 1º ano do antigo Curso Primário. Em meados de 1955, sua família transferiu-se para Pomerode, assim, concluiu o primário no Grupo Escolar José Bonifácio em 1956. Em 1957, voltou a estudar no Colégio Sagrada Família, cursando o Pré-Ginasial. Em 1958, iniciou o Ginásio e, em 1962, o Curso Normal, o qual concluiu em 1964, sendo a primeira turma de normalistas do Colégio Sagrada Família. Formou-se em Letras, Habilitação em Língua Portuguesa pela Furb, de Blumenau, em 1979. Em 1964, ainda estudante, foi convidada pelo Pastor Edgar Liesenberg a assumir uma turma de 3ª série na antiga Escola Primária Dr. Blumenau. Atuou na escola até fevereiro de 1969. Teve a oportunidade de assumir a regência em todas as séries do primário, pois trabalhou nos dois turnos. Durante alguns anos, deu aulas de alemão no primário, estas ocorriam após o término das aulas regulares. Um grande desafio naquela época era, como professora da quarta série, encaminhar os alunos a obterem a aprovação no exame de admissão ao ginásio. Em 1965, foi convidada a assumir aulas de Educação Moral e Cívica e História Financeira no Curso Técnico Contábil no turno da noite no Dr. Blumenau. Em 1968, casou-se com o Sr. Rodolpho Otto Schmidt, e teve três filhos: Marcelo, Claudia e Ricardo. Em fevereiro de 1969, afastou-se da escola, pois fixaram residência em Mauá-SP. No ano de 1981, retornou ao Dr. Blumenau, assumindo a 1ª série. Em 1983, assumiu aulas de Língua Portuguesa, tendo atuado de 5ª a 8ª Série e também no Técnico Escolar. Em 1986, foi convidada pelo então presidente do Conselho Escolar, Sr. Luis Paulo Fausel e Pastor Hugo Solano Westphal, Pastor responsável pela escola na época, a assumir o cargo de diretoria do Conjunto Educacional Dr. Blumenau, função que exerceu até 31 de maio de 2006. O tempo no Dr. Blumenau foi, para a Dona Margrit, uma época abençoada e de realização não só profissional, mas também pessoal. A sala de aula foi um laboratório de experiência, convívio e crescimento indescritível. Os anos de direção contribuíram para seu amadurecimento como pessoa, no aprendizado diário com alunos, colegas, diretorias e pais de alunos. Tem certeza que contribuiu na formação e edificação de muitos alunos, o que a deixa muito feliz. A sua gratidão se volta em primeiro lugar a Deus, que lhe concedeu esta oportunidade e sempre esteve ao seu lado. Aos seus alunos, a todos os colaboradores, professores, funcionários, pois juntos sonharam, fizeram tentativas e destas muitas realizadas. Desde 2006, Dona Margrit vivencia uma nova etapa de vida, aposentada, dedicando seus dias à família, sua mãe, seu esposo, seus filhos e netos. Procura envolver-se na sua comunidade de fé, participando ativamente na Oase (Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas) e na diretoria da Paróquia Evangélica Apóstolo João comunidade luterana no centro. Dona Margrit, tenha total certeza de que muitas sementes foram lançadas, germinaram e deram frutos e que certamente você como professora, como diretora, como uma pessoa de fé, deixou uma sociedade mais fraterna, justa e solidária.

Homenagem do vereador Deoclides Correa

Ramiro Navidad é natural de Úbeda, estado da Espanha, veio para Pomerode em 18 de junho de 1974, onde montou a indústria de brinquedos Rabaker. Durante mais de 40 anos, empregou e emprega muitos pomerodenses. Mas, além de ser um empresário que gerou desenvolvimento econômico, empregos e arrecadação tributária, Salvador Navidad teve também grande participação comunitária. Durante mais de 40 anos, esteve à frente de inúmeras atividades coletivas, atuando de forma voluntária. Destaco aqui algumas delas: foi membro do Lions Clube por sete anos; foi um dos fundadores dos Bombeiros Voluntários; foi um dos fundadores da Acip; fundou o Sindicato dos Plásticos de Pomerode, no qual atuou como presidente e/ou secretário por 27 anos; presidiu o Concidade por nove anos; foi membro do Conselho Regional de Desenvolvimento, representando Pomerode por 13 anos, etc. Além de sua participação em diversas outras atividades comunitárias, em todas as quais deixou sua valorosa dedicação. Nascido na Espanha, Salvador adotou o Brasil como segunda pátria e Pomerode como o seu lar. Por mais de 40 anos, vem trabalhando e contribuindo para tornar melhor a nossa cidade e o nosso país. Por isso, é justo dizer que é um exemplo para os pomerodenses e brasileiros. Presto aqui, então, a minha homenagem ao Senhor Ramiro Salvador, e em nome desta Casa, agradeço e parabenizo sua dedicação. Parabéns também aos homenageados. 

Obrigado. 

Mensagem da filha do Dr. Horst Wilhelm Bernhardt, Germaine Aline Bernhardt

Dr. Horst, além de ter sido vereador de Pomerode, dedicou sua vida em prol de muitas pessoas. Chegou a Pomerode em 1966 e reabriu o Hospital e Maternidade Rio do Testo, sendo o único médico por vários anos. Isso lhe exigia dedicação integral e, desta forma, trabalhava dia e noite atendendo sempre que havia necessidade. Dr. Horst nunca deixou de atender a nenhum chamado. Trabalhou arduamente em prol das pessoas do município, e por isso, é lembrado por muitas pessoas. São merecidas para alguém que dedicou quase 30 anos para salvar outras vidas. Dr. Horst, com certeza, honrou o juramento que fez durante a sua formatura. Um dos trechos do texto de Hipócrates diz: “Praticarei a minha profissão com consciência e dignidade. A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação”. Eu diria que meu pai foi além. Ele tinha empatia pelo seu paciente e pelo ser humano que havia o procurado. O ser humano sempre em primeiro lugar, antes de qualquer pagamento pelo seu serviço. Pautava sua vida pela ética e pelo respeito ao próximo. Um homem que acreditava ser a vida humana o bem mais importante. Que acreditava no ser e não no ter. Como médico, meu pai procurava o que afligia o seu paciente além do mal momentâneo que havia o levado até ali. Meu pai dizia que o médico precisa ser um pouco psicólogo, um pouco professor. Eu acredito firmemente que, muitas vezes nesta prática, meu pai deve ter se deparado com a realidade de que muitos males que afligiam os seus pacientes eram provenientes de doenças da alma, de angústias, de temores e de problemas eventuais do cotidiano. Isso serve de lembrete para que nós, que estamos em dias cada vez mais corridos e exigentes, busquemos sempre olhar o outro com empatia. Dar atenção sempre. Se o médico não tiver a capacidade de ouvir o seu paciente, não tiver empatia por ele...  Será um mero analisador de corpos e exames e um distribuidor de receitas. Acredito que foi pela postura de médico e ser humano, que reside o fato de que em 2005, foi aprovada e instituída a proposição do então vereador Antenor Zimermon, a Medalha de Honra ao Mérito Dr. Horst Wilhelm Bernhardt. Foi esta visão de vida, esta ética, esta empatia para com o próximo, que culminou pelo carinho da comunidade, na instituição desta medalha, na homenagem de ter o seu nome colocado no Posto de Saúde de Testo Central. Não esqueço nunca, pela ocasião de seu velório, muitas pessoas vieram de forma simples e honesta dar o seu apoio ao meu pai. Quantas pessoas saíram do seu trabalho, da forma como estavam, para dar o seu adeus. Mesmo ele tendo partido cedo, aos 54 anos, hoje passados mais de 24 anos do seu falecimento, percebo o carinho de muitos que conheci sempre tendo algo para contar em relação ao meu pai. Por isso, não quero idolatrá-lo... Porque como todo homem ele também tinha os seus defeitos. Mas, pela expressão, pela voz, de muitas pessoas que ainda lembram-se dele com respeito e carinho, ouso dizer que suas virtudes, sua postura íntegra e seu respeito por cada um fizeram dele um exemplo de vida. Acredito que os homenageados aqui presentes, assim como meu pai, são exemplos em suas comunidades. Desta forma, eu, humildemente, os saúdo e parabenizo pela honraria que lhes é concedida. Antes de encerrar quero manifestar, em nome da minha família, a profunda gratidão por esta Casa, por ter de certa forma, eternizado o nome e a memória do meu pai, através desta Medalha de Honra ao Mérito.

 

Pronunciamento do prefeito Municipal Ércio Kriek

Gostaria de falar sobre cada um dos homenageados, pois tive a oportunidade de ter contato com todos. Lembro-me do Dr. Horst, na época em que fui aluno da Escola Dr. José Bonifácio... Quando foi fazer o exame médico dos alunos... Dr. Horst é uma referência para ser homenageado nesta noite. Os anos vão passando e vamos acostumando e nem percebendo... Acabamos aproveitando muito pouco a experiência de vida que temos. Assim como nossos filhos e netos, vão ouvindo histórias que não damos atenção. Que pena... Porque será que não aproveitamos as lições dos mais velhos? Uma das grandes diferenças que vemos, hoje, é a disciplina. Antigamente, a disciplina e o respeito eram mais valorizados. Hoje, vemos que só o professor deve respeitar os alunos. E quem são os culpados? Nós, os pais. Porque ao invés de fazermos como era conosco, a grande maioria de nós vai tirar satisfação do professor. Por isso estejamos caminhando para um mundo onde ninguém respeita mais ninguém. Se formos perguntar se o mundo é mais fácil ou difícil que antigamente para os que hoje estão sendo homenageados... Se pararem para pensar, dirão que é mais difícil. Apesar , na época, andarmos descalços, passarmos frio e termos que trabalhar... O mundo era mais fácil. O mundo era melhor, porque valorizávamos o ser humano. Hoje, vivemos cada um para si, lamentavelmente. Devemos aproveitar estes bons exemplos e estas belas histórias que nós ouvimos. Para que possamos recomeçar e fazer diferente. Tantas histórias maravilhosas, de pessoas que doam o seu tempo para o próximo e por isso estão aqui. Parabéns a vocês e aos membros do Clube Sênior que estão presentes prestigiando este momento. Vamos dar valor àquelas pessoas que por nós já tanto fizeram e que podem nos ensinar. Não existe escola melhor do que a da vida. Esta, sim, nos dá e nos deixa as grandes lições. Em nome do povo de Pomerode, muito obrigado a cada um de vocês e que continuem lutando por um mundo melhor. 

Parabéns. 

 



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